Ervas e Poções

A aldeia estava agitada com a preparação para o festival da colheita. Tendas coloridas foram erguidas na praça central, onde mesas repletas de frutas, pães frescos e poções curativas estavam dispostas. O aroma de especiarias e flores enchia o ar, misturando-se ao som de músicas festivas tocadas por músicos locais.

Enquanto Suer e sua mãe finalizavam as últimas poções na cabana de madeira, ele aproveitou um momento para perguntar sobre seu pai.

— Mãe, você poderia me dizer mais sobre como era a aparência do meu pai? Eu sempre imagino como ele era — perguntou Suer, enquanto macerava algumas folhas de verbena.

Sua mãe sorriu, pensativa.

— Seu pai era alto e forte, com cabelos tão escuros quanto a noite e olhos azuis como o céu. Ele tinha um sorriso que podia iluminar até mesmo os dias mais sombrios — respondeu ela, com uma mistura de nostalgia e amor.

Suer imaginou seu pai da maneira descrita por sua mãe, tentando visualizar o rosto que nunca tinha conhecido.

— Ele tinha alguma marca distintiva? Alguma coisa que o tornasse único? — perguntou Suer, curioso.

Sua mãe riu suavemente, lembrando-se de algo especial.

— Sim, ele tinha uma pequena cicatriz acima do olho esquerdo, uma lembrança de uma batalha que ele venceu com bravura. Ele costumava dizer que era um lembrete de que até os guerreiros mais fortes têm suas fraquezas — disse ela, com uma pitada de humor.

Suer sorriu, imaginando seu pai contando histórias de suas batalhas enquanto mostrava sua cicatriz como uma medalha de honra.

— Ele soa como alguém que eu adoraria conhecer, mesmo que por um breve momento — murmurou Suer, voltando ao trabalho com uma leveza no coração.

Sua mãe colocou uma mão gentil em seu ombro.

— Seu pai estará sempre conosco, meu querido Suer. Em nossas memórias e em seu espírito, ele vive através de você — disse ela, com um tom reconfortante.

Enquanto continuavam a preparar as poções, o sol subia no céu, lançando uma luz dourada sobre a aldeia. Suer sentia-se grato pela oportunidade de aprender sobre seu pai e por estar ao lado de sua mãe, compartilhando momentos preciosos juntos.

Do lado de fora da cabana, o som de risos e conversas animadas indicava que o festival estava prestes a começar. Músicos tocavam melodias alegres enquanto os aldeões se reuniam na praça, vestidos com suas melhores roupas e carregando oferendas para o altar de Apolo.

— Mãe, obrigado por me contar sobre ele. Eu me sinto mais próximo dele agora, de alguma forma — disse Suer, com sinceridade.

Sua mãe sorriu, orgulhosa de seu filho.

— Você é uma mistura maravilhosa de nós dois, Suer. Coragem de seu pai e compaixão de sua mãe. Agora, vamos terminar essas poções. O festival está quase começando — disse ela, voltando ao trabalho com determinação.

Suer concordou, sentindo-se inspirado pela sabedoria e pelo amor de sua mãe. Enquanto misturavam os últimos ingredientes, ele sabia que estava pronto para enfrentar não apenas o festival, mas também os desafios que viriam adiante, com sua herança de coragem e compaixão guiando o caminho.

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Comments

Ruth Silva

Ruth Silva

Nas memorias do suer só pelas histórias que ele ouviu 😔

2024-07-25

1

Brennda Germany's

Brennda Germany's

cadê a foto dele ????

2024-07-17

2

Brennda Germany's

Brennda Germany's

eita preulas

2024-07-17

2

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