- Esse é outro mundo que criei, apareci bem no meio da selva. - Eu falava enquanto caminhávamos na estrada. - Eu trabalhei duro para fazer essa estrada e achei uma vila no caminho.
Seguíamos pela estrada de tijolos de pedra rumo a oeste em direção a minha vila construida na selva. O sol Nascia entre as árvores folhosas e os monstros morriam com seu calor. No alto se via os fantons pegando fogo, apesar da densa folhagem.
Passamos por uma montanha e entramos dentro dela. A caverna tinha três metros de altura e era iluminada com lâmpadas de redstone. Elas nunca se apagavam, mesmo de dia, porque a caberna era longa e escura. Myrelle andava com as garotas e eu ia na frente com José, Jonatha e Pedro.
Não demorou muito para ver as imensas muralhas feitas de tijolos negros de rocha do nether, o muro leste, com uma torre no centro feita de tijolos do fim, branca gelo, com um portão imenso na entrada.
Torres baixas com fogo se viam por toda a extensão dos muros, e dos mesmo muros viam se ejetores por onde uma enxurrada de flechas sairiam quando fossem ligados.
- O que são essas torres? - Perguntou Pedro.
A torre respondeu com bolas de fogo saindo delas e indo para nossa direção. As outras na lateral da estrada responderam lançando bolas de fogo também. Nós tentamos nos desviar, mas era complicado com uma metralhadora dessas.
- corram!!?? - Eu gritei.
- Phelipe e suas armadilhas mortais!! - Gritou Anabele.
- São bonecos de neve. Eles jogam bolas de neve em tudo o que se mover, mas pensei que fossem somente em monstros, não em nós.
O portão da cidade estava fechado. Batemos freneticamente em busca de respostas. Mas nada. Então eu lembrei de uma alavanca oculta no meio das pedras, achei e acionei ela. As portas fizeram som de rangido e subiram revelando aldeões assustados.
Quatro aldeões de roupas de couro, capacete e arco e flechas na mão apareceram com as armas erguidas para nós. Eles traziam capacetes com viseira escura, seus rostos não eram visíveis.
- O que está acontecendo aqui? - Falou um homem que se aproximava. Ele era magro, baixo e usava uma longa bata de padre, rocha, que parecia ser feita de pano grosseiro. - É assim que tratamos nossas visitas?
Os soldados baixaram a armas.
- Me desculpem. É que desde nosso sacerdote foi levado, nós estamos agindo com um pouco de cautela com novos visitantes. Olá, meu nome é Kiri, sou o sacerdote interino dessa vila.
- Olá senhor Kiri. - Eu falei. - Nós viemos, bem, somos de outra dimensão, se bem me entende.
- Sim, eu sei, recebemos muitas visitas dos povos lá de cima. - Ele falou cordialmente. - Mas venham até minha moradia, vamos sentar e beber algo.
A vila foi construída num quadrado perfeito. com casas para parecer casas de pessoas que moram na selva. Feitas com madeira da própria selva. Os aldeões geralmente tinha a pele escura, o cabelo liso e usavam roupas de couro colorida com estampas de onça, tigre ou outros animais.
- Essa vila é diferente. - Disse Myrele. - Não sabia que havia vilas de selvas em minecreft.
- Bem, há mas eu nunca as encontrei. Essa vila foi quem a construí para ficar parecido com as tribos indígenas na Amazônia. com casas ao redor de uma casa maior no centro da vila. E telhado de folhas da selva.
Fomos conduzidos entre os aldeões que felizes realizavam seus afazeres diários. Fomos até o interior da grande construção no centro da vila, onde havia bancadas de trabalho e suporte para poções. Mesas e cadeiras estavam bem no meio do recinto.
- Vamos peguem uma cadeira, sentem-se. Vega, vá buscar uma bebida para nós, por favor. - Kiri falava.
Uma moça num vestido simples de pele de leopardo saiu apressadamente. Nós nos sentamos em cadeiras de madeira da selva e o aldeão se aconchegou próximo a janela.
- O senhor disse que o sacerdote foi levado? - Disse Carol.
Eu e Myrelle estávamos sentados juntos.
- Oh, sim, foi a dois dias. Um dos de la de cima veio com um grupo de pillagers e o levou. Não sabemos para onde.
- E como ele era? - Perguntei.
- Baixo, cabelo penteado de lado, típico dos estrangeiros.
- Ele falava sobre a quarta dimensão? - Perguntou Pedro.
- Muito. Ele disse querer abrir a quarta dimensão. O meus deuses, espero que ele não consiga. Não se sabe quais monstros podem vir de lá.
- O que você sabe sobre a quarta dimensão? - Perguntou Geovanna.
- Não sei muito. Sei que é um lugar sombrio e violento cheio de monstros cruéis, que matam e caçam a própria espécie por prazer e van glória. Não é um bom lugar para viver. Ah bebam.
A garota trouxe uma bandeja com garrafas cheias de néctar feitos com meu e frutas. De fato era uma delícia e muito, muito doce.
- Alguém na vila morreu? - Perguntei.
- Não, ninguém, graças aos deuses. Os protetores das torres são pessoas muito eficientes. Eles os expulsaram com destreza, mas eles levaram nosso sacerdote. Apenas nosso guardião ficou bem danificado no processo.
- Guardião? - Eu falei engasgado. - Vocês tem um Guardião?
- Sim, ele está ali, no fundo.
Na parte mais distante do recinto havia uma grande pilha de ferro. Quando olhei direito, era um grande golem de ferro. Parecia um robô. Braços grossos, grande de metal e articulados. Dedos fortes, e seus olhos um era vermelho e o outro era azul.
Faíscas saiam de seus ombros, olho e uma das orelhas. A perna estava num ângulo estranho e um dos braços só não estava completamente separado porque dois cabos o conectavam.
Eu cheguei perto. Ele tentou se levantar mais depois caiu novamente. Eu coloquei a mão em sua perna enferrujada.
- Nós vamos te consertar grandão. - Eu falei. E depois voltei. - Vamos procurar uma estalagem para passar a noite e planejar o amanhã. Precisamos achar aquela torre pilager.
- Ah sim, mas esperem, há três pessoas que eu gostaria que você, Phelipe, conhecesse. Vamos entrem.
Como ele sabe meu nome? Eu não disse a ele. Esse foi meu pensamento inicial, então os três guerreiros em roupas de couro e capacete apareceram, todos com armas nas mãos, todos prontos para agir.
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Atualizado até capítulo 72
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