...Bruno Castellani:...
Luiza não me reconheceu.
Quando ela me olhou, percebi em seus olhos que não fazia ideia de quem eu era.
E isso me irritou mais do que eu esperava.
Ela estendeu as mãos para pegar o bebê da babá, mas a mulher hesitou e olhou para mim, buscando minha aprovação antes de entregá-lo.
Eu balancei a cabeça, negando.
As babás começaram a se distanciar com o bebê, e Luiza entrou em pânico.
"Elas disseram que ele está fraco, por favor, me deixe alimentá-lo...", ela implorou. Eu apenas a ignorei, e logo percebi uma fúria crescendo em seus olhos.
"Vai chorar, passarinho?", provoquei.
Eu realmente esperei que Luiza começasse a chorar, mas ela me pegou de surpresa ao me agarrar pelo colarinho da minha camisa social preta e me puxar para perto, com uma urgência que deixou nossos rostos quase colados.
Enquanto ela começava a resmungar os meus olhos desceram até os seus lábios.
Será que ainda tem o mesmo gosto?
Umedeci os meus com esse pensamento.
"Escuta aqui, seu filho da puta..", ela começou a dizer, mas logo foi interrompida quando a voz de Bernardo ecoou no corredor.
"Che cosina interessante...", ele disse em italiano.
Merda. Bernardo não deveria estar aqui.
"Você não deveria estar na Itália agora?", perguntei, afastando as mãos de Luiza do meu colarinho e voltando minha atenção para ele.
"Tive um imprevisto", respondeu. "Mas agora... que tal me contar quem é ela?", ele perguntou, lançando um olhar para Luiza, que alternava seu olhar entre nós dois, claramente confusa.
"É só uma vadia, ninguém importante", respondi.
"Ah, é mesmo?", Bernardo avançou na nossa direção e segurou com força o braço de Luiza. "Então você não vai se importar se eu usar um pouco da minha energia acumulada com ela, certo? Estou precisando relaxar", disse, enquanto a puxava para seu quarto.
"Eu disse que ela era só uma vadia...", murmurei para mim mesmo, tentando sufocar o desconforto que estava crescendo dentro de mim e me convencer de que não importava o que acontecesse com ela.
...Eu não me importo...
...Eu não me importo...
...Eu não me importo...
Por que diabos isso é tão difícil?
Caminhei rapidamente em direção ao quarto dele, ouvindo os protestos abafados de Luiza ecoarem pelo corredor. Quando entrei, meu sangue ferveu ao ver que ele já estava em cima dela na cama.
"Solta ela", ordenei.
Bernardo se virou, surpreso ao me ver ali. Ele estava claramente confiante de que eu não interferiria.
"Você está realmente mudando de ideia? Achei que essa mulher não significasse nada", disse com um sorriso arrogante brincando em seus lábios.
"Ela é minha", eu disse. "E eu não vou dividi-la com um idiota como você."
"Sua?", ele perguntou, com um tom carregado de sarcasmo. "Mas você não disse que ela era só uma vadia?"
Luiza me encarava completamente perdida.
"Isso mesmo", respondi, avançando mais um passo. "Mas ela é minha vadia, não sua. Agora solta e não me obrigue a repetir."
Bernardo ergueu as mãos em sinal de rendição, e Luiza aproveitou para se levantar da cama.
"Desde quando você ficou tão possessivo com as suas vadias?"
Excelente questionamento.
Apenas ignorei a pergunta e peguei Luiza pelo braço, puxando-a para fora do quarto de Bernardo.
Caminhamos pelo corredor até o quarto reservado para ela, onde a tranquei novamente.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 65
Comments
Verônica Maria
E lá vamos nós novamente vê uma mulher sendo umilhada e no final ele vai pedir desculpas dizendo que se apaixonou por ela e pedindo perdão e ela perdoando infelizmente
2025-03-14
0
Selma Pereira Silva
Não consigo entender porque ele está fazendo tudo isso ela nem sabe quem é o indivíduo. Ele não queria que ela tivesse o bebê e ela não procurou por nada dele deixa ela viver com filho em paz.
2025-03-19
0
Ana Lúcia De Oliveira
ela não está entendendo nada
2025-03-13
0