• alguns dias depois...
Olhei para o meu email lotado de novas mensagens. Se tratam de currículos que muitas das interessadas em trabalhar para mim mandaram. Desde que a amiga da minha sobrinha veio até a minha casa para a entrevista, não me permiti conversar apenas com ela e sim com outras 4 candidatas.
Confesso que aquela tarefa estava me cansando ao extremo e eu já estava prestes a desistir, contratar a primeira que aparecesse na minha frente. Mesmo que a minha sobrinha tenha trazido até aqui uma moça que não parece nada com ela (no que diz respeito à sua personalidade e jeito medíocre de ser), ainda assim não queria dar o braço a torcer e admitir que ela era a única que aparentava estar pronta para assumir um cargo como o que estou ofertando.
As outras moças que vieram aqui não me agradaram nem um pouco. Claro, elas tinham currículos muito bem elaborados, muitas tinham experiência comprovada... Uma somente até mesmo tinha um diploma que poderia me interessar ao máximo. Mas eu ainda não conseguia me sentir confortável o suficiente para admitir qualquer uma daquelas, simplesmente porque não me deram confiança o suficiente para isso.
Falo sério quando digo que quero uma moça competente e capaz de trabalhar comigo. Essa tal moça não pode ser atrevida, não quero uma atirada que acabe me desconcentrando e não fazendo o seu trabalho devidamente. Duas das quatro moças que vieram depois da amiga de Marianne foram respeitosas, pareciam esforçadas mas não me convenceram completamente.
Sou um homem observador e de fato acho que seria interessante contratar uma mulher que não tenha regalias na vida. Pessoas assim se esforçam muito mais, principalmente num emprego como o que estou ofertando. Pois, sejamos sinceros e francos aqui... É uma ótima oportunidade.
Eu não queria contratar a amiga de Marianne. Não mesmo, simplesmente porque eu não queria dar a minha sobrinha o que ela quer. Notei que essa garota é muito importante para a mesma, a tal ponto de fazê-la se deslocar de sua casa até o meu local de trabalho para tentar me convencer a conversar com ela.
Pelo amor de Deus, conheço a minha sobrinha. Ela jamais se importou com ninguém além de si mesma e dos seus próprios interesses. Então, é claro que eu acharia estranho essa preocupação toda que ela está sentindo no que diz respeito à essa amiga misteriosa.
Além do meu orgulho e tensão em ceder aos caprichos de Marianne, também penso que não iria querer ceder o meu apartamento a uma completa desconhecida. Tudo bem, eu propus isso no anúncio da vaga, mas não tinha considerado o ciúme excessivo que eu tenho em tudo o que me pertence, seja o que for.
Sendo assim, não terei outra alternativa. Já adiei esse momento por muito tempo; demorei uns dias para entrar em contato e não vou demorar muito mais. Já deixei aquela garota agoniada o suficiente, simplesmente quero, nesse momento, engolir o meu orgulho e todos os sentimentos relacionados.
Procurei o seu currículo na pasta em que coloquei-o juntamente com outros pertencentes às candidatas que aqui vieram, e assim que o encontrei, disquei seu número no telefone fixo que estava do meu lado. Porém, antes mesmo que eu pudesse levar o telefone ao meu ouvido para começar a chamada, ouvi batidas na porta do meu escritório. Isso me fez bufar irritado.
— Pode entrar! — autorizei, voltando a colocar o telefone em seu lugar de origem. Não coloquei o currículo da garota a qual esqueci o nome mais uma vez de volta na pasta, eu iria ligar para ela uma hora ou outra.
— Sou eu, Sr. Hoffmann — Sandra se identificou, antes de adentrar a minha sala e surgir no meu campo de visão.
— Posso te ajudar nalguma coisa, mulher? — questionei, dando uma boa encarada nos peitos dela.
Mas eu não seria acusado de assédio por isso... Ela me permite que o faça. E tendo em vista as roupas com que me apareceu aqui, tenho quase certeza que está em busca de alguma coisa.
Sandra é a governanta da minha casa. É ela quem deixa tudo em ordem por aqui, pelo menos nessa parte não tenho com o que me preocupar pois ela lida com tudo muito bem. E além disso, ainda vai parar na minha cama quando estou entediado ou com preguiça demais de sair para me encontrar com uma outra mulher.
Ou seja, desde que a minha esposa, Sully, morreu, Sandra tem sido uma ótima distração.
O que temos não é nada sério. Eu confesso que nunca pretendi ter um relacionamento com Sandra, mesmo que ela seja uma mulher muito bonita e vistosa. Independente desses fatos, eu ainda não sinto que ela seria certa para estar do meu lado, num relacionamento assumido e público.
Entretanto, eu sei que ela nutre expectativas. Ah, se nutre... Mas quanto a isso, nada posso fazer. Já a disse inúmeras vezes que não estou pronto para um relacionamento agora e, compreensiva, ela disse que esperaria o tempo que fosse preciso. No começo, eu achei que poderia me apaixonar por ela, poderia me encantar pelo seu jeito meigo e doce.
Mas não foi o que aconteceu.
Sandra não tem nada haver comigo.
— O que você quer? — perguntei novamente, por causa do silêncio dela.
— Vim aqui só para te dar um "alô" mesmo, já faz um tempo que não conversamos. — ditas essas palavras, ela se aproximou de mim mas não de frente. Caminhou para trás de mim e colocou as suas mãos delicadas nos meus ombros, me fazendo uma massagem relaxante que foi capaz de aliviar a tensão em meus nervos.
— Você nunca aparece aqui à toa, Sandra. Diga-me de uma vez... O que você quer? — tornei a perguntar, porque os anos em que passamos juntos, trocando experiências e dividindo a mesma cama às vezes me fez conhecer um pouco da sua personalidade.
— Já conseguiu contratar a sua nova assistente?
— Ainda não, mas tenho alguém em mente. Por que a pergunta?
— Se não encontrou ninguém, eu poderia te ajudar. Não vejo problema algum em dividir as minhas tarefas, e além do mais, vai ser um prazer ficar mais pertinho de você, Apolo. — falou bem no pé do meu ouvido e eu suspirei. — Sei que você não quer contratar uma qualquer, da sua dificuldade para confiar em qualquer um. Eu sou mais que capacitada para trabalhar junto a você.
— Não, Sandra. — rebati, duramente. Falei dessa forma para que ela não acabe me retrucando. — Você já tem as suas obrigações para lidar, eu não quero te sobrecarregar, e além disso, quero que você faça o que lhe é devido da maneira mais responsável e coerente possível. Você não tem como conciliar dois serviços da forma como está pensando.
— Mas-
— Sossega no que você está fazendo. Eu já tenho uma pessoa em mente e vou contratá-la caso passe pela experiência. Quanto a isso, você não precisa se preocupar. É problema meu.
Sem mais, ela não falou nada sobre. Não me refutou e tampouco tentou me convencer do contrário. Mas como é ardilosa, Sandra colocou as mãos no meu quadril e apertou-me num ponto específico, sussurrando em meu ouvido, mais uma vez — Não sabe o quanto eu senti saudades, chefinho. — seu tom é carregado de malícia e segundas intenções.
Olhei para o telefone e o currículo da amiga de Marianne que estava ali em cima da minha mesa. Tinha de resolver aquela situação hoje mesmo, já que preciso de uma assistente o mais rápido possível, estou prestes a enlouquecer.
No entanto, confesso que tenho andado muito estressado e tenso. Preciso relaxar nesse momento e esquecer dos meus problemas. Mais tarde, resolverei essa pendência que tanto tem me dado dor de cabeça.
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Meninas, guardem bem esse nome: Sandra. Ela vai fazer muita gente passar raiva nessa narrativa 👀🤭
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Atualizado até capítulo 71
Comments
Josiane Alves
Já estou até vendo, Sandra implicando com pobre menina
2024-12-15
0
Reilta Elias
por isso que ela já tratou de especular a Nyanne viu que era jovem já ficou com ciúmes.
2024-11-21
0
Veranice Zimmer Ferst
Que nojo 🤮🤮🤮 tem mulheres sem caráter mesmo está Sandra e muito safada e nojenta mesmo ele também não presta não muito burro não vê que a Sandra e falsa muitas ruim mesmo!¡!
2024-06-10
6