Ao chegar em sua mansão, Apolo se sentia um tanto quanto irritado e não conseguia entender o porquê. Ele jurava que a sua irritação se dava justamente pelo fato de ele ter presenciado o flerte entre a sua funcionária pessoal e um estagiário da TransAtlantic. E somado a isso, ele também se sente muito irritado pelo fato de as viagens com os seus aviões estarem diminuindo subitamente. Justo depois de comprá-los.
E este não era, digamos dessa forma, um bom cenário. Poderia não acabar bem. Um prejuízo milionário estava à vista, o que não será bom para Apolo, que pretende comprar a companhia aérea em questão.
— Apolo! — a voz de Sandra foi o primeiro som que os ouvidos dele captaram, no momento que guardou o seu carro e rumou para dentro de sua casa. Um suspiro deixou seus lábios.
A mulher apareceu no campo de visão de Apolo Hoffmann vestida numa camisola de seda na cor rosa bebê, com algumas rendas nos seios, que os deixavam bem em evidência.
Os olhos dele não conseguiam desviar daquela cena. Afinal de contas, ainda é um homem e tem os seus desejos.
— O que significa isso? — questionou, sem querer transparecer a sua aprovação mediante a mulher em sua frente.
Ele não a ama. Mas a atração que sente pela mesma é, de fato, algo que não dá para negar. Os dois se dão muito bem entre quatro paredes; Sandra é uma mulher que atrai fisicamente Apolo, mas não passa disso. Ele a quer como a sua amante, mas não para assumir um compromisso sério com ela.
A ideia de estar apenas sendo usada por Apolo a magoa sim, sem dúvidas. Ao pensar nisso nas noites em que se deita em sua cama sozinha, seu coração se aperta com a necessidade de tê-lo por completo. O medo de perder esses momentos de sexo casual com ele a assombra, principalmente agora depois que Nyanni entrou em cena.
Mesmo magoada por tudo o que vive, as migalhas de afeto que recebe, ainda assim, a sua obsessão é maior e Sandra sabe muito bem que jamais deixaria Apolo de mão beijada para nenhuma outra.
Ela decidiu que ele será dela. Custe o que custar...
— Ah, eu só queria lhe fazer uma surpresa. — respondeu ela, num tom manhoso. Segurou na mão do homem à sua frente e o guiou até a cozinha, onde havia toda uma mesa posta para serví-lo. — Preparei essa comida especialmente para você, chefinho. Sei que está sendo muito complicado pra você toda a tramitação para a compra da TransAtlantic, mas eu sei que você vai conseguir. — disse bem baixo, com a intenção de chocá-lo. Ela também afastou uma cadeira da mesa, o convidando para sentar.
Apolo não estava com fome. Não, ele já havia se alimentado devidamente, mas, por um momento, sentiu dó de Sandra. Pois ela — aparentemente — havia preparado aquela mesa para ele, e ele não a queria desapontar. Por isso sentou-se, e já encarou uma garrafa de vinho branco que estava posta na mesa com muito carinho.
Ele queria muito beber. Alcoolizar-se e logo após foder com Sandra em cima da mesa mesmo parecia-lhe uma opção viável para descarregar todo o estresse pelo qual estava passando e passou durante aquele dia.
Ainda era estranho para ele a irritação que sentiu por ver Nyanni com Yuri. Ele não estava entendendo nada, mas passou a acreditar que era porque queria a garota 100% focada em seu serviço e não flertando com seus estagiários.
— Muito obrigado, Sandra. Você sempre me surpreendendo.... — por alguma razão, a voz de Apolo soou mais mansa ao falar aquelas palavras e o coração da mulher saltou várias batidas.
Ela até esqueceu completamente que toda aquela comida não foi ela quem preparou, tampouco as cozinheiras que trabalham para Apolo. Todo o serviço naquela casa atrasou neste justo dia, pois ela decidiu dar uma saída no meio do seu expediente para preparar-se; foi ao salão de beleza, na manicure e também comprou aquela camisola. Ela queria a todo custo passar uma boa impressão e estava, de fato, lutando bravamente para conquistar o coração de Apolo.
E ouvi-lo falar com ela tão delicadamente a fez pensar que talvez aquilo tudo estivesse funcionando. Sandra quer arduamente que Apolo a ame. Mas isso seria tão difícil... Afinal de contas, ela sequer o ama primeiro. Seus sentimentos por ele não chegam nem a beirar o amor puro e verdadeiro que Apolo, lá no âmago do seu ser sonha em receber. Sandra só está obcecada com a ideia de estar ao lado de um homem tão rico quanto o Hoffmann, inserida no mundo em que ele vive.
A possibilidade de se tornar uma patroa, atuando ao lado de Apolo, na verdade, é o que faz o coração de Sandra bater mais forte. A ganância e a arrogância que sente não a permite enxergar a verdade em sua frente.
Pacientemente, a mulher decidiu servir a comida ao seu patrão. Ela foi lhe perguntando o que queria comer e ele lhe dizendo tudo o que estava aparentemente apetitoso. Se recusou a comer muito, apenas para não a desapontar.
E foi só colocar a primeira garfada daquela comida na boca que ele percebeu a diferença. Ora, é muito, mas muito difícil enganar um homem vivido como Apolo Hoffmann... Ele notou imediatamente a estranheza do que estava comendo, sem nem mastigar devidamente.
O tempero era completamente adverso ao que suas cozinheiras usam. Ele sabia que aquele jantar não havia sido feito em sua casa.
E digamos que, Apolo tem uma péssima experiência com comidas "estranhas". Da última vez que comeu algo vindo de um lugar extremamente duvidoso, ele acabou sendo internado por causa de uma dispepsia que lhe causou uma dor aguda no estômago, e, logo em seguida, uma intoxicação grave.
Se ele não confiar cegamente no estabelecimento em que vai comer, não o faz. E justamente por isso, ele não pensou duas vezes antes de cuspir toda aquela comida no prato. — Que porra, Sandra! — ele rosnou, se levantando num impulso da cadeira. Feito um animal irracional, ele pegou a garrafa de vinho, a abriu sem muita dificuldade e virou na boca, bebendo uma grande quantidade do líquido, que, momento que desceu pela sua garganta, lhe causou uma leve tontura. Mas nada que não esteja acostumado.
— O que aconteceu?
A mulher estava assustada, sem entender nada do que estava acontecendo. Pois, o episódio em que Apolo foi internado por intoxicação alimentar, ela ainda não fazia parte de sua vida. Sully estava com ele. — Você comprou essa droga de comida? Que merda você tem na cabeça?! — ele continuava gritando.
De repente, todo o estresse que esteve sentindo durante o dia voltou com tudo, o irritando triplamente. — Não, eu só... Apolo, eu não fiz isso-
— Sim, você fez! Não adianta mentir pra mim, eu não sou idiota!
Apolo estava se sentindo enganado. Seu surto soava completamente desnecessário, ele não precisava fazer aquele show, mas não pensou em nada naquele momento. Só queria descontar a sua raiva nalguma coisa.
Sandra até tentou se defender, falar algo que pudesse o acalmar, mas ele não permitiu. — Vá embora daqui! Tô cansado da sua cara, Sandra. Some da minha frente!!! — ordenou, sem dar ao menos a opção da mulher se defender.
Em pânico, ela fez exatamente isso. Saiu correndo dali sem nem olhar para trás, extremamente assustada e ao mesmo tempo, temerosa.
"Droga!!! O que vou fazer se perder o meu emprego?!" ela se perguntava, muito preocupada.
Uma vez sozinho, Apolo procurou por alguma funcionária para limpar toda aquela bagunça, mas se surpreendeu quando Sandra dispensou todo mundo. Ela queria que a casa estivesse vazia para que os dois aproveitassem aqueles momentos, mas tudo deu errado.
Cansado, ele prometeu, mentalmente, que resolveria aquilo tudo mais tarde. Só pegou mais uma garrafa de vinho e rumou para o seu quarto, na intenção de passar o resto do dia trancafiado ali.
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Atualizado até capítulo 71
Comments
Silvanetemelo5 Melo
isso é pra você aprender a Pollo dar liberdade demais pra ela tá se achando a dona da casa se vc vai ter problemas com ela fica esperto e vai te dar o famoso golpe da barriga
2025-01-13
1
Maria Cristina
Essa mulher vai dar trabalho, espero que ele se livre dela.
2024-05-19
1
isabel do monte
Vigia Apolo ñ acho justo dá esperança a Sandra.Sim Apolo vc tá alimentando os sentimentos dela com esses encontros sexual.Tome uma posição de homem maduro e coerente!💏💘
2024-05-17
2