...Bruno Castellani:...
Foi como se meus sentidos despertassem de repente, todos direcionados para ela.
Eu tentava manter minha atenção nos amigos ao redor, mas meus olhos não conseguiam se afastar da mulher que caminhava pelo corredor da igreja, suas costas lentamente se afastando.
Era quase como se eu não pudesse deixar de olhar para ela até ver seu rosto.
Mas essa preocupação logo se dissipou.
Enquanto eu a seguia com o olhar, uma mulher mais velha se aproximou e entregou um bebê que chorava em seus braços.
Foi nesse exato momento que ela virou a cabeça, e eu consegui ver e reconhecer o rosto na hora.
Era ela...
A mesma mulher com quem eu transei um ano atrás.
Ela estava bem ali, a poucos metros de mim...
Por um instante, nossos olhares se cruzaram, mas a indiferença no olhar dela deixou claro que eu não era ninguém para ela, apenas um estranho na multidão.
Isso me causou um incômodo.
Mas, ao menos...
Finalmente te encontrei, passarinho.
...[...]...
Durante toda a cerimônia, não consegui tirar os olhos dela, absorvendo cada gesto, sorriso e até mesmo as lágrimas que desciam pelo seu rosto.
O burburinho das conversas dos convidados e a música suave ao fundo se tornaram apenas um ruído distante, pois minha atenção estava completamente voltada para aquela mulher e o bebê em seus braços.
Eu precisava saber mais sobre ela.
...[...]...
"O nome daquela vadia é Luiza Alves Monteiro", disse Mattia, entrando abruptamente na minha sala. "Já temos todas as informações sobre ela."
Estendi a mão sem dizer uma palavra, e ele me entregou uma pasta grossa, repleta de papéis.
Me sentei na cadeira de couro preto e comecei a folhear um por um dos papéis.
Havia fotos de Luiza em vários lugares, cópias de seus documentos e detalhes sobre sua vida pessoal e profissional.
"Ela é órfã", murmurei após ler uma manchete sobre um acidente de carro. "Ela tem parentes vivos?"
Mattia sacudiu a cabeça negativamente.
"Não. Luiza não tem família, pelo menos não da maneira convencional. Ela foi adotada por uma mulher chamada Lilian, mas agora elas não vivem mais juntas."
Continuei folheando os papéis.
"Ela ainda está trabalhando como corretora de imóveis?"
"Sim, mas não tem um escritório físico. Parece que trabalha por conta própria, usando sites de venda online para encontrar clientes. O senhor estava certo sobre o endereço do apartamento dela."
"É claro que estava," retruquei.
Tive que esperar o fim da droga do casamento para segui-la até em casa.
Soltei um suspiro ao lembrar o quanto aquilo demorou.
"O que o senhor pretende fazer agora?"
"Por enquanto só observar"
"E quanto ao bebê?"
"Megan não queria um filho meu?", perguntei com um toque de ironia. "Talvez eu entregue esse para ela"
"Não é bem assim... ela quer ter um filho, não criar um que já está pronto."
"Então... se depender de mim, Megan vai passar o resto da vida sem um filho", concluí, com um sorriso sombrio nos lábios.
Ele concordou com um aceno.
"Devo mandar alguém para vigiar a Luiza?"
Balancei a cabeça.
"Não, eu mesmo faço questão de cuidar disso."
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Ana Lúcia De Oliveira
o que será da Luiza, se a chama de vadia vai tirar o filho dela, será?
2025-03-13
0
Sílvia Apóstolo
Ele é mau, será que vai querer matar Luiza
2025-01-17
0
Gigliolla Maria
chma ela de vadiw qie homens nojentoe
2025-03-15
0