...Luiza Alves:...
Eu estava completamente perdida. Andei de um lado para o outro, mas não havia nenhum sinal do Lucca em lugar algum.
Minhas esperanças estavam desaparecendo.
Será que meu filho foi vendido?
Os pensamentos ruins começaram a dominar minha mente outra vez, mas desapareceram quando ouvi um choro de bebê vindo de longe.
Minha primeira reação foi prender a respiração por um instante, tentando discernir se era o Lucca ou apenas uma ilusão criada pela minha ansiedade.
Mas era ele. Eu tinha certeza.
Acelerei o passo e, quando cheguei no final do corredor, notei uma porta entreaberta. Olhei pela fresta e vi duas mulheres vestidas de branco. Uma delas segurava uma mamadeira e a outra...
Era o meu filho. Percebi no momento em que o vi.
"Ele não está se dando bem com essa fórmula", comentou a mulher que segurava a mamadeira, enquanto a outra balançava Lucca para tentar acalmar o choro.
Meu coração se apertou com aquelas palavras.
Estendi a mão para abrir a porta, mas a voz da outra mulher ecoou, me fazendo parar e ouvir a conversa:
"Me disseram que esse bebê tem pouco mais de um mês. Ele precisa de leite materno", comentou a outra. "E, além disso, essa fórmula é temporária."
"Como assim?"
"Parece que hoje ele vai ser levado até a mãe."
"Quem te falou isso?"
"Foi o Erick. Comentei com ele que essa criança não está conseguindo se alimentar direito e, se continuar desse jeito, pode até morrer. Ele falou com o patrão, e o patrão disse que vai levá-lo para a mãe."
Será que isso é verdade?
Eles realmente vão me devolver o meu filho?
Meus pensamentos se dissolveram no instante em que uma mão quente deslizou pela minha cintura, me puxando para perto e colando meu corpo ao dele.
Tentei me soltar, mas foi em vão.
"Que tipo de passarinho se atreve a deixar a gaiola sem a permissão do seu dono?", uma voz rouca sussurrou, provocando arrepios na minha pele.
Sem hesitar, retirei a faca que havia pego mais cedo e me virei para encará-lo.
O ar sumiu dos meus pulmões quando vi seu rosto.
Ele?
"Espera um pouco...",murmurei. "Você? Mas você é...", as palavras engasgavam, como se meu cérebro não conseguisse processar a surpresa.
O homem abriu um sorriso irônico ao ver a faca na minha mão.
Depois, fixou seus olhos nos meus e perguntou:
"Quem eu sou, passarinho?"
O Entregador Gatinho!!!
"O entregador", respondi, omitindo a outra parte.
Ele se inclinou um pouco mais perto, como se estivesse tentando ler meus pensamentos.
"Tem certeza disso?", provocou. "Apenas um entregador?"
"Um sequestrador também?", sugeri.
Seu sorriso desapareceu, substituído por uma expressão frustrada.
"O que você quer de mim?", perguntei. "Por que estou aqui?"
"Porque você é útil, simples assim", respondeu com frieza.
"Útil?", repeti, sentindo um calafrio percorrer minha espinha.
Ele desviou o olhar, focando em algo atrás de mim.
Quando me virei, percebi que a porta do quarto que eu observava antes estava completamente aberta, e a mulher se aproximava carregando meu filho.
Senti a faca ser retirada das minhas mãos, mas não me importei.
Toda a minha atenção estava focada em Lucca.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 65
Comments
Ana Lúcia De Oliveira
ele quer que ela lembre dele, mas como vai lembrar se estava bêbada demais
2025-03-13
0
Priscila França
👏👏👏👏
2024-10-24
0
Maria De Fatima Carvalho
amando 💖 💖 💖 💖 💖
2024-07-26
1