CAPÍTULO 12

Desvio o olhar do Alexsandro, mantendo a minha atenção em qualquer pessoa que não seja ele, mas o bendito faz questão de falar comigo.

— Diavoletta, olhe para mim.— Relutante, ergo o meu olhar para os seus olhos, mais escuros que qualquer obsidiana, e então percebo que a gravata do seu terno é do mesmo azul que o meu vestido, o que faz parecer que estamos combinando, e isso não é bom.— Amore, você falou para eu esperar um mês, mas... está difícil ficar longe, por mais que você tentou ao máximo nessa última semana.

— Não é para tanto, Alex.

— Ah, mas é sim. E você está maravilhosamente deslumbrante neste vestido. Bella Armani, você é uma verdadeira representação da tentação.

— Você é muito dramático.

— Eu sou dramático? Desculpa, se não consigo ficar longe da mulher que eu am...

— Senhor Capello, senhorita Armani, como vão?— Uma voz masculina interrompe a fala de Alex bem na hora errada, bem quando ele ia me chamar de "mulher que eu amo". Que caralho, em.

— Olá, senhor Helley, como vai a empresa?

— Estamos seguindo. Minha secretária mandou um e-mail para o seu assistente sobre uma reunião e possível parceria. Não fora notificado?

— Ainda não. Estive muito ocupado ultimamente.— Ele olha ao redor.— Me dê licença, vou pegar uma bebida.

Alexsandro solta a minha mão, me deixando sozinha com esse homem que me analisa de cima a baixo desde que me viu, olhando-me com os olhos repletos de luxúria. E é bom ele parar com isso e não tentar nada, pois fui muito bem criada para não aceitar esse tipo de coisa.

— Senhorita Armani, seu irmão não veio hoje?

— Não. Ele anda muito ocupado.

O senhor Helley se aproxima de mim, ficando ao meu lado. Já ouvi falar dele, meus pais não gostam nada da empresa do pai dele depois que ele assumiu, parece que é o maior arrogante que já viram.

— Fiquei sabendo sobre o que houve com o seu ex namorado, senhorita Armani. Meus pêsames.

— Já tínhamos terminado fazia um tempo, não dedique suas condolências a mim.

Olho ao redor do salão, procurando por Alex, e o vejo na mesa de bebidas, com duas taças de vinho na mão, mas foi parado por dois casais. Nós somos como presas nesses eventos, sempre rodeados de predadores que mais parecem um carrapato.

— Com licença, senhor Helley — digo, tentando me afastar, mas o homem segura o meu braço, me impedindo de continuar. Fito o seu toque, e ele imediatamente me solta.

— Não precisa ir tão cedo, senhorita Armani. A senhorita tem algo com o senhor Capello? Estão combinando hoje.

— É coincidência, senhor.

— Então está disponível.

— Não usaria essas palavras.

Ele se aproxima de mim, passando por mim e colocando a sua mão nas minhas costas, movendo até a minha bunda, onde ele apertou, mesmo com o vestido.

Irritada com as suas ações, dou um chute giratório, que acerta o rosto dele em cheio, fazendo-o cair no chão com tudo. Ajeito minha roupa após colocar o pé no chão, e então muitas pessoas vêm ao nosso redor, tentando saber o que aconteceu.

— Filho? Meu deus, você está louca? Como pôde bater nele?— O pai do senhor Helley diz, se abaixando para acudir o seu filho, que está quase nocauteado e com o nariz e a boca sangrando.

— Com a mesma coragem que ele teve de me assediar.

— Isso não é motivo de agressão.

Sinto uma mão tocar o meu ombro, e então o homem se cala ao olhar para alguém atrás de mim, e quando ele dá um passo à frente, vejo ser o meu pai. Ele sorri para mim, como se aprovando a minha ação, e então se abaixa para analisar o estado do homem que eu chutei.

— Caralho...

— Viu o que a sua filha fez, senhor Armani? O meu filho não merecia isso.

Alguns funcionários tentam passar para ajudar o homem ferido, mas são impedidos pelo olhar do meu pai.

— Concordo com o senhor — Dante diz, e eu fico desacreditada, como ele pôde defender aquele homem?— Porra, Bella, você deveria ter chutado mais forte, filha. Eu te ensinei.

O sorriso no rosto do homem sumiu na mesma velocidade da qual apareceu. E então eu sorrio para o meu pai, que se levanta e para ao meu lado, olhando com ódio para a cena na sua frente.

— Seu filho assediou a minha filha, eu estava olhando tudo e as câmeras também gravaram. Eu avisei que era para você criar o seu filho para respeitar as mulheres, pois ensinei a minha filha a descer a porrada caso fosse necessário. E acho que foi muito leve o golpe que ela desferiu.

Ele olha ao redor, notando a quantidade de pessoas olhando toda a situação, mas duvido que alguém fique do lado do senhor Helley.

— Como está o seu pé, amor?— Ouço minha mãe perguntar, e então volto a atenção para ela.— Tá doendo?

— Não, mãe.

— É que deve ser ruim chutar lixo.

Rio da sua fala, e ela logo me abraça, sussurrando um "muito bem", e então volta ao lado do meu pai, que diz:

— Voltem ao que estavam fazendo. Não tem mais nada para olhar.

Todos obedecem ao que Dante falou, e ele sorri para mim antes de ter mais algumas pessoas à sua volta, tentando ser parceiros de negócios. Normalmente, eles tentam falar comigo, mas não sou condescendente, e após falharem vão atrás dos meus pais, porém, eles também não aceitam.

— Eu fico longe por alguns minutos e você mete um chute na cara de um filho da puta? Cacete, Diavoletta, você é incrível.

Me viro para a direção da voz de Alex, pegando uma das taças na sua mão, tomando um longo gole.

— É cada homem desprezível que tem nesse meio, que me enoja muito.

— Concordo contigo. Mas não vou sair de perto de você hoje, venha, vamos nos sentar, cansei de ficar de pé.

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Comments

Adriacmacez

Adriacmacez

Isso "Diavoletta", é pra desce a porrada msm kkkkkkkkkkkk🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭

2024-07-07

3

Simone Silva

Simone Silva

parabéns autora pelo seu livro ❤️

2024-06-01

2

Ver todos

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