Capítulo 12

Corei no mesmo instante ao perceber que Khalil estava com o peito desnudo. Senti um formigamento na pele, e ele ainda ousou me pedir para levá-lo ao banheiro.

Parecia que aquele filho de uma mãe estava me testando, não era possível. Me Imaginei no banheiro com ele, ajudando a colocar a sua anaconda grossa para fora? E para completar, estava completamente dura, e ele ainda me olhava com aqueles olhos cheios de luxúria.

Respirei fundo, tentando manter a compostura.

— Você realmente sabe como complicar as coisas. — murmurei, tentando não parecer afetada pela situação.

Ele sorriu, um sorriso cheio de malícia que me fez sentir um calor estranho no peito.

— Você é a única que pode me ajudar agora. — disse ele, sua voz baixa e sedutora. — Ou queria que eu chamasse a enfermeira para me ajudar? — Ele mostrou um sorriso travesso, revelando suas covinhas perfeitas.

Revirei os olhos, mas não podia negar que havia uma parte de mim que se sentia atraída por ele, apesar de toda a confusão, e uma pontada de desconforto ao ouvi-lo mencionar sobre a tal enfermeira vir ajudá-lo.

— Vamos logo, antes que eu mude de ideia. — respondi, tentando soar firme.

Finalmente, ele terminou e eu coloquei seu membro novamente para dentro, embora meu coração estivesse batendo acelerado e meu rosto estivesse quente de constrangimento. Quando tudo terminou, saí do banheiro rapidamente, tentando recompor meus pensamentos e emoções.

— Isso foi… inesperado. — disse, mais para mim mesma do que para ele, enquanto me encostava na parede do quarto.

Khalil voltou para a cama, ainda com aquele sorriso provocador no rosto.

— Obrigado, Valéria. — disse ele suavemente.

Apenas acenei com a cabeça, sem conseguir encontrar palavras para responder. Sabia que, apesar de tudo, algo entre nós havia mudado. E aquilo me assustava e me intrigava ao mesmo tempo.

— Não me olhe assim, Khalil. — briguei ao perceber seus olhos cor de âmbar sobre mim. Senti que minha pele queimava.

— Amo admirar uma bela mulher. — disse ele, desviando o olhar para a porta, por onde passou uma mulher muito bonita.

Senti uma pontada de ciúmes, mas me recusei a deixar transparecer. Respirei fundo e tentei me concentrar no que realmente importava.

— Boa noite, sou a doutora Samantha. Estou de plantão e passei para ver como está meu paciente. — disse ela, com as mãos enfiadas nos bolsos do jaleco, exibindo um sorriso tranquilo.

— Sinceramente? Sinto que aquele caminhão passou por cima de mim e quebrou todos os meus ossos, doutora. — disse ele, tentando levantar.

A doutora se aproximou e tocou no peitoral de Khalil, e pediu para que ele continuasse deitado e descansasse, sem fazer tanto esforço.

— Precisa descansar. Dei uma olhada na sua ficha, e não foi nada muito grave. Só está dorido e machucou um pouco a perna.

— Quando poderei sair daqui?

— Quando estiver melhor, senhor Khalil.

— Não posso ficar muito tempo aqui, tenho reuniões, trabalho a fazer e muitas coisas para resolver.

A doutora Samantha sorriu compreensivamente, mas manteve um tom firme.

— Entendo suas responsabilidades, senhor Khalil, mas sua saúde deve vir em primeiro lugar. Monitoraremos seu progresso e garantiremos que esteja em condições de sair em segurança. Até lá, siga nossas recomendações e descanse.

Khalil suspirou, mas assentiu, reconhecendo a sabedoria nas palavras da médica. Eu estava o observando.

— Tenham uma ótima noite. — disse ela, me olhando antes de sair dali.

Fiquei observando a doutora Samantha se afastar.

— Então, senhor sheik cabeça dura, o que quer que eu faça por você dessa vez para que descanse melhor? — indaguei, aproximando-me da cama.

— Eu sair dessa maldita cama, e você, como uma boa secretária pessoal, me leva para minha casa. O que acha? — disse ele.

— Quer fazer o favor de obedecer à doutora e permanecer deitado? Você não está recuperado como deveria. Se estivesse, estaria na sua casa e não aqui. — respondi, cobrindo-o com um lençol. — E além de tudo, não estamos falando de negócios agora, mas da sua saúde, a qual é mais importante. — falei irritada sem perceber.

— Você daria certo se fosse enfermeira. Será que fiz errado em contratá-la como secretária? Acho que fiz errado. — ele sussurrou, umedecendo os lábios com a língua.

Senti meu rosto esquentar com o comentário, mas me mantive firme.

— Vamos ver se amanhã você continua achando isso. Por agora, descanse. — respondi, tentando esconder a mistura de emoções que suas palavras provocaram em mim. — Tive uma ideia para deixá-lo tranquilo. — eu disse.

— Qual? — indagou curioso.

— Que tal eu trazer uma agenda para cá e nós dois organizarmos suas tarefas? Já que sou a sua secretária, nada mais justo do que você me ensinar. E aproveito para pegar algumas roupas e pertences pessoais para você. O que acha? — indaguei, meus olhos caindo para seu tronco desnudo. Engoli em seco. — Um pijama talvez?

— Pijama? — respondeu com um sorriso. — Acha mesmo que tenho cara de dormir de pijama? Que sinistro. — ele riu.

Corei ainda mais, tentando ignorar o calor que subia pelo meu rosto.

— Tudo bem, sem pijama, então. Mas vou trazer algumas roupas confortáveis para você. — respondi, tentando soar prática. — Quanto à agenda, vamos organizá-la para você se sentir mais em controle, mesmo aqui no hospital.

— Gosto da ideia. — disse ele, ainda sorrindo. — Mas não pense que vou deixar de aproveitar sua companhia só porque estou deitado.

Revirei os olhos, mas não pude evitar um pequeno sorriso.

— Vamos ver, Khalil. Primeiro, descanse um pouco. Depois, discutiremos suas tarefas.

Ele assentiu, parecendo satisfeito, enquanto eu me preparava para sair e pegar as coisas que ele precisava. Apesar de tudo, sentia que estávamos encontrando um equilíbrio, mesmo que fosse apenas por um breve momento.

Khalil me lançou um último olhar provocador antes de fechar os olhos, aparentemente decidido a descansar um pouco. Eu suspirei, sentindo um misto de exasperação e carinho por aquele homem teimoso.

— Acho que não tenho escolha a não ser descansar, não é? — murmurou, ainda de olhos fechados.

— Exatamente. — respondo com um pequeno sorriso. — E quanto mais rápido você descansar e se recuperar, mais rápido poderá voltar ao trabalho.

— Quando voltar, ficará ao meu lado? — indagou

— Sim khalil, ficarei ao seu lado, e não sairei mais. — Eu disse automaticamente.

— Você promete?

— Prometo.

Um sorriso se formou em seus lábios, e aos poucos foram sumindo. Observei seu peito subindo e descendo calmamente.

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Comments

Simone Ferreira

Simone Ferreira

Eita que prometeu vai ter que cumprir kkkkkkkkkkk

2024-06-25

152

Arlete Fernandes

Arlete Fernandes

Ela tbm é esperta que só! Mas quero que r e lá passe mal e ele descubra a gravidez logo autora!!

2024-07-10

2

Claudia

Claudia

ela tá grávida. falta pouco pra começar a aparecer... o tal Said vai ser um inferno na vida dela ... como vai ser isso? ele não quer ser pai... mel dels ...

2025-04-02

0

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