O sol já estava alto quando Suer e sua mãe terminaram de preparar as poções para o festival da colheita. O trabalho na cabana era reconfortante, envolto pelo aroma das ervas frescas e pela luz suave que entrava pelas janelas. Após guardar os frascos cuidadosamente, Suer olhou para sua mãe com uma pergunta que há muito tempo queria fazer.
— Mãe, posso te perguntar sobre meu pai? — disse ele, com delicadeza, enquanto colocava os ingredientes de volta nas prateleiras.
Sua mãe parou por um momento, olhando para ele com uma expressão mista de ternura e tristeza.
— Claro, meu querido Suer. Você está pronto para ouvir sobre ele? — perguntou ela, com a voz suave.
Suer assentiu, sentando-se ao lado dela em uma pequena mesa de madeira esculpida à mão.
— Eu me pergunto sobre ele às vezes. Por que ele não está aqui conosco? Por que ele não me ensinou coisas como você faz? — disse Suer, com sinceridade em sua voz.
Sua mãe suspirou, tocando gentilmente a mão dele.
— Seu pai... Ele foi um guerreiro valente, Suer. Ele tinha uma força e uma coragem que muitos admiravam. Mas ele também tinha um coração gentil, que poucos conheciam além de mim — começou ela, com um olhar distante.
Suer ouvia atentamente, fascinado pela história que sua mãe começava a contar.
— Ele costumava vir para nossa aldeia nos festivais de colheita, quando os campos estavam dourados e os ventos do outono sopravam. Ele ficava fascinado pelas poções e remédios que eu preparava, como você faz agora. Foi assim que nos conhecemos — continuou ela, com um sorriso terno nos lábios.
Suer imaginava seu pai, um guerreiro com um interesse tão singular pela arte da cura.
— Ele me ensinou muito sobre coragem e compaixão, Suer. Mas um dia, uma batalha chamou por ele, e ele partiu para lutar, prometendo retornar. Mas... ele nunca voltou — disse ela, com a voz embargada.
Suer sentiu um nó na garganta ao ver a tristeza nos olhos de sua mãe.
— Eu sinto muito, mãe. Eu não queria te fazer lembrar dessas coisas dolorosas — murmurou ele, com remorso.
Sua mãe segurou suas mãos com firmeza, olhando diretamente nos olhos de Suer.
— Não se desculpe, meu filho. Você tem o direito de conhecer sua história. Seu pai era um homem de honra, e ele vive em você, em sua coragem e compaixão. Ele teria ficado orgulhoso do jovem orc que você se tornou — disse ela, com um tom de amor e orgulho.
Suer sentiu um calor reconfortante em seu peito, sabendo que, mesmo sem seu pai presente, ele ainda era parte de sua vida de uma forma significativa.
— Obrigado, mãe. Por compartilhar isso comigo. Eu quero ser como ele, forte e corajoso, mas também gentil e compassivo — disse ele, sentindo-se renovado pela história de seu pai.
Sua mãe sorriu, acariciando gentilmente seu rosto.
— Você já é tudo isso e mais, meu querido Suer. Agora, vamos nos preparar para o festival. É hora de celebrar a colheita e as bênçãos que temos — disse ela, levantando-se e começando a arrumar as últimas coisas.
Suer levantou-se também, sentindo-se grato pelo amor e pela sabedoria de sua mãe. Enquanto ajudava a preparar tudo para o festival, ele sabia que, com a luz de Apolo e o amor de sua mãe, ele tinha tudo o que precisava para enfrentar o futuro com esperança e determinação.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Ruth Silva
Suer sem pai 🥺🤧
2024-07-17
1
Brennda Germany's
O pai dele morreu????
2024-07-17
2