...Megan Fontana:...
"Você realmente pensou em estuprar aquela mulher?", perguntei, encarando o corpo nu de Bernardo na minha cama.
"Talvez... você não viu como ela é bonita?", ele respondeu, se levantando com um sorriso.
"É mesmo?", perguntei, tentando disfarçar o ciúme que crescia em mim.
Será que ele realmente achou aquela vadia atraente? Sinceramente, eu não vi nada de especial nela.
Eu sou, com certeza, muito mais interessante.
"Por quê? Está com ciúme?", ele perguntou, notando minha expressão.
"Não. Para mim, tudo bem você se envolver com outras, contanto que volte para mim no final", eu disse, tentando soar casual.
"Boa garota", ele disse. "Como estão as coisas com meu irmão?"
"Bruno me assusta. Depois que assisti o vídeo da tortura de maycon e da morte de tom, nem consigo encará-lo por muito tempo", confessei.
"Aquilo é fichinha comparado ao que ele já aprontou", ele riu, se lembrando de algo. "Você devia ter visto o que ele fez com nossos tios quando descobriu que foram eles que armaram para matar nosso pai. Não restou nenhum deles..."
Engoli em seco, sentindo um calafrio.
"Não aguento mais. Quando vamos nos livrar dele?", perguntei com impaciência.
Bernardo vestiu a camisa e se aproximou de mim, passando os dedos pelo meu rosto.
"Não se preocupe, Megan. Amanhã tudo será resolvido."
O que?
"Como assim?", perguntei, mas ele apenas ficou em silêncio. "É por isso que você não foi para a Itália hoje?"
Bernardo assentiu, com um sorriso que me fez gelar.
...Bernardo Castellani:...
"Fiquei sabendo que meu irmão vai tentar algo muito arriscado amanhã. Eu vou garantir que ele não volte para contar a história. Tudo será meu: o comando da máfia, a empresa..."
E até... aquela mulher que ele me negou hoje.
...Luiza Alves:...
"Idiota!", gritei para a porta fechada. "Espero que você apodreça no infer...", antes que eu pudesse terminar a frase, o clique da fechadura sendo destrancada me fez ficar em silêncio.
A porta se abriu, e uma das mulheres que eu tinha visto no outro quarto entrou com Lucca nos braços, interrompendo minha explosão de raiva.
"O quê?", murmurei, surpresa e incrédula, sem acreditar que eles realmente estavam ali.
Minha raiva evaporou, dando lugar ao alívio. As palavras afiadas que eu estava prestes a soltar desapareceram.
"Recebi ordens para trazê-lo", disse a mulher com um sorriso gentil.
Ela se aproximou e me entregou Lucca.
Quase não acreditei quando finalmente o abracei de novo. Lágrimas de alegria e alívio começaram a escorrer pelo meu rosto.
"Pensei que nunca mais o veria...", murmurei.
"Que menina boba", disse a senhora de antes, entrando no quarto com outra bandeja de comida. "Era óbvio que o patrão ia deixar você ver o menino. Ele só ficou irritado porque você tentou fugir."
O quê? Como assim?
"Eu ainda não entendo por que estou aqui", soprei as palavras.
"E nenhum de nós, mas tenho quase certeza que é por causa do seu bebê."
"Por causa dele?", perguntei, confusa.
"Você realmente não percebeu?", replicou a senhora.
"O quê?"
"Essa criança é a cara do patrão", respondeu a mulher vestida de branco.
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Ana Paula Hora
a história tá ficando interessante 😃 e as outras histórias já li. Charles e Gael 💋💕
2024-12-16
0
Sílvia Apóstolo
O homem é tão esperto e tá sendo traído em baixo do nariz
2025-01-17
0
Ana Lúcia De Oliveira
ótimo capítulo
2025-03-13
0