Capítulo 8

Alguém bateu na porta. Imediatamente, saí de cima de Khalil, não me importando se ele me visse sem roupa. Catei cada peça rapidamente e me vesti. Ele também se vestiu e, assim que terminou, dirigiu-se até a porta e a abriu. O homem que sempre estava com ele entrou no escritório e me olhou de cima a baixo.

— Said, faça algumas compras de roupas femininas e traga para a senhorita Valéria. — Khalil ordenou.

— Sim, senhor, mas antes que eu vá, o senhor tem uma visita.

Said mal fechou a boca quando uma mulher muito bonita entrou no escritório. Seus olhos caíram sobre mim, e uma certa raiva estava estampada em seu rosto.

— Ayla. — escutei Khalil sussurrar.

— Faça o que mandei, mas antes mostra um dos quartos para que Valéria se acomode e já pode dispensar os funcionários. — Khalil sentou-se, e a mulher fez o mesmo, enquanto me olhava.

Saí dali e caminhei para fora, acompanhando Said. Assim que chegamos a um certo ponto do corredor onde havia vários quartos, ele agarrou meus braços com brusquidão.

— Escute-me, senhorita. Se não quer problemas para você, aproveite para sair daqui com as suas amigas empregadas. — ele disse com raiva na voz.

— Solte-me, está me apertando. — livrei-me de seus apertos.

— Fique longe do sheik. Isso é um aviso. — ele completou, olhando-me com uma expressão séria. — Meu senhor merece alguém melhor do que uma simples empregada. — ele me olhou de cima a baixo novamente com um certo nojo.

— Por que está me ameaçando, Said? O que fiz para você? — perguntei, tentando manter a calma enquanto esfregava o local onde ele havia me apertado. Tenho certeza que ficará a marca de seus dedos.

Said me olhou com uma mistura de desprezo e exasperação.

— Você realmente não entende, não é? — ele murmurou, mais para si do que para mim. — Ayla é a mulher com quem Khalil deve se casar. Ela tem uma ligação forte com ele, e sua presença aqui ameaça esse equilíbrio. Estou tentando evitar que você estrague isso.

— Estragar? Eu não quero causar problemas para ninguém. — retruquei, cruzando os braços. — Só estou aqui para trabalhar.

Said deu um passo para trás, suspirando profundamente.

— Você já está causando problemas. — disse ele com frieza. — Se Ayla perceber que Khalil tem algum interesse em você, ela fará de tudo para te destruir. Estou te avisando porque quero que Khalil se case com ela, como é esperado. Sua presença só complica as coisas. E não minta para mim, sei que teve algo com meu senhor. Caso contrário, por qual motivo ele estaria mandando procurá-la? Vá embora! — rosnou

Eu o observei enquanto ele se afastava pelo corredor, desaparecendo de vista. As palavras de Said ecoavam na minha mente. Ele estava claramente a favor do casamento de Khalil com Ayla e via minha presença como uma ameaça a isso.

Refiz meu caminho pelo corredor, encontrando as meninas que já estavam no jatinho. Said estava me observando de longe. Olhei para ele e desviei o olhar rapidamente. Todas tinham seus pagamentos em mãos.

— Tome. — Laiana estendeu a mão, me entregando um envelope com meu pagamento. — Antes que pergunte, Said me pediu para entregar isso a você. Disse que você estava ocupada e não deu para lhe entregar pessoalmente.

Peguei o envelope e guardei na bolsa, tentando ignorar a sensação de desconforto que crescia dentro de mim. Chegamos em casa horas depois. Abri a porta e entrei, me sentando no sofá. Finalmente, permiti-me fechar os olhos, passando as mãos na minha barriga, tentando encontrar algum consolo.

Tudo parecia tão complicado. Estava carregando um segredo enorme e a presença de Khalil ainda assombrava meus pensamentos. A ameaça de Said ecoava na minha mente, mas eu não conseguia afastar a lembrança do olhar de Khalil, da forma como ele me tocou, do desejo que senti.

— O que faço agora? — sussurrei para mim mesma, sentindo as lágrimas ameaçarem brotar. Eu sabia que precisava decidir, mas o medo de fazer a escolha errada me paralisava.

Minutos se passaram e finalmente me levantei, decidida a cuidar de mim mesma e do meu bebê. Não importava o que acontecesse, eu precisava ser forte. Precisava encontrar um caminho que nos protegesse, mesmo que isso significasse deixar Khalil para trás.

No fundo, porém, eu sabia que esquecê-lo seria impossível.

Me arrastei até o quarto, tomei um banho bem demorado, passando as mãos pelo meu corpo, refazendo o caminho onde as mãos de Khalil haviam passado. Meu corpo ainda pegava fogo ao imaginar seus beijos percorrendo cada centímetro da minha pele. A água quente caía sobre mim, mas nada parecia capaz de apagar a sensação dos toques dele.

Fechei os olhos, permitindo-me reviver aquele momento por um instante. Era impossível não sentir um turbilhão de emoções, desejo e confusão.

Deixei que minhas mãos encontrassem meu ponto sensível, e com os dedos massageei meu clitóris suavemente. Meus lábios se abriram em perfeito “O”, minha respiração estava ofegante, meu corpo tremendo pelo toque, enquanto eu pensava nele, clamando pelo seu nome, até que senti o líquido quente escorrer pelas minhas pernas. Naquele momento, atingi o clímax só pensando nas mãos daquele homem, sobre mim.

Esperei que meu coração se acalmasse e saí do chuveiro. Envolvi-me em uma toalha e fui até o espelho. Encarei meu reflexo, vendo o brilho nos meus olhos que não estava lá antes. Toquei minha barriga novamente, lembrando-me da vida que crescia dentro de mim. A realidade me atingiu com força – eu precisava ser forte, não apenas por mim, mas pelo bebê.

Vesti uma roupa confortável e deitei na cama, tentando acalmar minha mente. O encontro com Khalil havia mudado tudo. Ele estava cada vez mais presente nos meus pensamentos, e eu não sabia como lidar com isso.

Finalmente, decidi que precisava pensar no que era melhor para o meu futuro e o do meu filho. Adormeci com esses pensamentos, sabendo que, independentemente do que acontecesse, eu enfrentaria o que viesse pela frente com coragem e determinação. Não só por mim, como por ele.

...🌞*********🌞...

Acordei no dia seguinte um pouco mais tarde, com a bendita azia me incomodando. Levantei-me e caminhei até o banheiro, onde tomei um banho demorado, tentando aliviar o desconforto. Em seguida, fiz minha higiene bucal, tentando ignorar a sensação de náusea que parecia insistir em me acompanhar.

A rotina matinal agora incluía mais pausas para descansar e respirar fundo, já que meu corpo estava cada vez mais exigente. Após o banho, vesti uma roupa confortável e fui até a cozinha. Preparei um chá de gengibre, na esperança de que ajudasse a aliviar a azia. Sentei-me à mesa, tentando saborear o chá enquanto meus pensamentos vagavam.

Minha mente voltou para Khalil e tudo o que havia acontecido no dia anterior. Eu sabia que não poderia simplesmente ignorar a situação, mas, ao mesmo tempo, precisava encontrar uma maneira de lidar com isso sem perder a cabeça. A responsabilidade que crescia dentro de mim não me permitia agir impulsivamente.

— Já sei, vou embora daqui. — Eu disse decidida enquanto olhava para minha bolsa, onde havia colocado o envelope com o dinheiro.

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Comments

Cy

Cy

Ainda estou com pulga atrás da orelha. Por que esse Said não a quer perto dela? Aí tem, com certeza. 🤔

2024-06-25

205

Neuza Lucia

Neuza Lucia

quando ele descobrir que tem um traidor do lado dele e ainda querendo que a amante casei com ele não vai sobrar pedra sobre pedra 🥌🪨🥌 Said se prepara se ferrar -se cava -se tua própria cova tu e a tua amante colocar eles no galpão e os Massillianos e os Marfiosos Apolo

2024-12-07

0

Arlete Fernandes

Arlete Fernandes

Lógico a cobra pagou ele pra vão achar ele e tirar ela da jogada esse infeliz vai ver a ora que o klalil descobrir vai estar ferrado!

2024-07-10

3

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