CAPÍTULO 9

Chego rapidamente ao local onde minha equipe está reunida, e logo o senhor Drummon sai de sua casa. Observo discretamente as pessoas escondidas, e pelo jeito que o homem à minha frente está posicionado, percebo que é o Leonardo. Sussurro para ele:

— Atire na perna esquerda.

Ele assente e dispara. As duas mulheres que estavam próximas correm para dentro da casa para neutralizar qualquer presença e recolher qualquer item de valor ou que possa nos incriminar. Enquanto isso, eu e Leonardo avançamos em direção ao traidor.

— Socorro! — grita o senhor Drummon, mas logo o silencio com um pano impregnado de sonífero.

— Ele gritou. Deve ter chamado a atenção de alguém na vizinhança. Tomamos todas as precauções com os silenciadores e fomos cautelosos, e mesmo assim esse traidor faz isso — comenta Leonardo.

— Infelizmente. Mas ele quebrou a Omertà, então é possível que a polícia esteja por perto. Avistei uma viatura na esquina quando estava chegando.

As mulheres saem da casa com documentos e dinheiro em mãos.

— Não havia ninguém, mas desconfiamos de alguns homens na casa ao lado.

Ouço o som de folhas secas sendo pisoteadas atrás de mim, e me viro, atirando na cabeça de um homem que surge, seguido por mais quatro. Todos têm o mesmo destino.

— Eram policiais. Coloquem Drummon no carro. Levaremos os corpos para remover as balas e queimar tudo, deixando um aviso para a polícia.

Todos concordam, e Mikaela e Gabriele levam o traidor para o carro, enquanto eu e Leonardo lidamos com os corpos, colocando-os no porta-malas.

Assumo o volante e partimos rapidamente dali, em direção a um galpão abandonado nos arredores da cidade.

— Faremos o de sempre com ele, senhor? — pergunta Gabriele, assim que chegamos.

— Sim. Vocês duas podem cuidar disso conforme o protocolo, deixando cada parte do corpo como uma mensagem para a polícia, mas sem deixar rastros. Eu e Leonardo nos ocuparemos dos outros cinco corpos.

— Entendido, senhor.

Olho para o homem ao meu lado, mas mesmo que eu tente, não consigo identificar seu rosto. Reconheço-o apenas pelos comportamentos e pelo tom de voz. Essa é uma das razões pelas quais mantenho minha equipe tão reduzida. São apenas cinco, já que meu consigliere está ocupado com outra missão.

— Vamos. Temos trinta minutos.

Leonardo concorda, e nos apressamos para lidar com os corpos. Nunca deixamos rastros, garantindo que não haja cabelos, impressões digitais ou evidências que nos conectem aos crimes. Essa é a chave para nossa eficiência em missões cruciais.

Com os corpos incinerados, mais dois carros chegam ao local, trazendo nossos motoristas. Eles nos ajudam a lidar com as cinzas, enquanto eu me dirijo ao interior do galpão, onde as duas mulheres me esperam para concluir o trabalho com Drummon.

— Eu tinha que fazer isso. Mas avisei várias vezes que, se o chefe de vocês não se apresentasse para mim, tomaria essa atitude. É consequência dos seus atos — digo, enquanto ele grita, apesar dos ferimentos.

— Por que você quer tanto me ver? Eu sei que sou bonito, mas prefiro mulheres, sabe?

Ele não percebe minha verdadeira voz, já que sou o único que fala nas missões, graças a um modificador de voz.

— Você é um covarde. Não quis se mostrar e agora age assim?

Coloco minha mão em seu pescoço, apertando-o.

— Por que queria saber quem sou? Para entregar à polícia? Sei que está com três escutas em suas roupas, e vou deixar um aviso para quem quer que esteja ouvindo. Não se intrometam no meu caminho. Se atrapalharem 0,0001% de uma de minhas missões, conhecerão o inferno.

Solto o pescoço do homem, que tenta lutar contra meu aperto, e removo todas as escutas de seu corpo, usando um dispositivo para desativá-las. Me aproximo de seu ouvido, colocando minha arma em seu pescoço.

— Se queria tanto saber quem sou, vou revelar. Meu nome é Alexsandro Capello.

Não espero para ver sua expressão de espanto. Atiro, silenciando-o para sempre. Seu sangue respinga em parte de minha roupa, queimarei tudo que estou usando.

Olho para as mulheres e os homens ao meu redor, autorizando-os a concluir o trabalho. Então, entro em meu carro e ligo o piloto automático, trocando de roupa.

Assim que termino, já estou em casa. Deixo que meus funcionários cuidem do carro e das roupas queimadas. Subo para meu quarto, passo perfume e pego meu telefone ao ver cinco chamadas perdidas de Bella. Retorno imediatamente.

— Diavoletta, o que houve?

— ... Então você atendeu — sua voz soa embriagada.

— Onde você está?

— Não é da sua conta. Você não atendeu na primeira vez que liguei. Mas aqui está bem legal. Muitas luzes de LED e um bar com bebidas incríveis. É incrível! — ela ri após falar. Mas pelas dicas, identifico o local.

— Chego em dez minutos.

Mais populares

Comments

Aninha🌹

Aninha🌹

assisti um filme uma vez o rapaz tinha esse mesmo problema não via os rostos mas era um trauma pela partida da mãe mas ele volto a ver será que ele vai ver direito

2024-06-16

2

Ver todos

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!