Em apenas dez minutos, cheguei em casa após pagar o táxi e seguir a pé até a casa de Carmen para buscar Kaique. Enquanto caminhava, Khalil não saía dos meus pensamentos. Sua imagem estava nitidamente formada em minha mente, tão belo como sempre, vestindo aquele impecável terno social branco de grife. Era impossível não lembrar da sua aparência marcante e charmosa.
Mesmo lembrando dos momentos de prazer que Khalil me proporcionou, eu tratei de mandar os pensamentos para longe. Me repreendi por estar pensando nele daquela forma. Eu tinha que esquecê-lo assim como ele fez comigo e nunca me procurou.
Recusei-me a acreditar que eu tivesse experimentado qualquer tipo de relação com ele. Ou mesmo ter transado em cima de uma mesa, de uma cama confortável. Meu corpo estremeceu por pensar novamente nele.
A minha mente rebelde trazia as recordações novamente. Cerrei os dentes e pela terceira vez, tentei esquecer o que aconteceu.
Adentrei o chalé de Carmen. Ela morava sozinha, uma mulher madura, viúva e ex-diretora. Carmen estava preparando um chá quando entrei na cozinha.
— Garota, chegou tão cedo! O que houve?
Kaique abandonou seu enorme caminhão de fazendeiro e veio até mim. Eu o ergui do chão, enquanto ele cobre o meu rosto de beijos desajeitados. Senti seu perfume infantil e familiar, eu o abracei, enchendo-o também de beijos, enquanto ele ria.
— Eu estava tão ansiosa para vê-lo, meu garotinho. — o coloquei no chão, observando ele retornar para a sua brincadeira.
Carmen me olhou com um sorriso.
— Desculpe-me, Carmen, só precisava de um lugar tranquilo para pensar um pouco, e esquecer o que acabou de acontecer.
Ela me ofereceu uma xícara de chá e me conduziu até a pequena sala de estar, onde nos sentamos em confortáveis poltronas. O ambiente estava impregnado com o aroma suave do chá e o calor reconfortante da lareira acesa, e o leve barulho de Kaique brincando com o caminhão, imitando buzina com a boca.
— Se precisar conversar, estou aqui para ouvir, querida. Sempre há um lugar para você aqui — disse Carmen, com gentileza em sua voz madura.
— Sei que sim, você é um amor de pessoa e tem me ajudado tanto. — Apertei sua mão em forma de agradecimento. — Ele estava lá, Carmen. O homem que tanto falaram esta semana, que daria uma palestra na escola, não foi nada mais, nada menos que Al-Hassan Khalil. — Eu me levantei, apenas ao mencionar o nome dele, meu corpo reagiu de uma forma que não deveria.
Carmen me olhou com preocupação enquanto eu lutava para controlar minhas emoções. Al-Hassan Khalil era um nome que eu tentava esquecer, mas sua lembrança ainda tinha o poder de me perturbar profundamente.
— Você está bem, querida? — perguntou, colocando uma mão reconfortante em meu ombro.
Respirei fundo, tentando acalmar os nervos antes de responder:
— Sim, estou bem. Só não esperava encontrá-lo aqui. Sei que preciso superar isso, mas é difícil.
Carmen assentiu compreensivamente, sua expressão solidária refletindo a empatia que sempre demonstrava.
— Eu não quero assustá-la, mas já pensou se ele descobrir que Kaique é filho dele? — disse ela. — Não podemos esconder as coisas para sempre, querida, sempre falo isso para você.
— Nem quero pensar nisso, Carmen. E se ele descobrir, não pode me culpar. Afinal, foi ele quem me abandonou. Ele não me procurou. — Mordi levemente os lábios, sentindo a ansiedade aumentar.
— Bem, vamos esquecer isso um pouco. Farei um jantar para nós, você gostaria de ficar e jantar aqui? — Carmen propôs.
— Obrigada, Carmen, mas deixaremos para a próxima. Tenho tantos trabalhos para corrigir agora.
Carmen assentiu, nos despedimos e segui para casa.
Ao chegarem em casa, Kaique correu para o quintal em busca de seu inseparável mascote, um coelho que encontramos perdido. Ele o encontrou no seu cercado, pulando de alegria ao ver seu dono.
— Floquinho. — Disse Kaique, acariciando suavemente o coelho com suas mãozinhas pequenas.
Enquanto isso, eu observava meu filho com um sorriso amoroso, agradecendo secretamente por ter um companheiro tão fofo em momentos difíceis como aquele.
Enquanto Kaique brincava um pouco no quintal, mergulhei no trabalho, mas sempre mantendo meus olhos atentos nele. Quando ele finalmente entrou em casa, preparei uma mamadeira de mingau para ele. Enquanto o mingau esfriava, dei-lhe um banho, cuidadosamente lavando seu cabelo e brincando com ele na água. Depois do banho, Kaique tomou a mamadeira e, confortado pelo alimento e pelo calor dos meus braços, acabou adormecendo tranquilamente.
Levantei-me e o coloquei sobre o berço confortável que havia comprado. Retornei ao meu trabalho. Alguns minutos depois, ouvi o barulho do motor de um carro. Naquela rua, é raro passarem carros, o que me deixou curiosa. Fui até a porta, abaixei a persiana e constatei que havia um carro chamativo na frente da minha casa. Sim, era o mesmo carro em que estava estacionado em frente à escola mais cedo. E isso só poderia significar uma coisa: Al-Hassan Khalil.
Ele estava na minha casa. Como ele descobriu meu endereço? Não faço ideia. Há algo que um sheik tão influente não possa descobrir? Descobrir um endereço é o menor dos problemas para Khalil, e eu sabia disso.
Corri imediatamente para a cozinha e escondi todos os brinquedos de Kaique, assim como os desenhos que ele fazia e pendurava nas paredes e na porta da geladeira.
Respirei fundo, tentando manter a calma enquanto pensava em uma maneira de lidar com a situação. Não podia permitir que Khalil interferisse em nossas vidas, especialmente após tanto esforço para construir uma vida tranquila para Kaique e para mim.
Esperando apreensiva por ele bater na porta, finalmente ele o fez. Demorei um pouco para atender, me ajeitei e levei as mãos à maçaneta, girando-a para abrir. Seu perfume tipicamente masculino e familiar não apenas invadiu minhas narinas, mas também permeou a sala.
— Surpresa, coração. — disse com tanta intimidade.
Com o coração acelerado, tentando controlar a mistura de emoções que tomava conta de mim na presença de Al-Hassan Khalil. Mantive-me firme, lutando para esconder qualquer sinal de fraqueza diante dele.
— O que está fazendo aqui? — perguntei, tentando manter a voz firme, apesar da ansiedade que me consumia por dentro.
Khalil sorriu, seus olhos cor âmbar brilhante com uma intensidade que me deixava desconfortável.
— Vim ver você, é claro. Afinal, não resisti à idéia de revê-la depois de tanto tempo. — Sorriu, revelando seus belos dentes alinhados e suas covinhas perfeitas. — Afinal, você saiu correndo da escola, parece que viu um fantasma.
Engoli em seco, me sentindo vulnerável diante da sua presença imponente. Sabia que precisava manter a guarda alta, protegendo não apenas a mim mesma, mas também a Kaique, que dormia tranquilamente no quarto ao lado.
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Atualizado até capítulo 50
Comments
Tânia Campos
Ela é uma idiota,
Ainda quer esconder o menino,
Tomara que ele veja!!
2024-06-25
171
Patricia Medeiros
e bem feito de ele descobrir que tem um filho e toma a guarda da criança só pra ele de ela esconde a verdade pra ele
2024-07-10
1
Luzia Elias
Tomara que o BB se acorde e veja o pai isso desumano esconder o filho do pai e crime
2025-02-02
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