...Luiza Alves:...
Fechei os olhos e supliquei a Deus por mais alguns anos de vida.
De repente, ouvi um estalo e senti algo quente respingar em meu rosto.
Abri os olhos devagar e vi o corpo do ladrão caindo aos meus pés.
Um grito alto escapou da minha garganta ao ver uma perfuração precisa ao lado da cabeça do bandido, enquanto o sangue escorria pela calçada e seus olhos sem vida me encaravam fixamente.
Fiquei tonta de tanto olhar ao redor, tentando encontrar a origem do disparo, mas não havia ninguém.
A rua estava completamente vazia...
Exatamente como antes...
...[...]...
Quando terminei de depor na delegacia, o delegado pediu que os policiais me deixassem em casa, pois eu ainda estava muito abalada com tudo o que havia acontecido.
Os policiais disseram que eu tive muita sorte de não ter sido ferida também.
Segundo eles, o assassinato provavelmente estava relacionado a um acerto de contas por drogas, algo que, pelo visto, é comum naquela região.
Mesmo assim...
Balancei a cabeça, tentando me livrar desses pensamentos.
Resolvi deixar essa situação para trás e me concentrar no meu filho.
Nem quero imaginar o que poderia ter acontecido com ele se o ladrão tivesse realmente conseguido o que queria.
"Você é tão lindo, meu anjinho", sussurrei enquanto acariciava sua bochecha macia.
Lembro que quando descobri que estava grávida; o medo tomou conta de mim de uma forma surreal.
Primeiro porque eu não fazia a menor ideia de quem poderia ser o pai. Isso me aterrorizava, me deixava sem chão e com um sentimento profundo de incerteza.
Além disso, eu não queria desapontar a Lilian. Ela já estava bastante chateada comigo por causa das minhas atitudes impulsivas, e eu não queria piorar ainda mais a nossa relação.
Mas, infelizmente, foi exatamente o que acabou acontecendo.
O motivo mais preocupante, porém, era que eu sempre acreditei que nunca seria capaz de ser uma boa mãe.
O pensamento de trazer um bebê ao mundo e ser responsável por ele me fez questionar se eu estava condenando essa criança a uma vida de azar, simplesmente por minha incapacidade de cuidar bem dela.
Cheguei a considerar fazer um aborto clandestino, tamanha era a minha confusão e medo, mas depois de conversar com minha amiga Bianca, percebi que jamais conseguiria fazê-lo, ou se o fizesse, seria o maior arrependimento da minha vida.
E agora, olhando para ele...
Eu sei que tomei a decisão certa.
Esse bebê é a melhor coisa que já aconteceu na minha vida.
Fiquei ali observando-o por vários minutos até que ele estivesse sonolento.
Quando Lucca finalmente adormeceu, fui fazer meu jantar. Depois de comer, tentei relaxar um pouco e fui me deitar.
Mas devo dizer que a minha noite foi péssima. Além de ter sido acordada pelo choro o tempo todo, os pesadelos estavam acabando comigo.
Em um determinado momento percebi que não ia conseguir dormir e só esperei amanhecer.
Por volta das oito horas, liguei várias vezes para o celular da Dona Maria para perguntar se ela poderia cuidar do Lucca hoje também, mas, infelizmente, ela não atendeu o telefone.
"É...pelo visto você vai ter que ir ao mercado comigo", murmurei, observando o bebê.
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Ana Lúcia De Oliveira
Daisy Conceição, presta atenção na leitura, não tem nada mal contado, acho que você não está entendendo.
2025-03-13
1
Daisy Conceicao
gente que história mal contada, a mulher engravida e não sabe quem é o pai,ele sabe não sei por quem que ela engravidou e pediu pra fazer aborto, mais na história ainda não chegou nessa parte,ela já tem um filho de 1 ano e não sei como o suposto pai descobriu quem é mais parece que ele é invisível porque salva ela de um assalto mais não aparece. pelo amor de Deus! que história sem pé é sem cabeça
2024-07-20
4
marluce afleite
Já gostando muito!!!
2024-07-13
0