Ele estaciona dentro de uma garagem no subsolo de algum lugar que eu nunca sequer pensei que existia. Há funcionários correndo de um lado para o outro, parando ao lado do Alex no carro, no momento em que ele estaciona, abrindo a porta para o princeso. Cada um começou a fazer uma coisa: pegar o casaco; tirar os sapatos dele; colocar outro sapato em seus pés; e então liberar espaço para que Alexsandro pudesse vir até mim e abrir a porta, oferecendo a sua mão como apoio para me ajudar a sair.
— Mas o que está acontecendo?— perguntei assim que os funcionários tentaram fazer a mesma coisa comigo.
— Protocolo de segurança. Por favor, amore mio, siga o protocolo.
Sua voz foi tão meiga ao falar essa frase que cedi sem ao menos perceber. Em um piscar de olhos eu já estava com sapatos diferentes e sem o meu blazer. Não tenho a mínima ideia de onde eu estou. Isso deveria me preocupar, mas, por algum motivo, Alex nunca me preocupou.
— Que lugar é esse?
— Meu centro de treinamento. É aqui que treino e realizo o preparo dos integrantes da máfia. Está vendo todas essas pessoas ao seu redor?— questionou no momento em que entramos em um enorme corredor com várias pessoas. Assinto, respondendo a sua pergunta.— São todos da máfia, e não podem falar nada para nenhuma autoridade.
— Como você pode garantir isso? Seres humanos não são nada confiáveis. Você já devreia saber disso.— refutei.
— E eu sei, Diavoletta. Garanto isso porque aqueles que quebram a Omertà pagam com a vida. Eles tiveram um exemplo disso há mais ou menos um mês atrás, então não ousam nos dedurar. Além de que eles vivem sem nenhuma dificuldade por conta da máfia, seria um caso de extrema ingratidão.
Paramos em frente a uma porta preta alta, com alguns adornos em dourado, muito bonita, e logo um funcionário se aproximou para tentar abrir, mas o impeço com apenas um olhar, fitando os olhos de Alexsandro em seguida.
— Você não tem mãos? Desde que chegou aqui a única coisa que você fez foi abrir a porta para mim.
— E você deveria se orgulhar disso. Nunca abri a porta para ninguém em toda a minha vida.
Arqueio uma sobrancelha, olhando para ele com os olhos semicerrados. Caralho, Alex é tipo um príncipe. É ridículo ver toda essa situação. Eu não entendo a dificuldade de abrir uma porta ou trocar os próprios sapatos, e estamos no "mesmo" mundo.
— Não é o que você está pensando. Temos um código a seguir. Sabe quantos chefes da máfia já foram mortos ao encostar em uma mísera maçaneta que continha veneno?— Nego.— Muitos. Dezenas. Então uma das medidas foi que o chefe jamais encostará em algo que não foi examinado, e caso seja preciso, o funcionário mais perto deve fazer o que é preciso.
Foi como se ele tivesse lido a minha mente, pois sanou as minhas dúvidas. Eu sou tão fácil assim de ler? Alex olha para o funcionário novamente, e ele logo abre a porta, que revela uma incrível arena de tiro, totalmente equipada com os mais diversos armamentos e alvos. É explêndido.
— Quer treinar?
— Você ainda pergunta? É claro que eu quero.
Vou imediatamente até uma mesa perto de nós, que contém algumas armas em cima. Analiso uma por uma, admirando cada pequeno detalhe, e então pego uma 12, apontando para um dos alvos que se mexe a uns cem metros de distância de nós.
— Diavoletta, você sabe atir...?— Antes que Alex pudesse terminar a sua fala, atiro no alvo, acertando a sua cabeça. A expressão de surpresa de todos ao meu redor foi maravilhosa de se ver, e eu poderia ficar admirando isso por muito mais tempo. Volto meu olhar para o lindo homem ao meu lado, lhe lançando uma expressão de completo deboche.
— O gatilho está danificado. Se eu fosse você jogaria fora. Vai que uma CEO se sinta subestimada e acabe apontando a arma para você fingindo que iria atirar, mas pelo gatilho estar horrivelmete ruim ela poderia causar uma fatalidade. Eu preferiria me prevenir.
Aponto a arma para Alexsandro, fazendo uma pequena ameaça, e logo uma funcionária que estava mais próxima de nós apontou a sua arma para mim. Abaixo a 12, assustada com a ação repentina da mulher, ou melhor, com a coragem dela. Não demorou para que Alex tirasse uma pistola de um coldre escondido na sua roupa, apontando para a mulher e lhe dando um tiro na mão, totalmente certeiro.
— Ouse apontar a arma para a minha mulher novamente e acertarei a sua cabeça — ameaçou.
— Senhor, ela apontou a arma para o senhor após realizar uma ameaça. É nosso dever prevenir para que nada aconteça.
— Mesmo se ela atirasse em mim você não teria o direito de ousar sequer pensar em apontar a arma na direção dela. É melhor aprender a respeitar a futura dama da máfia.
Lhe lanço um sorriso sarcástico enquanto ela é levada para realizarem os cuidados necessários na sua mão.
— Futura dama da máfia?— pergunto, voltando o meu olhar para Alex.
— Num futuro não tão distante. Não se preocupe, isso não vai acontecer de novo. Agora deixe-me cuidar dessa arma.
Ele retira a 12 das minhas mãos, entregando-a para um dos homens perto de nós.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Simone Silva
parabéns autora pelo seu livro ❤️ por favor colocar mais capítulos quando você puder ❤️
2024-06-27
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