...Luiza Alves:...
Despertei com uma dor de cabeça tão forte que parecia que minha cabeça estava a um passo de explodir.
Tentei abrir os olhos, mas a luz do quarto me atingiu em cheio, intensificando ainda mais a dor. Fechei-os imediatamente, e apertei as têmporas com as mãos para tentar aliviar a pressão.
Quando a dor diminuiu um pouco, soltei as têmporas e me movi lentamente, sentindo a textura de lençóis macios sob meus dedos.
Abri os olhos de novo, mas dessa vez com um pouco mais de calma, dando algum tempo para que eles se ajustassem à luz.
E até que deu certo...
Mas logo senti uma náusea horrível subir, e antes que eu pudesse evitar, vomitei em cima da cama.
O gosto ácido do vômito me fez torcer o rosto de nojo, mas o desconforto da náusea era o pior.
Enquanto eu tentava reunir os fragmentos da minha memória, olhei ao redor e me deparei com um quarto elegante e bem organizado.
Era totalmente diferente do meu.
"Onde eu estou?", murmurei para mim mesma.
Logo a porta se abriu e uma senhora entrou no quarto carregando uma bandeja.
"Está com fome?", ela perguntou enquanto se aproximava.
Fiquei em silêncio, tentando entender o que estava acontecendo.
"Você vomitou...", ela comentou, quase para si mesma. "Precisa de algum remédio?"
"Eu preciso saber onde estou", respondi.
A expressão dela ficou tensa. Ela então colocou a bandeja sobre uma mesinha ao lado da cama.
"Vou pedir para alguém vir trocar os lençóis", disse, saindo do quarto.
"Não, espera!", tentei chamá-la, mas já era tarde. "Merda", murmurei.
Olhei para a bandeja, com bolo de chocolate, pães de queijo e presunto, suco, café, iogurte e morangos.
Por um instante, pensei em comer algo, mas então, como um raio, todas as memórias do que aconteceu antes voltaram.
Cadê o meu filho?
Eu fui... sequestrada?
Levantei da cama com um sobressalto.
Não, isso não pode ser verdade.
Porém logo me lembrei que alguém entrou no meu apartamento e me fez desmaiar.
"Aqueles traficantes que a Dona Maria falou!"
Devem estar tentando descobrir quem foi que matou o amigo deles, só pode ser isso.
Corri até a porta, mas estava trancada.
"É claro, sua idiota. Quem sequestra alguém e deixa a porta destrancada?", murmurei para mim mesma.
Forcei ao máximo para tentar abrir, mas parei quando lembrei que eu não sou nenhum tipo de Mulher-Maravilha.
Ao olhar para o canto do quarto, vi uma câmera de segurança. Ela estava apontada diretamente para mim.
Foram traficantes ou o FBI que me sequestrou?
Andei de um lado para o outro pelo quarto, fingindo procurar algo, mas na verdade eu só queria ver se a câmera me seguia. E, de fato, ela seguia todos os meus movimentos.
Definitivamente, alguém está me observando.
Fiquei bem no centro do quarto e esperei até que a câmera focasse em mim.
Assim que isso aconteceu, comecei a balançar os braços como se estivesse tentando chamar a atenção de um avião no céu, torcendo para que alguém notasse e viesse até aqui.
Pensei que tudo havia dado errado quando minutos se passaram e nada aconteceu.
Mas logo ouvi a voz da mesma senhora ecoar por trás da porta.
"Você precisa de alguma coisa?" ela perguntou.
Reuni coragem e respondi:
"Eu quero falar com os traficantes."
"Traficantes?" ela repetiu.
"Isso mesmo, vou contar tudo o que eu vi".
E até o que não vi, se necessário. Eles que lutem.
"Eu não...", antes que a mulher pudesse concluir, eu praticamente implorei:
"Por favor."
"Ele disse que vai vir aqui depois."
Meu Deus.
E se quiserem me estuprar ou me matar?
Pior ainda, e se fizeram algo com o Lucca?
"Moça, me ajuda...", sussurrei quase chorando, mas ela não respondeu.
Em vez disso, o silêncio retornou enquanto a câmera continuava me seguindo pelo quarto.
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Ana Paula Hora
o Bruno é misterioso 😁
2024-12-16
0
Ana Paula
amando a história
2025-03-13
0
Ana Lúcia De Oliveira
pergunta logo pelo filho
2025-03-13
0