...Bruno Castellani:...
No corredor, respirei fundo, tentando domar a raiva que queimava dentro de mim.
Mattia, um dos meus homens de confiança, se aproximou, percebendo minha tensão.
"O senhor parece irritado", comentou. "Megan ainda está insistindo em ter um filho?"
Inclinei a cabeça para o lado, sinalizando que deveríamos conversar lá fora.
Saímos da mansão e caminhamos em direção à garagem, onde minha moto estava estacionada.
"Ela está se tornando um problema, não está?", ele perguntou.
"Ela é a porra do problema", retruquei.
"O que o senhor pretende fazer? Acha que ela vai mesmo entregar as imagens do galpão?"
"Ela está blefando", murmurei, desprezando a ideia de que Megan pudesse realmente arriscar tanto. "Essa vadia não vai ter coragem de soltar aqueles vídeos. Fazer isso é a mesma coisa que assinar a própria sentença de morte, e ela sabe bem disso."
"Mesmo assim, devemos agir com cautela. Se é blefe ou não, precisamos estar prontos caso se torne realidade. Conter a Interpol não vai ser nada fácil"
"Mattia tem razão", escutei a voz do meu irmão, Bernardo, ecoar pela garagem enquanto ele se aproximava. "É simples: Você só precisa foder a vadia e dar a ela o filho que tanto quer. Se fizer isso, ela provavelmente vai parar de incomodar e você ainda vai ganha um herdeiro de brinde", disse antes de entrar no carro e sair.
"O senhor não contou a ele sobre a vasectomia que fez depois de se casar?", perguntou Mattia, enquanto observávamos o carro se afastar.
Um sorriso de satisfação surgiu no meu rosto ao lembrar que ninguém além de Mattia sabia disso.
"Não, e prefiro que continue assim", respondi.
"Mas o Bernardo tem razão, o senhor precisa de um herdeiro", comentou.
"Talvez eu tenha um...", retruquei, descartando completamente a ideia de engravidar Megan.
"Já Faz um ano que estamos procurando aquela vadia, e não conseguimos encontrar uma única câmera que tenha capturado o rosto dela.
"Eu ainda consigo lembrar."
Cada pequeno detalhe...
"Mesmo assim, nós vasculhamos cada canto e até reviramos pedras com o desenho que o senhor fez..."
"Então talvez seja hora de começar a cavar a terra", sugeri, interrompendo-o. "Vou ir ao casamento de Charles. Quero que mantenha a vigilância sobre a Megan", ordenei. "Vigília 24 horas por dia. Se ela fizer algo fora do normal, me avise imediatamente."
"Entendido. Vou garantir que ela não saia do nosso radar", respondeu.
Acenei com a cabeça.
Assim que ele voltou para casa para começar a vigilância, subi na moto e saí da garagem.
...[...]...
"Como é que você não virou fumaça quando entrou aqui e tocou na água benta?", brincou meu amigo André enquanto se aproximava.
"A cerimônia já acabou?", perguntei, olhando em volta e notando que os convidados ainda estavam espalhados pela igreja.
"Nem começou", respondeu ele.
"Você está brincando...", murmurei. "Eu tenho certeza que cheguei uma hora atrasado", falei, conferindo rapidamente meu relógio de pulso.
"Aparentemente Charles nos deu um horário adiantado para garantir que a gente chegasse na hora."
"Desgraçado", resmunguei.
"No fim das contas, até que foi útil. Tenho que conversar com você sobre um assunto", André comentou, baixando o tom de voz.
"O quê?", perguntei, abaixando a cabeça para ouvir melhor e verificando se alguém estava por perto.
"Preciso que alguém vá buscar suas armas na fazenda", disse ele, quase cochichando.
"Por que?", perguntei, já desconfiando do que viria a seguir.
"Eu vou precisar me casar com a desgraçada da Ava no sábado, e ela vai se mudar para a minha casa no domingo. Se aquela cretina ver as armas no celeiro, ela vai me denunciar sem nem piscar", explicou.
"Vou mandar alguém ir pegá-las amanhã", respondi e ele assentiu parecendo aliviado.
"Vou procurar uma bebida", avisou antes de se afastar.
De repente, escutei a voz de Liz, nossa única amiga mulher:
"Sorria..."
Quando me virei, um clarão momentâneo me deixou temporariamente cego.
"Merda", murmurei.
"Foi mal", ela disse, tentando conter a risada. "Mas eu precisava registrar sua primeira vez pisando em uma igreja."
"Você é tão engraçada...", resmunguei com um sorriso forçado.
Ela levantou a câmera de novo e outro flash me acertou em cheio.
"Essa ficou ótima!", ela elogiou.
"Porra, Liz.", praguejei, e ela riu.
"Onde está o André?", perguntou. "Precisamos tirar uma foto dele também."
"Foi buscar uma bebida", respondi, esfregando os olhos para dissipar o efeito do flash.
"Você também foi uma vítima?", perguntou Diego, se aproximando e esfregando os olhos.
"Vocês dois são dramáticos demais", ela disse, revirando os olhos e se afastando.
Nós ficamos conversando por um tempo e logo Charles apareceu.
"Tenho certeza de que você se arrependeu de não ter participado da despedida de solteiro que fizemos", comentei.
"Pode apostar que não", disse Charles.
"É uma pena, foi uma festa e tanto", murmurou Diego com uma risada.
Mas, em seguida, levou a mão à cabeça.
"Ele ainda está de ressaca", expliquei.
"E... onde está o André?", perguntou Charles.
"Aqui", ele se pronunciou atrás de nós.
Enquanto eles iniciavam uma conversa, meus olhos se fixaram em uma mulher de cabelos loiros que passou rapidamente por mim.
Por alguns minutos, o som ao meu redor se dissipou, e tudo pareceu se mover em câmera lenta, enquanto aquele cheiro familiar chegava até minhas narinas.
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Ana Lúcia De Oliveira
E o que ela está fazendo ali? não foi sequestrada, junto com o filho?
2025-03-13
2
marcia financeiro
Bruno na verdade se apaixonou por ela na primeira noite só está lutando contra isso
2024-07-18
4
Eliana Ferreira de Oliveira
estou amando tudo so queria imagens dos personagens pra ficar mais emocionante
2024-07-08
10