...Luiza Alves:...
Sem dúvida, uma das maiores satisfações de uma boa corretora de imóveis é finalmente conseguir vender uma casa que anunciou por vários meses.
Foi exatamente o que aconteceu comigo.
Normalmente, não é tão difícil vender um imóvel, ou pelo menos não para mim.
No entanto, pela primeira vez, tive dificuldade para conseguir encontrar um comprador.
Quando aceitei o trabalho, já sabia que isso poderia acontecer, pois a casa era enorme e tinha um valor bem alto.
Mesmo assim, continuei tentando, e quando eu já estava quase esquecendo dela, recebi a notícia de que havia um comprador interessado.
Até cheguei a cogitar que poderia ser um trote.
O motivo?
O comprador afirmou que não precisava visitar a estrutura completa. Ele apenas queria fechar o negócio. Por isso mandou o advogado entrar em contato comigo e preparar a documentação o mais rápido possível.
Quem em sã consciência compraria uma casa extremamente cara e em um local remoto de uma montanha sem sequer verificar se atende às suas necessidades?
Cheguei à conclusão de que o comprador está em uma das duas situações:
Ou é uma pessoa que quer se isolar do mundo
Ou é rico e está sem ideias criativas para gastar dinheiro.
Mas, seja qual for o motivo, isso não me interessa.
O mais importante é que finalmente, depois de meses, eu voltei a ver a cor do dinheiro do meu trabalho.
Enquanto voltava para casa, praticamente pulando de tanta alegria, uma sensação estranha me fez murchar e acelerar meus passos.
'Eu nunca vou me acostumar com essa rua', pensei, lançando um olhar rápido para o meu relógio de pulso, que marcava 19:12.
Apesar de tentar me convencer de que o medo era apenas devido à rua deserta, a sensação de estar sendo seguida ainda estava provocando um frio incômodo na barriga.
Parecia que a morte estava me cercando.
Depois de criar coragem e olhar para trás, percebi que não havia mais ninguém na rua além de mim.
Ou...
Pelo menos foi o que pensei até me virar para frente e me assustar ao ver um homem de capuz preto correndo em minha direção.
"Fica quieta e entrega tudo", ordenou o homem.
"O quê?", perguntei incrédula.
"Isso é um assalto!", ele gritou, tentando puxar minha bolsa.
Ah não.
Não posso acreditar...
Acabei de conseguir esse dinheiro!
"Solta!", o ladrão mandou, enquanto travávamos uma batalha pela minha pobre bolsa de couro.
"Por que você não vai trabalhar!?", perguntei indignada. "É tão inútil que não serve para nada?"
Eu juro que minha intenção ao pronunciar essas palavras não era morrer.
Mas só percebi que falei besteira quando ele largou a bolsa e agarrou meu cabelo com tanta força que tenho certeza de que arrancou alguns fios.
Em seguida, o homem retirou uma faca da cintura.
"Vo-Você precisa... se acalmar", gaguejei. "Podemos co-conversar. O que você acha?"
"Conversar é o Caralho, patricinha. Se você tivesse apenas me dado a maldita bolsa, eu não precisaria te matar agora", respondeu, levantando a faca.
Meus olhos se arregalaram ao perceber que ele não estava brincando.
"Por favor", sussurrei, tentando segurar sua mão com a faca, mas foi inútil.
Quando senti a ponta da faca pressionando meu abdômen, um milhão de pensamentos inundaram minha mente.
O primeiro deles foi que meu filho ficaria órfão, assim como eu.
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Ana Lúcia De Oliveira
misericórdia
2025-03-13
1
Edna Aparecida Rodrigues Pereira
coitada da Luiza
2025-03-09
0
Cibele Wan Der Maas Moreira
/NosePick//NosePick//NosePick/
2024-08-26
1