...Luiza Alves:...
Depois de ler o que estava escrito, levantei a mão, toquei a maçaneta fria e a girei para ver se a porta estava realmente destrancada.
Para minha surpresa, ela se abriu facilmente.
Alguém queria me ajudar, mas quem? E por quê?
Abri a porta com cuidado, movendo-a devagar para não fazer nenhum barulho que chamasse a atenção. Em seguida, estiquei a cabeça para fora, dando uma rápida olhada para ambos os lados do corredor.
Quando tive certeza de que não havia ninguém por perto, deixei o quarto e segui à esquerda, conforme indicado no papel.
Enquanto eu caminhava pelo corredor, uma coisa me deixou perplexa:
Quando foi que os criminosos começaram a viver em tanto luxo? Mesmo sem querer, era impossível não perceber o quão sofisticada essa mansão era.
Com base no que havia visto até agora, não me espantaria se essa propriedade fosse avaliada em mais de cinquenta milhões.
E eu só tinha visto o corredor, o piso e o teto.
Quando cheguei à porta da cozinha, parei para olhar com atenção antes de entrar.
Lá dentro, quatro mulheres vestidas com uniformes de empregada doméstica estavam ocupadas com várias tarefas, como preparar alimentos e limpar utensílios.
Entre elas, reconheci imediatamente a senhora que trouxe comida para o quarto.
Levando em consideração que, enquanto eu estava trancada, ela se recusou a me ajudar, eu sabia que, se alguma delas me visse, tudo estaria perdido. Por isso, me escondi rapidamente em um canto escuro do corredor, mantendo-me fora da vista para não chamar a atenção.
Observei atentamente a movimentação na cozinha e, para minha surpresa, notei que realmente havia uma porta que dava para uma floresta, exatamente como estava escrito na folha de papel.
Ela estava entreaberta.
Mas...
Como eu poderia sair daqui sem meu filho?
Esperei por um longo tempo, até que as mulheres estivessem completamente distraídas com suas tarefas na cozinha. Logo a mais velha saiu, e outra aparentemente foi colocar o lixo para fora.
Restaram apenas duas trabalhando ali.
Por um breve momento, uma delas se afastou para buscar algo na despensa, enquanto a outra mulher permaneceu de costas para o balcão. Foi então que avistei uma faca ali, ao alcance das minhas mãos.
Meu coração começou a bater mais rápido.
Essa era minha chance.
Com cuidado, saí das sombras, peguei a faca e voltei para o canto escuro sem fazer nenhum som. Depois, a escondi na cintura, por baixo da roupa.
Agora eu finalmente tinha um plano:
Eu preciso encontrar Lucca.
...Bruno Castellani:...
"Eu não consigo acreditar que o senhor realmente aceitou o plano do Edgar", disse Mattia enquanto entrávamos na mansão. "Entrar no quarto onde o Nikolai estará é muito arriscado; esses russos têm seguranças até na hora de defecar."
"Assim como é arriscado contrabandear armas para a Rússia", respondi friamente, e ele ficou em silêncio.
Embora eu devesse estar pensando em mil formas de matar Nikolai Turgueniev sem deixar rastros, os meus pensamentos estavam em outro lugar.
"Vai para o seu quarto?", perguntou Mattia, ao me ver ir na direção oposta ao escritório.
Não respondi à pergunta e comecei a seguir pelo corredor. Estava decidido a conferir como estavam as coisas no quarto onde estava minha convidada.
Mas algo me chamou a atenção.
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Ana Lúcia De Oliveira
acho que a porta, ela não fechou
2025-03-13
0
Maristela Mota yaman
ela vai encontrar Lucca e da mama pra ele ir Bruno vai ficar uma ferra com Megan no vejo a hora dele da um fim nessa mulher chantagista
2024-06-01
17
Sandra Barreto
Ela não ia deixar o filho pra trás e agora o que vai acontecer? autora
2024-05-20
0