CAPÍTULO 16

Sento na cama para colocar o meu relógio e logo ouço a porta do banheiro sendo fechada. Assim que me viro, vejo Bella vindo até mim. Ela está vestindo as roupas que comprei para ela, e está maravilhosa. É uma camisa de manga e gola alta, uma saia preta, um blazer listrado cinza, preto e branco, além de luvas e tênis preto. As peças realçam sua figura elegante e seu estilo único. Já eu estou vestido com uma camisa preta, calça e um cinto da mesma cor, um casaco cinza junto com luvas e sapato preto, completando um visual sofisticado e alinhado.

ALEXSANDRO:

BELLA:

Me levanto da cama após terminar de colocar o meu relógio e vou até Bella, segurando o seu rosto com carinho e lhe dando um beijo. Seu perfume doce e familiar invade meus sentidos.

— Até que você tem um bom gosto para roupas, Alex — Ela comenta com um sorriso travesso, apreciando a escolha.

— Um de nós teria que ter bom gosto, né? — Sorrio após a provocação, e Bella me dá um leve tapa no braço, fazendo uma expressão de completo ultraje. — Vamos, Diavoletta — digo, segurando a sua mão e sentindo a conexão entre nós se fortalecer.

Guardo nossos pertences na bolsa dela, colocando-a no meu ombro e pegando o vestido que ela usou ontem à noite. Bella observa, sua expressão curiosa.

— Você sabe onde tem paintball? — Ela questiona assim que saímos do quarto, sua voz cheia de entusiasmo.

— Você gosta de atirar?

— Sim. É por isso que gosto de paintball.

— Então tenho um lugar melhor — respondo, intrigando-a ainda mais.

Bella me olha com os olhos semicerrados e uma das sobrancelhas arqueadas, mas não questiona nada. Entramos no elevador e aperto o botão do térreo, mas assim que as portas iam fechar, um homem para colocando a mão no vão, fazendo as portas abrirem novamente. Sua presença inesperada quebra o momento de antecipação.

Não reconheço o homem, e mesmo se o conhecesse, não iria saber quem era. Mas ele parece saber quem eu sou, e isso é extremamente amedrontador. Evito olhar para ele, no entanto, assim que as portas fecham, ele se vira para nós com um sorriso confiante.

— Senhor Capello, que bela coincidência! Minha secretária entrou em contato com o seu assistente, mas ele disse que o senhor estava muito ocupado nesse mês — Ele olha para a minha mão e de Bella, arqueando uma sobrancelha. — Agora vejo com o que estava ocupado.

Não reconheço o homem de jeito nenhum, nem mesmo com sua voz e o jeito arrogante, e muito menos com a informação de que entrou em contato com o meu assistente, pois dezenas de pessoas falam com ele diariamente.

— Nós nos conhecemos? — questiono, tentando entender a situação.

— O senhor não se lembra de mim?

— Não me recordo do senhor.

— Sou Breno Willians, assumi a empresa do meu pai há pouco tempo. Tentei falar com o senhor ontem no evento beneficente, mas não o encontrei.

As portas do elevador abrem no saguão, e logo saímos, indo em direção ao balcão. O ambiente luxuoso do hotel contrasta com a tensão do encontro inesperado.

— Saí cedo do evento, tive um compromisso. Estou realmente ocupado esse mês, mas se surgir espaço na minha agenda, entrarei em contato com a sua secretária.

— Sério? Muito obrigado, senhor! Estarei aguardando.

Breno se afasta, indo em direção à saída do hotel, enquanto eu e Bella vamos até o saguão e eu entrego o cartão do quarto para a atendente. Bella me observa com curiosidade.

— Você conhece ele? — Bella questiona.

— Não. Nunca vi ele em toda a minha vida.

— E você vai arrumar espaço na sua agenda para ele?!

— Claro que não. Lido com pessoas assim todos os dias. Você tem que aprender a blefar, Diavoletta, senão continuarão a te irritar.

Pego o meu cartão e realizo o check-out do hotel. Logo saímos, indo em direção ao meu carro, que um funcionário havia acabado de estacionar na nossa frente. A manhã estava clara e ensolarada, criando um contraste com o encontro desconcertante.

Abro a porta para Bella e dou a volta no veículo, indo para o lado do motorista, e então começo a dirigir em direção a uma das minhas propriedades. Assim que paramos em um sinal vermelho, faço uma ligação para o meu assistente.

— Senhor Capello, o que houve? — a voz de Henry soa eficiente do outro lado da linha.

— Henry, quem diabos é Breno Willians?

— É um homem que acabou de herdar a empresa de fósforo do pai. Ele tentou entrar em contato com o senhor semanas atrás, mas dei um jeito de o recusar, pois estão em alguns problemas financeiros muito graves. Mas por que a pergunta?

— Ele encontrou comigo no elevador. Mas de qualquer forma, esqueça ele, não iremos fazer negócios de forma alguma. Te liguei para que você mande prepararem o centro de treinamento.

— Para quê, senhor?

— Irei treinar tiro hoje.

— Okay, irei providenciar.

Desligo a ligação e olho para Bella por alguns segundos, vendo sua expressão confusa. Ela não entende nada do que dissemos, já que estávamos conversando em italiano.

— Do que vocês estavam falando?

— Mandei meu assistente preparar o lugar que iremos. Você vai gostar — respondo, com um sorriso misterioso, enquanto continuamos nosso caminho.

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Comments

Madalena

Madalena

muitos parabéns por todos os livros mas este está um pouco demorado mas até entendo mas por favor mais rápido sou muito ansiosa bjd

2024-06-29

1

Simone Silva

Simone Silva

parabéns autora pelo seu livro ❤️

2024-06-27

1

Ver todos

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