Caminhávamos a passos lentos no meio de uma planície relvada e bonita. Cavalos corriam em disparada pela campina, baios, vermelhos e brancos. Eu e Myrelle andávamos juntos de braços pela relva, admirando toda a natureza.
- Campo Ideal para trigo. - Ela falou. E olhou para mim. Seus olhos pareciam um pouco voltados para o centro.
- Eu concordo. - Eu falei. - Sempre que eu achava uma planície como essa, eu enchia de trigo, cenouras e outras hortaliças.
- E quanto a melancia e jerimum?
- Geralmente eu colocava num gerador de redstone. Uma farm.
- Há é, entendo. Eu nunca pensei nisso.
- Você também fazia farms Phelipe? - Perguntou José.
- Sim, porque?
- Tudo o que tem em minha fazenda são farms. De abóbora, de melancia, de cenouras... Eu sou preguiçoso pra ficar colhendo então automátiso tudo.
Nós rimos. Geovanna estava junta com Diana e as duas conversavam muito.
- Diana e Geovanna conversam muito, será que elas se gostam? - Falou Myrelle.
- Parece que sim, pelo modo como conversam.
- Mas Geovanna sabe que Diana é uma garota trans?
- Sim, ela sabe. Mas ela fala que não se importa, ela faz amizades com todas as pessoas.
- Sei.
Ela saiu e foi para junto de Diana e Geovanna. Jonatha se aproximou de mim.
- Você e Myrelle estão namorando? - Perguntou ele.
- Eu acho que sim, porque?
- Mas ela sabe que você não pode namorar uma garota como ela?
Eu olhei para e dei uma piscadela.
- Nós já estudávamos juntos a Bíblia la no mundo real e ela ja estava deixando Deus moldar a sua vida. Falávamos até em batismo. Eu estava esperando o telefonema do pastor, mas então, aconteceu o que aconteceu.
- Nós viemos parar aqui.
- Foi.
- Você é sortudo, aquela é realmente uma garota... aquilo é uma melancia?
Eu olhei para a direção onde ele apontava e realmente, havia uma enorme melancia ali. Arredondada, verde e linda como ela é.
- Melanciaaaaa!!! - Eu gritei, e corremos na direção dela.
Havia outras três melancias no mesmo lugar, enormes e bonitas. O interessante é que, apesar delas serem iguais as melancia do mundo real, elas estavam jogadas no meio do mato. Parte dela estava afundada na grama. Não havia pés de melancia, só melancia. Era estranho como a gente achava normal.
- Temos facas? - Eu perguntei.
- Infelizmente não, mas vamos usar as espadas. - Disse Geovana.
Ela pegou uma espada de ferro e fatiou as melancia. Nós nos sentamos na grama e passamos a comer. Era uma delícia, a mesma textura e sabor das melancias do mundo real.
- Você sabe o que isso quer dizer não sabe Phelipe? - Disse Pedro.
- Não, o que?
- Que entramos na selva. Olhe as árvores. Olhe os bambus.
Eu olhei e sim, as árvores de madeira de selva estavam ali. Elas tinham a aparência esverdeada, altas que deva pra ver suas folhas tocando as nuvens. Eu nunca tinha conhecido a selva Amazônica, mas talvez parecesse com aquilo.
As árvores e arbustos pareciam competir pela luz do sol. Elas cresciam e cresciam até perder de vista. Havia também bambus aqui e ali.
- Logo a gente acha um bioma de bambu. - Disse José.
E como ele disse, havia mais na frente uma grande área de tolceiras de bambus. Papagaios e araras passeavam aqui e ali, não lentos como no jogo, mas rápidos e ágeis.
Jonatha subiu numa das árvores de selva para retirar seu precioso fruto? Uma vagem de selva. Elas davam no tronco. Dentro estava aquilonque todos os jogadores de minecreft procuravam: As sementes de cacal. Era interessante como em minecreft você conseguia achar maçãs nas árvores de carvalho e sementes de cacau em árvores de selva.
- Podem me ajudar. - Ele disse apontando as outras árvores com virgens.
Da semente de cacau podíamos fazer biscoitos os quais eram uma salvação em momentos de crise. Eles não davam muito para encher toda a barra de fome mas eles quebravam o galho quando precisavam.
Nós colhemos alguma vagens e ouvimos o som indistinto de gado.
- Há vacas na selva? - Perguntou Jonatha parando o trabalho.
- Gente, achei uma coisa. - Gritou Geovana.
A gente foi onde ela estava. Ali passava uma estrada de tijolos de pedra. Tinha três metros de largura. Não dava pra ver ela a distância porque estava dois metros afundada no chão.
- Eu conheço essa estrada. - Eu falei.
- E onde ela vai dar? - Perguntou Myrelle.
- Na minha casa. Vem não está longe.
Nós seguimos pela estrada até uma porteira que dava numa casa de fazenda construida de madeira da selva, em estilo chinês. Com lâmpadas chinesas espalhada pela varanda.
- Caraca Phe, não sabia que gostava tanto assim do estilo chinês. - Disse Myrele.
Eu sorri. Havia um amplo espaço onde cercados com vacas e cabras. Havia um grande galinheiro onde se ouvia o cacarejar de galinhas. Mão tinha cercado de porcos, porco era animal de estimação.
A casa em si tinha quatro andares, com madeira da selva junto a madeira verde de arvores retorcidas do nether, e o telhado era feito de tijolos do nether, vermelhos.
- Você nunca encontrou um templo na selva? - Perguntou Pedro. Ele olhava pela cerca alguma coisa do outro lado na floresta densa.
- Nunca, e eu procurei muito.
- Pois eu encontrei ele.
Ele apontou para uma ravina. E, sim, havia algo estranho ali. Bem na parede íngreme do abismo, parcialmente enterrado havia as pedras sujas de musgo verde de um templo de selva.
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Atualizado até capítulo 72
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