Capítulo 13

Como ele é tão lindo dormindo calmamente. A vista de seu corpo grande e rígido me deixava com um friozinho bom na barriga. Eu nunca havia prestado atenção em homens bonitos, porque sei que dão trabalho e se acham muito. Mas naquele momento, Khalil era uma exceção.

Passei a mão discretamente sobre a barriga, pensando que ali cresceria um bebê, filho daquele homem que tive medo de perder, que me fez desistir da viagem para estar ao seu lado. Não sei como será, não sei como lhe direi a verdade.

Peguei minha bolsa e saí em silêncio para não acordá-lo. Caminhei para fora e vi um de seus seguranças do lado de fora. Pedi para ele me levar até a mansão de Khalil para pegar algumas coisas.

Entrei no carro e seguimos em direção à mansão. Ou pelo menos pensei que iríamos para lá, até que o segurança desviou o caminho e entrou por outra estrada.

— Para onde estamos indo? — perguntei, com uma pitada de desconfiança na voz.

— Senhorita, recebi ordens para levá-la a um lugar seguro antes de irmos à mansão. Há algumas questões de segurança que precisam ser resolvidas. — respondeu ele, sem desviar os olhos da estrada.

Meu coração começou a bater mais rápido. Algo estava errado.

— Questões de segurança? O que está acontecendo?

— Apenas seguindo ordens, senhorita. Por favor, cale a boca. — disse ele, mantendo um tom calmo, mas firme. — Se comporte, e não a machucaremos.

Tentei manter a calma, mas não pude evitar a sensação de que algo estava muito errado. Olhei pela janela, tentando reconhecer o caminho, mas a paisagem se tornava cada vez mais desconhecida.

— Por favor, só me diga para onde estamos indo. — insisti, sentindo a ansiedade crescer, enquanto eu passava as mãos na minha barriga.

Ele hesitou por um momento, então respondeu:

— Ah, alguém que quer vê-la, não faça mais perguntas. — Disse irritado.

Não tive escolha a não ser esperar e ver o que aconteceria a seguir, torcendo para que Khalil estivesse bem e que eu pudesse voltar para ele em breve. Mas algo dentro de mim, me falava o contrário.

Assim que chegamos em uma estrada, o carro parou. Meus olhos encontraram Said, e eu sabia que ele iria tocar no mesmo assunto. Eu saí do carro, o mesmo foi embora, me deixando a sós na companhia daquele homem.

— O que quer? — indaguei, tentando manter a compostura.

— Você ainda continua cercando o senhor Khalil. Estava no aeroporto, por que não foi embora? — disse ele, irritado.

— Porque Khalil precisou de mim, e vou ficar ao lado dele, quer você queira ou não. — falei com firmeza.

— Ótimo, então aguente as consequências, porque está atrapalhando meus negócios. Droga. — Gritou me puxando pelo braço com força.

Enquanto discutia com Said, comecei a me sentir enjoada de repente, meu estômago revirando com intensidade. Tentei ignorar, mas o enjoo aumentou rapidamente, e acabei vomitando ali mesmo, diante do olhar surpreso de Said.

Ele notou meu mal-estar repentino e ficou desconfiado. Me encarou com uma expressão interrogativa.

— O que está acontecendo com você? — perguntou, com uma sobrancelha arqueada. — Está se sentindo bem?

Engoli em seco, sabendo que não podia revelar a verdade sobre a gravidez naquele momento tenso. Em vez disso, decidi fugir da situação.

— Eu… Eu só preciso de um ar fresco. — murmurei, antes de sair correndo, ignorando os protestos de Said.

— Espera aí, está grávida? Volte aqui… — ele veio atrás de mim, apressei os pés para sair dali. — Se o senhor Khalil descobrir que está grávida, ele vai mandar você abortar, não quer casar e muito menos ter filhos, pena de você. — ele ria enquanto falava.

Atravessei a rua às pressas, ainda me sentindo tonta pelo enjoo repentino. Mas, antes que pudesse chegar à calçada oposta, um carro veio em alta velocidade, atingindo-me em cheio.

O impacto me lançou ao chão, deixando-me imóvel e gravemente ferida. Mas, apesar do choque, lembrei-me de proteger instintivamente a barriga, temendo pelo bebê que carregava.

Graças à intervenção rápida de pedestres e à chegada rápida dos serviços de emergência, fui levada às pressas para o hospital. Após uma série de exames e cuidados intensivos ainda dentro da ambulância, eles confirmaram o milagre: apesar dos meus ferimentos, o bebê estava seguro e saudável, sem nenhum dano, e acabei apagando após aquela boa notícia.

Depois do acidente, minha mente mergulhou na escuridão. Eu não conseguia distinguir sonho da realidade, e o tempo parecia um borrão confuso. Fui informada de que fiquei inconsciente por alguns meses, enquanto os médicos faziam tudo o que podiam para garantir a segurança do bebê.

Olhei ao redor, tentando entender onde estava, e logo percebi estar sozinha. As lembranças do acidente e dos meses perdidos inundaram minha mente, enquanto eu me esforçava para entender direitinho o que aconteceu.

Minha mão instintivamente foi para minha barriga, agora consideravelmente maior do que antes. Uma onda de preocupação me atingiu, e eu me perguntei se o bebê estava bem. Chamei uma enfermeira, minha voz fraca e trêmula, e logo fui atendida por uma equipe médica que me explicou a situação.

Enquanto os médicos cuidavam de mim, não pude deixar de perguntar sobre Khalil. Eu sabia que ele deveria ter estado ao meu lado durante todo esse tempo, oferecendo apoio e conforto. Mas, para minha surpresa e consternação, os médicos me informaram que ele nunca havia aparecido para visitar. Ninguém apareceu.

Uma sensação de desamparo me atingiu com força total. Como alguém que supostamente falava me querer tanto poderia me abandonar em um momento tão crucial? Meu coração se encheu de tristeza e decepção, enquanto eu tentava processar a realidade de que estava sozinha.

Apesar da dor e da incerteza, uma determinação feroz começou a crescer dentro de mim. Eu não permitiria que a ausência de Khalil me derrubasse. Eu faria tudo o que estivesse ao meu alcance para proteger a mim mesma e ao nosso bebê, mesmo que isso significasse enfrentar o futuro sem ele ao meu lado.

Enquanto permanecia segura no hospital, esperando o momento de finalmente dar à luz, meu coração estava cheio de expectativa e ansiedade. Cada dia que passava era um passo mais perto de conhecer meu filho, e a ideia de segurá-lo nos meus braços enchia-me de alegria.

A enfermeira, gentil e atenciosa, compartilhou comigo todas as informações sobre o bebê que eu carregava. Ela me mostrou as ultrassonografias feitas ao longo dos dias em que estive inconsciente, revelando um menino saudável que crescia dentro de mim.

Observando as imagens do meu pequeno milagre, senti uma onda de amor incondicional me envolver. Apesar de todas as adversidades que enfrentamos, meu bebê estava forte e saudável, e isso me encheu de esperança.

“Kaique… Você se chamará Kaique…” — sussurrei, alisando minha barriga, em resposta recebi um chute leve, me fazendo derrubar algumas lágrimas.

Mais populares

Comments

Tânia Campos

Tânia Campos

O Sheik está cercado de traidores,
Até o segurança!!

2024-06-25

197

Neuza Lucia

Neuza Lucia

eu realmente estou decepcionada com tanto desencontro contradição o um homem tão importante não tem amigos pessoas do lado dele como uma babá ou governada que observem o que a acontecer dentro da mansão só traidor não manda investigar não tem um detetive alguém que verdadeiramente esteja do seu lado só cobras traiçoeiras do deserto só najas pechoentas infriutadas esse homem é muito mole sem noção nenhuma como é esse país que liderança é essa ? uma mulher grávida sofrendo absurdos que Sheik é esse essa mãe que não conta pra o pai prefere passa horror agora não está só e essa criança o que será dela hein autora

2024-12-08

1

Patricia Medeiros

Patricia Medeiros

como ele e um sheik e não sabe de nada que tem um bando de traidores .autora faz ele arrumar um detetive pra pesquisar a diva de todos que esta ao seu redor quem e confiável e quem e traidor

2024-07-10

2

Ver todos

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!