...Bruno Castellani:...
"Sério que ela não gostou do presente? Que pena...", falei enquanto o policial me devolvia a caixinha que eu havia enviado para Luiza. "Eu preparei com tanto carinho...", murmurei, um sorriso irônico escapando dos meus lábios enquanto abria a caixa e observava o passarinho morto. "Qual foi a reação dela?"
"Ficou assustada, mas estava mais confusa do que qualquer outra coisa", respondeu um dos policiais.
"Ela acredita que foi apenas uma piada de mau gosto feita por alguém do bairro", disse o outro.
Soltei uma leve risada, sacudindo a cabeça.
"Inocente demais... ", murmurei para mim mesmo, fechando a caixa e a jogando na lixeira.
Os dois homens trocaram olhares desconfortáveis, claramente desconcertados com a forma com que eu tratei a situação.
Mas eles sabiam que estavam aqui para obedecer às minhas ordens, não para questionar minhas ações.
"Vocês estão dispensados. Caso a Luiza entre em contato de novo me avisem", mandei.
Depois que os policiais saíram da minha sala, abri o notebook e acessei o site de vendas que ela utiliza para anunciar imóveis.
Encontrar o perfil dela não foi difícil.
O complicado foi desviar a atenção da foto de perfil.
Havia algo nela que prendia a atenção— talvez fosse a postura confiante, ou aquele sorriso.
Por alguma razão, aquilo me fez lembrar do dia em que nos conhecemos na boate.
Eu tinha acabado de pedir uísque quando a mulher se sentou ao meu lado no bar.
Fiquei observando-a por um momento, e não pude deixar de notar quando ela virou duas doses de vodca como se estivesse tomando água.
Não era algo que se esperava de alguém com uma aparência tão angelical.
Foi só aí que decidi falar com ela.
'Noite difícil?', perguntei com indiferença.
Ela sorriu, o tipo de sorriso que só uma pessoa já um pouco bêbada poderia dar.
'Por que, está pensando em tornar ela melhor?', ela respondeu com um toque de provocação.
E aquilo foi o suficiente para me deixar excitado.
Fui arrancado dos meus pensamentos quando som de uma notificação do site chamou minha atenção:
'Luiza Alves está online agora, deseja falar com ela?'
Desejo?
Dei um sorriso de canto e comecei a percorrer a lista de casas que ela estava divulgando.
A maioria dos imóveis era simples e sem graça, mas uma mansão em particular chamou minha atenção. Avaliada em três milhões de reais, ela ficava situada em uma área isolada, próxima a uma montanha.
Aquilo despertou meu interesse imediato.
É exatamente o que eu preciso para guardar as armas que serão retiradas da fazenda de André.
E, como bônus, é a desculpa perfeita para vê-la.
No entanto, é óbvio que será meu advogado quem cuidará dos detalhes.
...[...]...
Fiquei observando de longe toda a negociação.
Luiza irradiava felicidade enquanto caminhava de volta para o apartamento.
Com certeza havia uma comissão generosa por trás daquele lindo sorriso; afinal, vender uma casa de três milhões de reais não é algo que acontece todo dia.
Mesmo mantendo uma boa distância, ela pareceu perceber minha presença.
Gostei disso.
Luiza até chegou a olhar para trás, mas não me viu. Provavelmente porque eu estava escondido em um ponto cego do outro lado da rua.
"Ela está bem assustada", comentou Mattia em voz baixa.
Sorri, mas meu sorriso desapareceu quando vi um homem se aproximando dela.
"Um assaltante?", observou Mattia, como se eu não tivesse olhos.
Achei muito engraçado quando eles começaram um puxa-puxa com a bolsa dela, mas, em segundos a piada perdeu a graça quando o assaltante sacou uma faca.
"Ele vai matá-la", sussurrou Mattia. "Essa é uma ótima oportunidade, já que queremos apenas a crian...", antes que ele terminasse a frase, eu já tinha disparado um tiro certeiro na cabeça do ladrão com minha arma silenciada.
"O que você estava dizendo mesmo?", perguntei.
Mattia pareceu confuso.
Para ser honesto, eu também estava.
Por que eu simplesmente não a deixei morrer?
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Meire
Sei vai gerar polêmica, mas vamos lá!
Eu queria muito que ele tirasse a criança dela e ela só encontrasse depois de anos, assim como fazem algumas mulheres com o homem, engravidam somem e depois de anos resolvem que chegou a hora do pai conhecer o filho!
Nossa eu ia amar se a autora fizesse isso, é o meu sonho ler uma estória assim, há vai dizer então pq você não escreve, mas já tenho a resposta: pq não tenho a capacidade que essas autoras lindas têm, se não já teria feito!
2025-03-22
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Ana Lúcia De Oliveira
Ele não vai ter coragem de pagar o bebê
2025-03-13
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Sílvia Apóstolo
Ele pensa que ela se lembra dele kkkk
2025-01-17
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