A noite caía sobre a aldeia nas montanhas, trazendo consigo um manto de estrelas que brilhavam intensamente no céu claro. O ar fresco da noite estava repleto do perfume das flores noturnas, e o som suave de um riacho próximo completava o cenário sereno. Suer, sentindo-se inspirado após o encontro com Daimon, decidiu que passaria a noite fora, sob as estrelas, para refletir sobre tudo o que aprendera.
Ele caminhou até um pequeno morro nos arredores da aldeia, onde costumava ir com sua mãe quando era mais novo. O lugar era conhecido como Pedra dos Sonhos, uma grande rocha plana que oferecia uma vista deslumbrante do céu noturno. Quando chegou lá, deitou-se na pedra, sentindo o calor residual do sol que havia se posto há algumas horas.
Enquanto olhava para as estrelas, Suer sentiu uma paz profunda. Ele lembrou-se das palavras de Daimon sobre a verdadeira força vir do coração e da coragem. A presença do bosque ainda estava viva em sua mente, e ele sabia que aquele era apenas o começo de sua jornada.
— Suer, você está aqui? — a voz suave de sua mãe interrompeu seus pensamentos.
Suer se sentou e viu Lyra se aproximando, carregando um cobertor e uma pequena lanterna de óleo.
— Sim, mãe. Eu só queria passar um tempo pensando — respondeu ele, sorrindo.
Lyra sentou-se ao lado dele, estendendo o cobertor sobre os dois.
— É um bom lugar para isso. As estrelas sempre nos ajudam a ver as coisas de uma perspectiva diferente — disse ela, olhando para o céu.
Suer assentiu, sentindo-se reconfortado pela presença de sua mãe.
— Mãe, eu conheci um orc chamado Daimon hoje. Ele me mostrou coisas incríveis no Bosque das Sombras. Ele disse que minha força não vem apenas da magia, mas do coração e da coragem — contou ele, olhando para Lyra em busca de sua reação.
Lyra sorriu, orgulhosa.
— Parece que Daimon é um bom amigo. E ele está certo, Suer. A magia é poderosa, mas o que fazemos com ela e como a usamos é o que realmente importa — respondeu ela, acariciando o cabelo de Suer.
Eles ficaram em silêncio por um momento, apenas apreciando a tranquilidade da noite. As estrelas pareciam brilhar ainda mais intensamente, e Suer sentiu uma conexão profunda com o universo ao seu redor.
— Sabe, mãe, quando estava no lago com Daimon, vi reflexos de mim mesmo. Vi minhas forças, mas também meus medos e inseguranças — disse Suer, quebrando o silêncio.
Lyra olhou para ele com compreensão.
— Todos nós temos medos, Suer. O importante é enfrentá-los e não deixá-los nos dominar. E você já mostrou que tem coragem de sobra — disse ela, apertando a mão de Suer com carinho.
Suer sorriu, sentindo-se mais confiante.
— Obrigado, mãe. Eu realmente quero usar o que aprendi para ajudar a aldeia, como você faz — disse ele, determinado.
— E você vai, Suer. Você tem um coração puro e uma alma forte. E sempre estarei aqui para guiá-lo — respondeu Lyra, com um sorriso encorajador.
Enquanto conversavam, uma estrela cadente cruzou o céu, deixando um rastro brilhante.
— Faça um pedido, Suer — disse Lyra, apontando para a estrela.
Suer fechou os olhos por um momento, concentrando-se em seu desejo.
— Desejo encontrar minha verdadeira força e usá-la para ajudar a aldeia — murmurou ele, abrindo os olhos.
Lyra sorriu e o abraçou.
— É um desejo lindo, Suer. E tenho certeza de que vai se tornar realidade — disse ela.
Eles ficaram ali por um tempo, apenas apreciando a companhia um do outro e a beleza da noite. A luz suave da lanterna de óleo lançava sombras dançantes ao redor deles, criando um ambiente acolhedor.
— Mãe, conte-me mais sobre a história da aldeia. Sempre sinto que há tanto que não sei — pediu Suer, curioso.
Lyra sorriu, sabendo que Suer estava cada vez mais interessado em suas raízes e na história de seu povo.
— A aldeia foi fundada há muitas gerações por nossos ancestrais, que vieram para as montanhas em busca de um lugar seguro e próspero. Eles descobriram estas terras férteis e decidiram ficar. Com o tempo, aprenderam a viver em harmonia com a natureza, honrando os espíritos das montanhas e das florestas — começou Lyra, com um tom de voz suave e reverente.
Suer ouvia atentamente, imaginando os antigos orcs construindo suas primeiras casas de pedra e palha, aprendendo a cultivar a terra e a utilizar as ervas medicinais das florestas.
— E nossa família, mãe? Como nos tornamos curandeiros e sacerdotes de Apolo? — perguntou Suer.
Lyra sorriu, lembrando-se das histórias passadas por gerações.
— Nossa linhagem sempre teve uma forte conexão com a magia e com os deuses. Apolo, em particular, nos escolheu por nossa devoção à cura e à luz. Seus sacerdotes vieram a estas montanhas e ensinaram nossos ancestrais os segredos da cura e da magia de luz. Desde então, cada geração tem passado esses conhecimentos adiante — explicou Lyra, com orgulho.
Suer sentiu um calor reconfortante no peito, sabendo que fazia parte de uma linhagem tão rica e poderosa.
— E agora é a sua vez, Suer. Você é a próxima geração a carregar essa tocha. E sei que fará um trabalho maravilhoso — disse Lyra, olhando nos olhos de Suer.
Suer assentiu, sentindo-se mais determinado do que nunca. Ele sabia que tinha muito a aprender, mas estava pronto para enfrentar qualquer desafio que viesse em seu caminho.
Enquanto a noite avançava, eles continuaram a conversar sob as estrelas, compartilhando histórias, sonhos e esperanças para o futuro. Suer sentiu que, com sua mãe ao seu lado e os novos amigos que fizera, estava pronto para qualquer coisa. O brilho das estrelas parecia sussurrar promessas de aventuras e descobertas, e ele estava ansioso para cada momento que viria.
Assim, sob as estrelas, Suer começou a entender que sua jornada estava apenas começando, e que a verdadeira força vinha não apenas de seus poderes mágicos, mas do amor, da coragem e da sabedoria que ele encontrava em cada passo do caminho.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Brennda Germany's
Quem será a mulher que vai continuar a linhagem com Suer
2024-07-17
2
Brennda Germany's
se for igual um Damon que eu conheço é melhor ter cuidado
2024-07-17
2