Capítulo 3

Fiquei parada no meio do quarto, igual a uma estátua. Consegui movimentar as minhas pernas até a porta, mas ele me fez parar.

— Ei, aonde vai? Você não ouviu que eu estava esperando por você? Fique parada. — Sua voz ecoou no quarto, suave e ao mesmo tempo autoritária.

— Acho que está me confundindo com alguém, senhor. — Disse ainda de costas.

— Não sei por que está jogando esse jogo. Todas querem estar comigo, outras correriam para os meus braços e você está fugindo? — Ele se aproximou, parando atrás de mim.

Vi seus braços esticarem para trancar a porta. Meu coração pulsou no peito e eu sabia que estava literalmente encurralada. Senti sua respiração pesada atrás de mim.

— Olhe para mim — ordenou.

Apertei os olhos antes de virar e olhar nos seus. Ele era ainda mais bonito de perto, seus olhos cor de âmbar me encaravam como um predador encurralando sua presa. Seu olhar era gélido como o vento frio de uma noite de inverno, sua barba por fazer, lábios bem desenhados e vermelhos, que davam vontade de beijar.

Naquele instante, senti um pulsar no meio das minhas pernas. Eu não deveria estar pensando nisso, mas estava. Encarei, mordendo os próprios lábios, e apertei as pernas para que aquela sensação passasse, mas foi inútil.

Ele passou seu braço ao redor da minha cintura e me puxou para si, acabando com a pequena distância que havia entre nós. Senti seu membro duro tocar em minha barriga enquanto ele apertava meus cabelos com força bruta. Em vez de dor, eu sentia prazer. A forma como ele me pegava, como me olhava, era diferente.

— O que está fazendo? — resmunguei.

Ele nada disse. Sua mão direita desceu para a barra do meu vestido soltinho que ele levantou sem dificuldade. Sua mão invadiu minha calcinha e, quando senti o contato de seus dedos em minha boceta latejante, arfei de prazer. Não consegui me segurar naquele momento, deixando um gemido baixo escapar da minha garganta. Ele mostrou um sorriso ladino, seus olhos brilhando ao constatar que eu estava totalmente molhada para ele.

Seus dedos ágeis encontraram meu clitóris e ele o massageou sem nenhuma suavidade, causando descargas elétricas pelo meu corpo. Choraminguei, meu corpo implorando para senti-lo logo. Enquanto seus dedos continuavam a me provocar, ele explorava a pele fina do meu pescoço, passando sua barba ali suavemente. Ele parecia amar torturar, era isso que estava fazendo comigo.

Senti meu corpo tremer, minhas pernas formigarem, até que gozei nos seus dedos. Ele me olhou e levou o dedo até a boca, chupando o meu mel.

— Deliciosa, adorei seu gosto. — Disse com voz rouca. — É diferente.

Com urgência, ele me beijou, enfiando a língua na minha boca enquanto se livrava da minha lingerie. Assim que estava completamente nua diante dele, ele me pegou no colo e me levou até a cama. No entanto, eu o parei, olhei novamente seu pau rígido e rosado, e a minha boca salivou. Então me ajoelhei diante dele, colocando minhas mãos em cada lateral da perna e abocanhei seu mastro com vontade, passando a língua da cabeça até a base. Seus gemidos eram deliciosos de escutar. Senti suas mãos agarrarem meus cabelos e forçarem minha cabeça a ir mais adiante. Engoli seu pau, fazendo garganta profunda, levando-o ao delírio. Assim que terminei, ele me posicionou de quatro sobre a cama e entrou em mim, me estocando com força e rapidez. Suas mãos prenderam meus braços atrás das costas, e ele me fodeu mais rápido.

— Ah… isso, me fode gostoso. — gemi alto, pedindo para que ele me socasse com mais força.

Ele agarrou novamente meus cabelos, me puxando para trás, minhas costas encostando em seu abdômen, e suas mãos pararam em meu pescoço, apertando com um pouco de força.

— Caralho, que deliciosa. — gemeu apertando mais ainda meu pescoço.

No calor daquele momento, o tempo parecia parar, e todas as preocupações se evaporaram. O único som era o da nossa respiração pesada e dos gemidos abafados de prazer.

E então, no clímax do momento, ele me penetrou, e ambos gememos de prazer. Só então, em um instante de lucidez, percebi o que estava acontecendo.

— Espere… — comecei a dizer, mas a necessidade carnal e a intensidade do momento suprimiram qualquer pensamento racional. Minha mente me lembrou da camisinha.

Mas em fração de segundo, todos os avisos foram ignorados. O prazer e a conexão entre nós dominaram qualquer outro pensamento. O momento se consumou, e só depois, quando os corpos se acalmaram e a respiração voltou ao normal, percebi o que havia acontecido.

Ótimo, transei com um desconhecido sem preservativo. Isso está certo? Óbvio que não. Mas já era.

Minha respiração estava ofegante, corpo e cabelos completamente suados. A ficha foi caindo lentamente, quando percebi que aquele homem podia ser um cliente do hotel. E se alguém soubesse, eu estaria completamente arruinada. Pior, iriam me demitir e todos ainda saberiam o que fiz.

Meu coração acelerou novamente, mas dessa vez de medo e ansiedade. Tentei afastar os pensamentos, mas a realidade era implacável. Virei-me para ele, tentando manter a calma, mas a expressão no meu rosto traía o pânico interno.

— Droga, isso não está certo. — Levantei-me de sobressalto da cama. Catei todas as minhas roupas e me vesti, ignorando o que ele estava falando. O pânico que eu estava sentindo era maior do que minha vontade de me virar e responder suas perguntas.

— Espere, não precisa sair assim. — Ele tentou me segurar, mas eu me esquivei.

— Não, você não entende. — Minha voz tremia enquanto puxava meu vestido pela cabeça. — Eu realmente preciso sair daqui antes que alguém me veja.

— Tudo bem, mas se acalme. — Ele disse com uma calma desconcertante, como se não houvesse nenhum risco. — Ninguém vai saber. Eu te liguei para vir, porque o medo? O que está escondendo? — ele segurou meu braço.

Mas suas palavras não podiam aliviar o medo que tomava conta de mim. Com as roupas finalmente ajustadas, me afastei e corri para a porta, tentando não fazer barulho.

— Droga, por favor, só pare um segundo. — Ele chamou, mas eu já estava do lado de fora, fechando a porta suavemente atrás de mim. — O seu pagamento. — disse ele.

Meu coração martelava no peito enquanto caminhava rapidamente pelo corredor, rezando para que ninguém notasse meu estado alterado. Precisava sair dali, precisava encontrar um lugar seguro para processar tudo o que aconteceu. Eu estava torcendo para que ninguém me visse ali, principalmente meu chefe.

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Comments

Ana Shirly Amorim Lima

Ana Shirly Amorim Lima

até eu fiquei assustada kkkkkkkkk

2024-06-25

159

Renata Eden

Renata Eden

poxa... certo, certo não é claro que não, mais deixou o desejo falar mais alto... fazer o que né.

2024-07-11

9

Maria Cristina Verissimo Ribeiro

Maria Cristina Verissimo Ribeiro

quase tudo romance que já li aqui so tem cadela no cio!!

2024-07-09

4

Ver todos

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