Capítulo 5

Algumas semanas haviam se passado e eu estava em uma das minhas mansões, observando as mulheres dançando ao meu redor, mas minha mente estava distante, revivendo aquele fatídico encontro com a acompanhante de luxo. Por mais que tentasse, não conseguia afastar aqueles pensamentos intrusivos.

Me perguntei o que poderia ter acontecido para ela sair correndo daquele jeito. Será que a assustei? Ou algo de errado aconteceu? Eu não poderia ser tão ruim no sexo, óbvio que não. Se ela não estivesse gostando, não estaria gemendo tanto, e nem seu corpo reagiria tão bem ao meu. A falta de resposta apenas alimentava minha curiosidade e inquietação.

Enquanto as luzes coloridas piscavam e a música pulsava ao fundo, me encontrava perdido em minhas próprias reflexões, tentando desvendar o mistério que envolvia aquela mulher enigmática. Nos últimos dias, coloquei Said para investigar tudo sobre ela, na esperança de encontrar alguma pista que pudesse me levar até ela.

Cada minuto sem uma resposta me consumia, alimentando a ansiedade que crescia dentro de mim. Passei semanas inteiras dedicado a essa busca, vasculhando cada canto da cidade, cada pista que surgia, na esperança de encontrá-la novamente. Mas até aquele momento, tudo foi em vão.

Minha curiosidade cresceu mais ainda quando liguei para a mesma pessoa com quem eu marquei o encontro, pensando ser ela, mas a moça me deu uma informação surpreendente: naquele dia, não deu para ela ir, pois houve um imprevisto e ela não pôde estar presente. Disse que ligou bastante para avisar, mas eu não atendi, e realmente meu celular estava no modo mudo. Se ela não foi, então quem era aquela mulher?

Olhei incessantemente para a tela do meu celular, aguardando uma ligação ou mensagem de Said que não chegava. Sentia uma mistura de frustração e impotência. Por mais que tentasse, não conseguia afastar a sensação de que ela havia desaparecido como um fantasma, deixando apenas perguntas sem resposta em seu rastro.

A busca por aquela mulher se tornou uma obsessão, consumindo meus pensamentos e minhas energias a cada dia que passava. Eu sabia que precisava encontrar respostas, mas a incerteza pairava sobre mim como uma sombra constante, lembrando-me de que algumas coisas podem escapar ao nosso controle, não importa o quão poderosos nos consideremos.

E não era só curiosidade. Eu estava obcecado por ela, pelo cheiro doce, o gosto de seus beijos, seu corpo macio. A cada dia estava ficando louco.

Bem que naquele dia eu poderia ter ido atrás dela. Mas estava nu, e não fui. Agora, me arrependo profundamente. Se soubesse que ficaria nesse estado, teria ido atrás dela de qualquer forma.

Fechei os olhos, tentando afastar os pensamentos que me atormentavam, mas ao fazer isso, fui transportado de volta para aquele momento tão quente e prazeroso. O gosto dela parecia ainda estar em minha boca, uma lembrança vívida que me perseguia incessantemente.

Eu revivia a sensação de seus lábios contra os meus, o calor de sua pele, a intensidade com que nossos corpos se encontraram. Tudo isso agora parecia um sonho distante, mas, ao mesmo tempo, mais real do que qualquer coisa ao meu redor.

Enquanto tentava me concentrar nas dançarinas à minha frente, a imagem dela não saía da minha mente. Era como se estivesse gravada em minha memória, uma chamada que se recusava a apagar.

Said adentrou a sala e, com um gesto, despachei todas as mulheres. Observei cada uma saindo enquanto a luz era ligada. Said caminhou até mim com a cabeça baixa e, pela sua expressão, eu sabia que ele havia fracassado mais uma vez nas malditas buscas.

— Perdão, senhor, eu não...

— Cale-se. — Ordenei, olhando para ele. — Isso só mostra sua incompetência. Quase um mês, e você ainda não encontrou aquela mulher? Quer me deixar mais louco do que já estou? — Olhei, demonstrando minha frustração.

— Me perdoe, senhor.

— É só o que sabe dizer, não é? Saia daqui. — Ordenei, mas antes que ele saísse, o mandei parar. — Ligue para Louis e peça para mandar uma equipe de limpeza do hotel para limpar a mansão.

— E se nenhum do hotel estiver disponível, senhor? Como aconteceu na semana passada?

— Ligue para outro hotel, aquele de Malibu e peça uma equipe especializada. Se vire. Será possível que, até nisso, você é incompetente?

— Tudo bem, senhor. Com licença. — Ele saiu.

Enquanto Said saía da sala, eu me afundava ainda mais na poltrona, passando a mão pelo rosto em um gesto de frustração. A ideia de que quase um mês se passou sem nenhum progresso nas buscas por aquela mulher me deixava furioso. A música e a dança das mulheres ao meu redor haviam sido apenas distrações temporárias, mas agora, sozinho, a realidade voltava a me assombrar.

O celular em cima da mesa permaneceu em silêncio, a tela escura e inativa, um lembrete constante da ausência de respostas. Aquele encontro fugaz se transformou em uma obsessão, algo que eu precisava resolver de qualquer maneira.

Virei minha cadeira de frente para a estante de livros e apertei o botão secreto. Observei enquanto a porta oculta, disfarçada como uma biblioteca, se abria lentamente, revelando todos os quadros que eu mesmo pintei do rosto daquela mulher que me deixou louco. Nunca fui bom em desenhos, exceto quando estou verdadeiramente inspirado. E no dia em que fiz aqueles desenhos, estava mais inspirado do que nunca.

Cada quadro, resultado de uma obsessão incontrolável, capturava diferentes nuances de sua expressão, diferentes momentos daquela noite que agora parecia uma miragem. Eu sabia que precisava desses quadros para manter minha sanidade, para ter algo a que me agarrar enquanto a busca continuava.

Caminhei até um dos quadros, passando os dedos pela borda da moldura. Seus olhos, que eu pintei com tanto cuidado, pareciam me observar, como se me desafiasse a encontrá-la. Olhei ao redor, admirando cada detalhe que conseguia recordar e transferir para a tela.

Esse lugar era meu refúgio, um santuário de lembranças e esperanças. Era aqui que eu vinha quando o peso da frustração se tornava insuportável, quando precisava de um lembrete tangível de que ela era real, de que aquela noite não fora apenas um sonho.

— Vou encontrá-la, minha obsessão. — sussurrei, ainda passando meus dedos pelo desenho.

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Comments

Simone Ferreira

Simone Ferreira

Só voltar no hotel e procurar por ela cabeçudo,se ela estava vestida de camareira não é atoa,isso significa o que? Sheik burro 🤦🏻‍♀️🤣🤣🤣🤣🤣

2024-06-25

318

aeysha zaied farid

aeysha zaied farid

autora, sua história maravilhosa, mas esse nome Luiz num país árabe não existe.....a maioria das pessoas que trabalham em hotéis são homens e é raro contratarem mulheres.......mas isso é somente uma história e pode tudo.

2024-06-27

2

Juliete Figueiredo

Juliete Figueiredo

uma camareira do hotel, óbvio kkkkk
se não era acompanhante de luxo que você chamou e a moça estava com uniforme de camareira só pode ser uma camareira de verdade kkkkk🤭

2024-07-10

9

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