...Luiza Alves:...
Apesar de alguns imprevistos, fazer compras com Lucca acabou sendo mais fácil do que eu imaginava.
Para minha total surpresa, ele não chorou nenhuma única vez durante todo o tempo em que estivemos no supermercado.
Muito pelo contrário, ele estava tão tranquilo que até o entregador, que contratei para ajudar a carregar as sacolas, elogiou meu bebê por ser calmo.
Mal sabia ele que Lucca estava assim porque não dormiu e nem me deixou dormir a noite inteira.
Provavelmente estava com sono.
Quando chegamos ao apartamento, coloquei ele com todo cuidado no berço para que ele pudesse descansar.
Em seguida, comecei a organizar as compras, colocando os alimentos perecíveis na geladeira e arrumando as latas, caixas e embalagens nos armários da cozinha, certificando de que tudo estivesse bem ordenado e fácil de encontrar.
Depois de terminar minhas tarefas, tentei ligar para a Dona Maria novamente, mas todas as minhas chamadas foram rejeitadas, mais uma vez.
Será que fiz algo que a ofendeu?
Como ela é minha vizinha, decidi ir até a casa dela para perguntar se estava tudo bem e, se necessário, até pedir desculpas.
Antes de sair, ativei a babá eletrônica e a deixei bem posicionada no berço onde Lucca estava dormindo tranquilamente.
Apesar de não ter a menor intenção de demorar, era importante garantir que ele estivesse bem durante esse tempo.
Assim que saí do meu apartamento, vi Dona Maria entrando no dela. Cheguei a chamá-la, mas ela não se virou nem diminuiu o passo.
Talvez estivesse distraída.
Decidi ir até sua porta e bater algumas vezes.
"Oi, Dona Maria, sou eu... Luiza!", chamei em voz alta, esperando que ela me escutasse do outro lado da porta.
Após um momento de silêncio, bati novamente, dessa vez com mais força. De repente, a porta se abriu bruscamente e fui puxada para dentro.
Fiquei espantada com a rapidez do movimento e a força com que fui puxada.
"O que está acontecendo?", perguntei, surpresa e um tanto assustada, ao ver Dona Maria trancar a porta atrás de mim utilizando quatro trincos diferentes.
"Precaução", respondeu secamente, como se fosse a coisa mais natural do mundo. "Por que você veio até aqui?", perguntou sem rodeios.
Eu poderia jurar que havia uma ponta de frieza em sua voz.
"Eu... bem, como a senhora não atendeu às minhas ligações, imaginei que eu pudesse ter dito ou feito alguma coisa errada", expliquei, sentindo um leve nervosismo crescer no peito.
"Sim, você fez!", ela disse, com uma aspereza que me fez estremecer. "Por que você não me contou sobre o que aconteceu ontem à noite?"
"Ontem à noite?", repeti, confusa, sem entender do que ela estava falando.
"Estou me referindo ao bandido morto", esclareceu. "Por que você não me contou?"
"Ah, isso...", murmurei, sentindo o peso da pergunta. "Me desculpe por não ter dito nada. Eu fiquei muito assustada com o que aconteceu e... só queria ficar com meu filho", expliquei. "Além disso, já era muito tarde e a senhora precisava voltar".
Depois da minha resposta, vi o rosto de Dona Maria relaxar um pouco.
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Ana Lúcia De Oliveira
será que o bandido morto era parente da dona Maria?
2025-03-13
0
Rose Gandarillas
quando comecei a lê o livro com o Bruno , fvoi no mês de maio... é só agora estou retornando para terminar.
2024-07-16
1
Eliana Machado de Oliveira
parece essa história e sequência de outra qual será a outra alguém pode m informar
2024-07-11
1