Já faz alguns minutos que acordei e estou encarando a pequena mulher em meus braços, apreciando cada detalhe do seu rosto. A calma com que ela dorme ao meu lado é indescritível; seus traços suaves contrastam com a luz suave que invade o quarto. Acaricio seus cabelos de leve, e não demorou para que Bella abrisse os olhos.
— Bom dia, amore mio.
— Bom dia.
Deixo um beijo no topo da sua cabeça, abraçando-a um pouco mais forte, tentando prolongar o momento que sei que logo acabará. Bella sorri para mim, segurando meu queixo para beijar os meus lábios com doçura.
— Que horas são? — Ela pergunta assim que paramos o beijo, se desvencilhando de mim para sentar na cama.
— Quase onze da manhã.
— O quê? Meu Deus, Alex, eu tenho uma reunião daqui a dez minutos! É o dia com mais compromissos e reuniões.
Ela começa a levantar da cama, mas eu a puxo para perto de mim novamente, mantendo-a parada.
— Diavoletta, você sabe que dia da semana é hoje?
— É segunda, não? — Estalo a língua com a sua resposta, segurando uma risada, divertindo-me com a situação.
— Amore, você tá muito perdida. Hoje é domingo, você não tem nada na agenda.
A expressão de espanto dela foi hilária, mas tive que morder os lábios para não rir, e Bella me deu um tapa de leve no ombro.
— Para de rir de mim. Eu jurava que hoje era segunda. O evento não iria ser no domingo?
— Sim, mas você se lembra que eles mudaram para sábado duas semanas atrás? Acho que você esqueceu de adaptar a sua mente. Ainda bem que não cometeu mais nenhum erro.
— Como assim?
— Já pensou se você viesse toda arrumada que nem ontem achando que o evento ia ser hoje? Ou pior, confundisse reuniões ou viagens? Ai, ai, a idade chega para todos.
Ela abre a boca, indignada, e então senta na cama, com os braços cruzados, parecendo uma criança birrenta.
— Você que é o velho.
— Velho? — Começo a me aproximar dela, encarando os seus lindos olhos. — Vou te mostrar que não estou nada velho.
Beijo seus lábios, segurando seu rosto com uma mão, intensificando cada vez mais. Bella sorri entre o beijo, e assim que minha outra mão começa a se aproximar da sua barriga, ela se desvencilha de mim, saindo da cama.
— Alex, está de manhã. Vamos aproveitar o dia para outra coisa.
— Tipo o quê? — questiono, deitando de lado na cama.
— O que acha de paintball? Podemos jogar um contra o outro.
— Talvez eu não possa... — respondo, estalando a língua.
— Por quê?
Meu celular começa a tocar no instante em que Bella questiona. Olho para o visor lendo o nome do meu assistente, e então volto a atenção para a mulher à minha frente, vestida somente com a minha camisa.
— Tenho uma missão daqui a uma hora. Mas tenho que confirmar uma coisa contigo antes.
— Qual?
Levanto da cama, me aproximando de Bella.
— Vai me aceitar? Você revelou ontem, Diavoletta, que me ama. Me aceita logo.
Ela olha para todos os lados, menos para mim, e então morde o lábio inferior, provavelmente nervosa, mas logo volta a atenção para mim, fazendo-me sentar na cama. Seus olhos encaram os meus a todo instante.
— Tem a promessa, você sa... — Não consigo terminar minha fala, pois Bella beija meus lábios, calando minha boca.
— Eu sei que tem a promessa, mas eu te aceito com ou sem a promessa, Alex. Eu deveria ter te escolhido desde o início.
Sorri para ela, sentindo o calor reconfortante do seu corpo conforme a seguro delicadamente em meu colo. Seus cabelos macios roçam contra meu queixo enquanto eu deposito beijos suaves e carinhosos no topo da sua cabeça, uma expressão de felicidade se formando em meus lábios.
— Isso é um sim? — pergunto, meus olhos brilhando intensamente de expectativa, buscando a confirmação que eu tanto esperava.
— É claro que é um sim! Mas agora que eu te aceitei, você não poderia ir jogar paintball comigo?
— Amore... — sussurro ternamente, sentindo os lábios de Bella contra meu pescoço, seus beijos leves como borboletas. — Tá bom, eu fico com você.
— Isso! Eu vou me arrumar em alguns minutos. Já conheço um lugar perfeito para irmos jogar paintball. Vai ser muito legal! — Ela me brinda com um beijo rápido na bochecha antes de se afastar animadamente em direção ao banheiro, sua voz cheia de entusiasmo.
Sorrio de lado, apreciando o momento, enquanto estico meu braço para alcançar meu celular sobre a mesa de cabeceira. A superfície fria do aparelho contrasta com o calor que ainda sinto da presença dela. Rapidamente, disquei o número do meu assistente.
— Senhor Capello, até que enfim atendeu. Estamos todos aqui, onde o senhor está?
— Henry, não vou conseguir ir.
— Como assim? Quer que eu mande um carro, senhor?
— Não, Henry. Eu estou bem. Adie essa missão. Os policiais estão rondando o local, então não poderemos agir com o plano. Recuem. Retornaremos tudo quando eu decidir que devemos voltar. Mas pagarei pelo tempo perdido. Ok?
— Okay, senhor.
Desligo a ligação com um suspiro resignado, deixando meu celular cair descuidadamente em cima da cama antes de entrar no banheiro, onde eu poderia finalmente focar no momento presente, esquecendo temporariamente as responsabilidades que aguardavam.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 60
Comments
Andrea Freire
Ele deve ter roupas pra ela lá, porque eles dormiram no hotel e estavam com roupas de festa
2024-07-28
0