...Luiza Alves:...
"Por que querem que eu tire leite?", perguntei, olhando para a bombinha nas minhas mãos. "Vocês vão tirar meu filho de mim de novo?"
Uma sensação de medo começou a crescer no meu peito.
"Não é bem isso, menina. Aconteceu alguma coisa", explicou a senhora.
"O que aconteceu?", insisti.
"Não sei ao certo, mas o patrão vem explicar depois", respondeu ela, desviando o olhar. "Se não quiser que o seu bebê fique com fome, é melhor começar a tirar o leite."
Assenti, embora relutante, enquanto a mulher vestida de branco pegava Lucca do meu colo.
"Vocês podem ao menos me dizer quem são?", pedi.
Elas se entreolharam, parecendo incertas sobre o que podiam me contar, mas logo a mais velha se pronunciou:
"Eu sou Amélia, a governanta da mansão, e esta é Ana, a babá que foi contratada para cuidar do seu filho"
"O quê?", perguntei, perplexa.
"Agora precisamos ir", disse Amélia. "Daqui a pouco volto para buscar o leite".
Logo elas deixaram o quarto.
Por que diabos o sequestrador contratou uma babá para cuidar do meu filho? Porque me mandaram tirar leite?Porque eu estou nesse lugar?
Nada faz nenhum sentido!
Enquanto eu tentava seguir o manual de instruções da bombinha para tirar o leite, ouvi o som de passos se aproximando do quarto e, antes que eu pudesse reagir, a porta se abriu e aquele homem entrou.
Um calafrio percorreu minha espinha quando nossos olhares se cruzaram. Logo depois, senti meu rosto esquentar quando ele desviou o olhar para o meu seio na bombinha, como se estivesse avaliando algo.
...Bruno Castellani:...
Sim, eu estava certo... Eles estão definitivamente maiores.
Interessante.
...Luiza Alves:...
Sem hesitar, me virei de costas para ele, cruzando os braços na tentativa de cobrir o máximo possível do meu corpo.
"Você não poderia ter escolhido um momento melhor para aparecer?", perguntei, irritada.
"Quer que eu vá embora?", ele respondeu com uma leve pitada de ironia.
"Não! Só... fique de costas", ordenei. "Por favor", sussurrei logo depois.
Para minha surpresa, ele obedeceu.
Arrumei minha blusa o mais rápido que pude.
"Pronto", murmurei, e ele se virou de volta para mim. "Então, agora você pode falar por que estamos aqui e quando poderemos voltar para casa?"
"Essa não é a pergunta que você deveria fazer...", ele respondeu com sarcasmo. Franzi a testa, confusa. "A pergunta certa, passarinho, é quando você vai poder ir embora."
"O que você quer dizer?", perguntei, tentando manter o controle da minha voz.
"O bebê não vai sair daqui. Apenas você," ele disse, sem demonstrar qualquer sentimento.
"Você está maluco!", respondi, indignada. "Eu nunca deixaria meu filho com você!"
"Eu não pedi sua opinião."
"Eu sou a mãe dele, seu idiota!", protestei.
"E eu sou o pai", ele rebateu, sem hesitar.
Pera aí... O que?
"Não. Isso é impossível", murmurei.
"Os testes de DNA já foram feitos...", disse com um sorriso frio. "E eles provam que, mesmo que você não se lembre, esse menino é meu filho. Posso ser generoso e poupar sua vida por tê-lo carregado no ventre, mas ele fica comigo. E Você... bem, você não é tão necessária assim."
"Escuta aqui seu psicopata...", rosnei.
Ele me interrompeu com frieza:
"Mas talvez exista algo que você possa fazer para prolongar sua estadia nesta casa... a menos que queira ir embora, é claro."
Só pela expressão dele, eu sabia que esse homem entendia muito bem que eu nunca sairia sem meu filho.
"O que eu preciso fazer?", perguntei, engolindo minha raiva.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 65
Comments
Ana Lúcia De Oliveira
Ele fez tudo direitinho, fez o DNA.
2025-03-13
0
Ana Paula Hora
Luisa vai amansar o Bruno
2024-12-17
0
Maria De Fatima Carvalho
coitada mais calma logo ele vai tá igual um cachorrinho por você
2024-07-26
3