CAPÍTULO 4

— Você não fez isso, fez? — questionei, mas já sabia a resposta.

— É claro que eu fiz isso. Com as minhas próprias mãos ainda. Eu te prometi, Diavoletta, e agora você terá que cumprir a sua parte.

Respiro fundo e pego o copo — vazio — da mão dele, caminhando até a cozinha para o deixar na pia. Logo, me viro para a direção de Alex e seguro na bancada.

— Me dê uma semana. Pode ser? Só uma. E garanto que vou cumprir a minha parte da promessa. Mas você não deve ficar me perturbando nesse tempo.

— Para quê tanto tempo, amore mio? Posso te dar uma amostra se iremos ficar tanto tempo separados?

Alexsandro começa a se aproximar de mim. Sua figura imponente e alta me deixando ainda menor do que já sou, e assim que olho os seus olhos percebo aquele brilho de sempre, como se somente eu existisse; como se ele enxergasse somente a mim e ninguém mais. Alex segura a minha cintura, trazendo o meu corpo de encontro com o seu. Meu coração acelera muito, algo que eu não tinha com Rafael, e para falar a verdade, eu só aceitei ele porque achava que ficaria estranho a minha relação com o meu amigo.

— Alex, mas e a Mary? — pergunto, olhando para qualquer coisa e tentando não focar nas sensações que os beijos molhados dele no meu pescoço deixam.

— Eu quero que ela se foda. Diavoletta, eu só tenho olhos para você, sempre tive.

— Mas eu não... estou preparada ainda.

— Vamos, amore mio, não é a primeira vez. E você sabe muito bem disso.

Começo a me lembrar de três anos atrás, quando meu ex me convenceu a deixar o nosso relacionamento aberto, citando várias coisas positivas. Nunca gostei de poligamia, mas queria experimentar outras coisas, afinal, estávamos juntos desde os meus dezesseis anos. E foi então que Alex ficou sabendo. Eu já era maior de idade, tinha quase vinte anos, e ele começou a ser como sempre: carinhoso, gentil e obsessivo, e assim eu cedi. Minha primeira vez foi com ele, pois nunca confiei tanto no Rafael, e após isso transamos mais uns três dias, até que eu e o meu ex fechamos o relacionamento novamente.

Eu sei que eu deveria ter ido atrás do Alex e largado o outro, porém, eu estava com uma dependência emocional com ele tão forte na época que não consegui terminar.

A pegada do Alex se intensifica, e então meu corpo inteiro começa a arrepiar, principalmente quando os seus lábios tomaram os meus, pois ali eu já perdi completamente os meus sentidos, estava entregue e à mercê dele. À mercê da obsessão de um mafioso!

— Como eu queria... — começou, buscando fôlego ao separar os seus lábios dos meus — que o seu coração me amasse do mesmo jeito que a sua boca ama a minha. Ou que, pelo menos, arrepiasse do jeito que a sua pele arrepia.

Sua voz se tornou um sussurro rouco por conta do desejo que ele nem se preocupa em esconder. Alex me pega no colo e me coloca em cima da bancada da cozinha, num local que não havia nada para atrapalhar. Sua boca estava colada na minha mais uma vez, me deixando longe de qualquer pensamento que não seja ele, e somente ele.

Assim que Alex morde o meu lábio inferior, aproveito para buscar um pouco de oxigênio, e sinto o seu sorriso se intensificar.

— Diavoletta, amore mio, você me dá a sua permissão?— Sua voz me causou mais uma onda de arrepios, e não demorou para que eu concordasse sem sequer hesitar, e logo Alexsandro estava levantando o meu vestido, deixando-a amarrotado na minha cintura e colocando a minha calcinha de lado.

Não abri os meus olhos, só estava sentindo tudo, pois era o que eu mais gosto nele, desde a nossa primeira vez, Alex sempre se preocupou com o que eu sentia, e fazia questão que eu notasse todos os seus movimentos.

Em questão de segundos, seu pau começou a entrar em mim, e meu corpo o recebeu de muito bom grado. Eu já estava excitada demais, e só a presença dele fazia isso comigo. Não sei porque eu não o escolhi no começo, talvez estava sob alguma rebeldia adolescente. Sempre foi ele, sempre. Eu não posso negar isso, no entanto, eu tenho certeza que nunca irei conseguir falar isso em voz alta para que ele ouça, afinal, Mary está incluída nisso.

Os movimentos de Alex começam sutis, mas não demoram a aumentar a velocidade. Ele enfim deixa os meus lábios descansarem, movendo os seus beijos para o meu pescoço, onde cada beijo, mordida ou lambida me trazia uma série de arrepios diferentes, e o mesmo parecia amar isso.

Seus movimentos se intensificam ainda mais, atingindo o meu ponto G, e não pude conter os meus gemidos, que cada vez ficavam mais altos. Alex afunda a cabeça no meu pescoço, deixando um gemido gutural no meu ouvido, enquanto o meu corpo começava a tremer, indicando que estava perto de gozar.

Ele parece perceber isso, pois seus movimentos ficam tão fortes que tenho que cravar as minhas unhas na parte das costas do seu terno, me segurando. A onda de prazer fica cada vez mais evidente e forte, e não demorou para que o meu corpo se rendesse a essa sensação, me entregando ao mafioso.

— Porra, Diavoletta, eu me perco quando estou com você.

Depois de mais quatro estocadas, Alex atinge o seu ápice, se segurando na bancada e deixando a sua cabeça no meu peito para recuperar todo o fôlego perdido. Acaricio os seus cabelos e me apoio com os cotovelos na bancada, deixando-o mais deitado.

— Caralho, Diavoletta. Você é maravilhosa.

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!