#12 - Sentimentos Proibidos

...> Max <...

Manuela me evitou a noite toda.

Me xingo mentalmente por não ter conseguido me controlar. Eu sabia que não deveria, sabia que era um erro… Mas aquele beijo.

Aquele maldito beijo não sai da minha mente.

Ela correspondeu. Esse é o detalhe que mais me atormenta. O fato de que, por alguns segundos, ela quis tanto quanto eu.

E sem sombra de dúvidas, foi o melhor beijo de toda a minha existência.

Meu peito aperta ao perceber que também foi o último. Eu prometi a mim mesmo que isso nunca mais aconteceria.

Viro para um lado da cama. Depois para o outro. Fecho os olhos, mas tudo o que vejo é ela.

O jeito que me olhava antes de eu tomá-la nos braços.

Foi aquele olhar que me deu coragem.

E agora, aqui estou eu, completamente Inquieto, revivendo cada instante, cada sensação, cada mínima reação dela. Me pergunto o que se passava em sua mente naquele momento. Será que se arrependeu? Ou…

Será que ela sente o mesmo?

Maldito seja esse desejo de saber. Maldita seja essa necessidade de entender algo que talvez fosse melhor deixar enterrado.

Suspiro fundo, passando as mãos pelo rosto. Meu corpo está cansado, mas minha mente se recusa a desligar.

Após longos questionamentos, me forço a dormir.

Mesmo sabendo que será uma luta conseguir.

...☆☆☆☆☆☆☆☆...

Levanto bem cedo para o meu treino matinal. O exercício me ajuda a esvaziar a mente, a manter o controle. Ou pelo menos deveria.

Mas, assim que termino e retorno para o apartamento, percebo que ainda estou inquieto. O corpo cansado, mas a mente presa nela.

Sigo até a cozinha, mas hesito antes de entrar ao notar que Manuela está conversando com alguém. Sua voz soa levemente tensa, como se estivesse tentando se manter natural.

Pondero se devo entrar ou esperar, mas acabo decidindo por seguir em frente.

E então percebo que ela está em uma chamada de vídeo. Tarde demais para voltar atrás.

Do outro lado da linha, uma voz feminina soa surpresa:

Desconhecida – Vai dar tudo ce— Nossa!

Franzo a testa. Não consigo ver direito quem é, mas pelo tom, imagino que seja alguma amiga.

Opto por ignorar o comentário e sigo até a cafeteira.

Max – Bom dia.

Minha voz sai calma, controlada. Como se eu não tivesse passado a noite inteira sendo assombrado por pensamentos sobre ela.

Manu não responde, mas sua expressão me intriga. Ela me encara, como se tivesse sido pega de surpresa pela minha presença. Antes que possa dizer qualquer coisa, a voz do outro lado da tela volta a soar:

– Manu, filha… Quem é esse belo rapaz?

Dessa vez, reconheço o tom. É a mãe dela.

Sufoco um sorriso. Pelo jeito que Manu se agita, já sei exatamente o que a mãe dela deve estar pensando.

Manuela – Não é o que está pensando.

A justificativa sai apressada, carregada de nervosismo.

E, por algum motivo, acho isso engraçado.

A encaro por um momento, apreciando a forma como ela tenta desesperadamente afastar qualquer insinuação. Mas não digo nada. Apenas deixo a cozinha, permitindo que ela tenha sua privacidade.

E, assim que viro o corredor, não consigo segurar o riso.

Vou para o meu quarto, sentindo o peso de pensamentos que se recusam a me deixar em paz. Preciso de um banho. Talvez a água consiga aliviar um pouco essa sensação incômoda que não me larga desde a noite passada.

Pego minhas coisas e sigo para o banheiro no corredor. Meu chuveiro ainda está com problema, mas já entrei em contato com um profissional. Ele deve vir mais tarde para consertá-lo.

A água quente cai sobre mim, relaxando meus músculos, mas não minha mente. Manuela. Seu nome ecoa em minha cabeça, junto com a lembrança do seu olhar, do seu toque, do beijo que ainda sinto nos lábios.

Droga.

Fecho os olhos e respiro fundo, tentando afastá-la dos meus pensamentos. Tento me convencer de que foi um erro, de que não deveria pensar nela assim.

Mas é impossível.

Termino o banho e volto para o quarto, passando pela sala no caminho. É quando percebo que Manu não está mais no apartamento.

A irritação me atinge no mesmo instante.

Ela continua me evitando.

Sinto um incômodo estranho no peito, algo que se mistura com frustração e uma pontada de… decepção?

Não deveria me importar. Não deveria querer que ela estivesse aqui.

Mas me importo.

E isso só torna tudo ainda mais complicado.

...☆☆☆☆☆☆☆☆☆...

■ Galeria 🖌

Landon – Seus quadros ficaram ótimos. Tenho certeza de que essa exposição será um grande sucesso.

Max – Eu também.

Tento soar animado, mas é impossível ignorar o peso na minha voz. E Landon percebe.

Ele sempre percebe.

Landon – Diz aí, o que está te incomodando?

Desvio o olhar para as telas à minha frente, buscando uma distração.

Max – Nada.

Minto.

Landon – Eu te conheço, Max. Sei que tem algo te incomodando. E tenho quase certeza de que tem a ver com Manuela.

Fecho os olhos por um segundo e suspiro, sentindo uma onda de frustração tomar conta de mim. Só o nome dela já é o suficiente para me desestabilizar.

– Viu? Esse suspiro só confirma minhas suspeitas.

Max – Ok, tem a ver com ela, sim.

Landon – O que houve? Ela não aceitou suas desculpas?

Max – Mais ou menos isso.

Landon – Como assim, "mais ou menos"?

Max – Acho que depois do que fiz, ela não vai me perdoar. Ela está fazendo de tudo para me evitar.

Ele me encara, intrigado.

Landon – O que você fez?

Sinto meu maxilar travar antes de soltar a confissão.

Max – Eu a beijei.

Landon – Você o quê?!

Seus olhos se arregalam, e a incredulidade no seu tom só me irrita ainda mais.

Max – Eu a beijei, tá bom?!

A irritação escapa na minha voz, mas não por culpa dele. Estou irritado comigo mesmo.

Landon – Como isso aconteceu? Você disse que ela é comprometida e que não faria nada.

Max – Eu sei o que disse! Mas quando percebi… já estava beijando ela.

O silêncio se instala por um segundo antes de Landon tentar adivinhar o desfecho.

Landon – Deixa eu ver se adivinho: ela se afastou rapidamente e te deu um fora daqueles.

Max – Não.

Minha resposta o pega de surpresa.

– Ela não fez isso. E é exatamente isso que mais me intriga. O fato de ela ter correspondido.

Landon – Ela correspondeu?

Ele me olha como se eu tivesse acabado de dizer que a Terra é quadrada.

Max – Sim. Ela correspondeu.

E esse é o problema.

Porque, se ela retribuiu, o que isso significa?

Landon – Cara… se ela correspondeu, você pode ter certeza de que ela sente algo por você.

Balanço a cabeça, sem conseguir aceitar essa ideia tão facilmente.

Max – Eu não sei. Tudo o que me pergunto agora é se ela vai continuar morando no prédio. Porque, depois de ontem, ela tem feito de tudo para me evitar.

E eu odeio isso.

Landon – Você contou a ela o que sente? Talvez ela só esteja confusa.

Max – Eu não contei. Não pude contar.

Respiro fundo e aperto os punhos, sentindo uma pontada no peito ao me lembrar do olhar dela.

– Quando me afastei, o arrependimento foi nítido no rosto dela. A única coisa que consegui perceber foi que ela estava pensando nele. Ela está com a consciência pesada pelo que fez.

Landon – Como você sabe disso?

Max – Eu só sei.

Eu vi nos olhos dela.

Landon – Talvez, se você se declarar, ela termine com ele.

Reviro os olhos.

Max – Para de falar bobagens.

Landon – Você está morrendo de medo de ser rejeitado.

Ele zomba, cruzando os braços.

E, por mais que eu queira negar, ele está certo.

Não é só a rejeição que me assusta. É a ideia de que ela vá embora.

Que ela me apague da vida dela para sempre.

E, por mais egoísta que isso seja… não quero que ela vá.

Pelo menos, não ainda.

Max – Cala a boca.

Dou um soco leve no braço dele, e ele ri.

Landon – Ok, grandão, não está mais aqui quem falou.

Mas seu olhar ainda carrega um certo "eu te avisei".

E isso só me deixa ainda mais irritado.

...☆☆☆☆☆☆☆☆...

■ Apartamento

Fico até tarde na galeria, ajeitando tudo para a exposição.

Quando finalmente chego no apartamento, uma cena inesperada me faz parar na porta da sala.

Manuela está deitada de bruços no chão, cercada por manuscritos espalhados ao seu redor. Seus olhos percorrem as páginas com concentração, os fones nos ouvidos a isolam do mundo.

Ela não percebe minha chegada.

Fico ali, observando-a em silêncio.

A forma como ela morde levemente o lábio enquanto lê. O jeito que sua testa se franze quando algo a intriga. Como seus dedos deslizam pelas páginas, absorvendo cada palavra.

Não deveria estar olhando. Mas não consigo evitar.

Passam-se longos segundos antes que ela finalmente perceba minha presença.

Manuela – Boa noite.

Ela tira os fones, me encarando com uma expressão neutra, mas seu tom de voz soa… cauteloso.

Max – Boa noite.

O silêncio entre nós é carregado.

Ela abaixa o olhar por um instante antes de falar novamente.

Manuela – Eu preparei o jantar. Se estiver com fome, posso esquentar para você.

A simplicidade do gesto me surpreende. Mesmo me evitando, ainda se preocupa comigo?

Max – Estou com fome, sim. Mas deixa que eu faço isso. Você parece bastante ocupada.

Faço um gesto em direção aos manuscritos.

Ela apenas assente e volta a atenção para o que estava fazendo. Sem mais uma palavra, coloca os fones de volta.

E, assim, sou apagado novamente do mundo dela.

Sigo para o meu quarto, precisando de um banho para afastar a tensão acumulada. Depois, esquento o jantar.

A comida está incrível. Tenho que admitir—isso pode se tornar um problema. Me acostumar a chegar em casa e encontrar algo assim esperando por mim…

Quando termino, volto para a sala.

Manuela continua no mesmo lugar, mergulhada no trabalho. Dessa vez, finjo assistir à TV, mas, na verdade, meus olhos permanecem sobre ela grande parte do tempo.

O jeito que seus olhos percorrem cada linha, como seu corpo reage a cada detalhe que lê. É impossível não perceber o quanto ama o que faz.

Ela boceja. Uma, duas, três vezes. O cansaço está evidente, mas teimosa como sempre, se recusa a parar.

Max – Por que não termina isso amanhã?

Ela demora um segundo para registrar minha voz.

Manuela – Como?

Ela tira os fones, piscando algumas vezes.

Max – Por que não termina isso amanhã?

Manuela – Estou quase terminando. Preciso revisar isso para amanhã.

Max – Acho que o sono não vai contribuir muito para o seu trabalho.

Ela suspira, reconhecendo a verdade nas minhas palavras.

Manuela – Pois é… preciso muito de um café.

Max – Eu faço para você.

Seus olhos brilham por um instante.

Manuela – Eu seria eternamente grata se você fizesse isso.

Max – Então, é para já.

Vou até a cozinha.

Mas, quando volto… ela já dormiu.

O lápis ainda em sua mão, a página aberta diante dela, como se seu corpo tivesse cedido ao cansaço sem aviso.

Me aproximo, ajoelhando ao seu lado. Observo seu rosto relaxado, o ritmo calmo da sua respiração.

Estendo a mão e, sem pensar, afasto algumas mechas de cabelo do seu rosto. O toque é leve, quase imperceptível.

Ela é linda. Sempre foi.

Por um instante, o desejo de beijá-la novamente se infiltra nos meus pensamentos. Mas sei que não posso.

Em vez disso, beijo sua testa, suavemente.

Então, sem dificuldade, a carrego nos braços. Ela se encaixa tão naturalmente contra mim, que quase esqueço que não deveria estar fazendo isso.

Levo-a para o quarto, deitando-a com cuidado. Cubro seu corpo e fico ali por um momento, observando-a dormir.

Se ela soubesse o efeito que tem sobre mim…

Respiro fundo e saio do quarto, fechando a porta atrás de mim.

Antes que a tentação fale mais alto.

...☆☆☆☆☆☆☆☆...

...*🔴*Autora:...

...Olá Leitores! 👋🏽😊...

...Esse foi o último de hoje. 🤭...

Espero que estejam gostando desenvolvimento da história. 🙃

Não esqueçam de deixar aquele Like ao final de cada capítulo. 👍🏽

Até... 👋🏽

Beijos.. 😘

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Comments

S Ramos

S Ramos

doida prá ela encontrar com o Rafael de supetão. Pq penso que ele não está viajando nada e só ganhando tempo prá falar com ela sobre outra garota.

2024-11-19

2

Alessandra Almeida

Alessandra Almeida

Enquanto o namorado não dá a mínima pra ela, o Max cuida com muito amor e carinho❤

2025-01-17

3

Thainá

Thainá

custava ele ter escutado ?
ele podia cortejar ela mandando flores, fazendo um jantar para ela ... tá parei

2025-01-15

2

Ver todos
Capítulos
1 #1 - O Começo de Uma Nova Jornada
2 #2 - Novos Começos
3 #3 - A Pintura do Passado
4 #4 - Uma Velha História
5 #5 - Quando o Passado Ressurge
6 #6 - Entre Cacos e Sentimentos
7 #7 - O Peso de Uma Farsa
8 #8 - Por Trás da Moldura: A Verdade
9 #9 - Proibido Sentir, Impossível Esquecer
10 #10 - Traição dos Sentidos
11 #11 - Sentimentos que Insistem em Ficar
12 #12 - Sentimentos Proibidos
13 #13 - Distância ou Aproximação?
14 #14 - A Linha Tênue do Desejo
15 #15 - Entre Palavras Não Ditas
16 #16 - Descobertas à Mesa
17 #17 - O Último Ato da Ilusão
18 #18 - Poder e Possessão
19 #19 - Entre Ligações e Desentendimentos
20 #20 - Fragmentos de Confiança
21 #21 - Guerra Silenciosa
22 #22 - Feridas e Revelações
23 #23 - O Convite
24 #24 - Sorrisos e Provocações
25 #25 - Sentimentos Não Ditos
26 #26 - Ausência e Expectativa
27 #27 - Sombras do Passado, Luz do Presente
28 #28 - Jogos de Mentira e Orgulho
29 #29 - Farpas e Revelações
30 #30 - Um Plano Frustrado
31 #31 - Confissões à Beira do Colapso
32 #32 - A Confissão que Mudou Tudo
33 #33 - Entre Beijos e Promessas
34 #34 - Consumidos um Pelo Outro
35 #35 - Quando o Amor se Torna Arte
36 #36 - Traços de Ciúme
37 #37 - Entre Arte, Amores e Ciúmes
38 #38 - Momentos de Amor X Momentos de Medo
39 #39 - Quando o Carma Bate à Porta
40 #40 - Altitude do Desejo
41 #41 - Segredos e Conspirações
42 #42 - Família, Amor e um Novo Começo
43 #43 - Desejo Incontido
44 #44 - Um Dia para Recordar
45 #45 - Quando o Amor Fala Mais Alto
46 #46 - Entre Risos e Conflitos
47 #47 - O Tempo e o Amor
48 #48 - Desejo Perigoso
49 #49 - O Limite do Medo
50 #50 - Verdades Ocultas
51 #51 - Sombras da Verdade
52 #52 - Memórias Perdidas, Consequências Vivas
53 #53 - Memórias Perdidas, Verdades Esquecidas
54 #54 - Pelos Olhos da Justiça
55 #55 - Entre a Vingança e a Obsessão
56 #56 - Golpe Final
57 #57 - Entre a Verdade e o Perigo
58 #58 - Do Caos ao Paraíso
59 #59 - Juntos, Sempre
60 #60 - Um Amor Para a Vida Toda
61 #61 - Laços Eternos
Capítulos

Atualizado até capítulo 61

1
#1 - O Começo de Uma Nova Jornada
2
#2 - Novos Começos
3
#3 - A Pintura do Passado
4
#4 - Uma Velha História
5
#5 - Quando o Passado Ressurge
6
#6 - Entre Cacos e Sentimentos
7
#7 - O Peso de Uma Farsa
8
#8 - Por Trás da Moldura: A Verdade
9
#9 - Proibido Sentir, Impossível Esquecer
10
#10 - Traição dos Sentidos
11
#11 - Sentimentos que Insistem em Ficar
12
#12 - Sentimentos Proibidos
13
#13 - Distância ou Aproximação?
14
#14 - A Linha Tênue do Desejo
15
#15 - Entre Palavras Não Ditas
16
#16 - Descobertas à Mesa
17
#17 - O Último Ato da Ilusão
18
#18 - Poder e Possessão
19
#19 - Entre Ligações e Desentendimentos
20
#20 - Fragmentos de Confiança
21
#21 - Guerra Silenciosa
22
#22 - Feridas e Revelações
23
#23 - O Convite
24
#24 - Sorrisos e Provocações
25
#25 - Sentimentos Não Ditos
26
#26 - Ausência e Expectativa
27
#27 - Sombras do Passado, Luz do Presente
28
#28 - Jogos de Mentira e Orgulho
29
#29 - Farpas e Revelações
30
#30 - Um Plano Frustrado
31
#31 - Confissões à Beira do Colapso
32
#32 - A Confissão que Mudou Tudo
33
#33 - Entre Beijos e Promessas
34
#34 - Consumidos um Pelo Outro
35
#35 - Quando o Amor se Torna Arte
36
#36 - Traços de Ciúme
37
#37 - Entre Arte, Amores e Ciúmes
38
#38 - Momentos de Amor X Momentos de Medo
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#39 - Quando o Carma Bate à Porta
40
#40 - Altitude do Desejo
41
#41 - Segredos e Conspirações
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#61 - Laços Eternos

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