Todos nós estávamos em pé, olhando o aldeão a nossa frente. Será que ele falava português? Será que ele falava ou soltaria aquele som comum como eles fazem normalmente no jogo? O que ele estava fazendo perdido?
- Ele fala? - Perguntei.
- Sim, eu falo senhor. - Ele disse num português perfeito.
- Como que você fala português?
-Todos falamos todas as línguas. Mas, posso beber alguma coisa?
- Você tem sede?
- Eu também tenho sede. - Disse Pedro.
- Nós fizemos garrafas de água, estão no baú. - Disse Geovanna. - podem pegar o quanto quiserem.
- Levem no a casa grande e deem algo para ele beber. - Eu disse.
Ele foi levado. Eu me sentei a beira do lago que havia perto e olhei o sol de se por. Logo logo o verdadeiro perigo se aproximava, monstros da noite se levantarian, zumbis, creepers e esqueletos. Ha, os malditos creepers. Eu detestava eles. Me levantei depressa para não poder ver um deles logo em seguida.
Eu fui para o interior da casa grande. A maioria estava em suas camas, bebendo ou comendo alguma coisa.
- Geo tem biscoitos - Disse uma garota de feições asiáticas. - Peça a ela.
Eu não precisava. Eu havia feito meus próprios biscoitos. O aldeão estava sentado numa cadeira. Era possível cadeiras?
- Sim, é possível cadeiras. - Disse Geo, como se lesse minha mente. - Você perdeu a ultima atualização. Foram acrescentadas mesas, cadeiras, armários e novas opções de inventário.
E novos monstros também. Eu pensei.
Me sentei perto do aldeão com Geo ao meu lado.
- De é onde você? - Perguntei.
- Eu nasci numa vila a leste, nós a chamamos de vila da floresta, porque está próxima a uma floresta de carvalho.
- E você estava perdido na mata porque?
Dessa vez o semblante dele mudou. Sua cabeça caiu e seus olhos se encheram de lágrimas.
- Foi um massacre. Um grupo de homens invadiram nossa vila matando e destruindo tudo. Ele queria uma informação sobre a quarta dimensão do jogo, e como abri-la. não tíamos a resposta. A única que poderia saber alguma coisa e o sacerdote da vila somente ele guarda os mais poderosos segredos. Ele pegou nosso sacerdote, matou o resto de nós e destruiu tudo. Eu e mais algumas aldeões fugimos por nossas vidas.
- Ele começou a chorar. Eu o levei até uma cama e deitei la. Depois juntei as pessoas mais próximas a mim, Carol, Kamila, Geovana e Myrele.
- Precisamos achar essa vila e essa sacerdote. Se ela tem os segredos do jogo quem sabe pode saber um jeito da gente sair daqui.
- Tem certeza que ele é confiável? - Disse Carol.
- Não podemos simplesmente seguir ele assim, sem um plano de contingente. - Falou Kamila.
- Mas se há uma vila próxima, isso quer dizer suprimentos. Até mesmo uma armadura. - Disse Myrele.
-E armas. - Falou Geovana.
- Eu concordo. - Eu disse. - Amanhã, vamos decidir com os outros. Se vamos a procura da vila ou vamos ficar aqui e ir mais tarde.
O barulho dos monstros era audível la fora. O roncar dos zumbis e clic clic dos esqueletos bem como o chiado dos creepers dava arrepios.
- Não temos muitas armas qualificados. Mal temos ferro, a vila talvez possa nos ajudar. - Disse Myrele.
- Então está decidido. - Eu disse. - amanhã falaremos com o resto do pessoal para decidir-mos ir até a vila da floresta.
Todos foram para suas camas. Eu sei que normalmente as atualizações recentes permitiam que uma pessoa dormisse e então a noite passaria depressa. Mas ja havia pessoas dormindo e a noite contunuava no mesmo ritmo. Eu me deitei também, para dormir e imaginar que a acordaria no outro dia.
Acordei com baques surdos na portas. Outras duas pessoas tambem levantaram as cabeças. A porta estava cheia de zumbis. Pelo jeito, dormir não resolveria o problema.
- Espadas! - Gritei.
Três pessoas sacaram espadas de ferro, brilhantes. uma delas usava uma couraça enquanto as outras duas tinhas capacetes. elas foram até a porta e a escancararam. Os zumbis entraram, carecas, com partes dos ossos aparecendo. Seus olhos eram brancos vidrados e mortos, suas bocas abertas emitiam um grunhido e faltavam alguns dentes. As três pessoas pareciam saber o que faziam. Ela se arremessaram contra os zumbis os transformando em pedaços de carne podre.
- Rápido, feche a porta!! - Eu gritei.
Alguém fechou a porta rapidamente no momento em que um creeper se incendiava para explodir. Ficamos encolhido esperando a explosão mas nada aconteceu.
- O que houve? - Era Geovanna.
- Precisamos colocar pessoas para vigiar a noite. Uma porta de madeira não é seguro. A noite segue o curso fe duração normal igual ao mundo real, isso torna nossa situação realmente desfavorável.
- Então, a possibilidade dos fantons é alta mesmo estando dormindo? - Falou Pedro.
- Sim. - Eu falei. - Eu fico a primeira noite, preciso de alguém para ficar comigo.
- Eu fico com você. - Disse Myrele.
Eu estava contente. Myrele era uma exímia arqueira e poderia dar uma grande vantagem.
- Vamos vigiar do telhado. Se vir um fanton, acabe com ele.
- Pode deixar.
Nós subimos no telhado. Fizemos ele com degraus de carvalho, como sempre fazemos as casas, então podíamos sentar e observar os mobs a distância. Esqueletos perambulavam por aqui. alguns zumbis se viam ao longe. Creepers passavam por perto e um grande Enderman segurava um bloco de grama. Eu virei o rosto para não encarar ele. Não queria despertar sua ira.
- O sol vai ja nascer. - Disse Myrele. Ela tinha o cabelo preto, olhos castanhos e era baixa, mas tinha um pose de guerreira.
- Como você sabe? - Eu segurava uma espada para abater qualquer monstro voador.
- Quando a noite é mais escura, sempre é porque está próximo o amanhecer do dia.
- Será que aqui no espaço virtual também é assim?
- É bem possível.
Ela sentou mais perto de mim, estava frio, e o calor da pele dele me confortava.
- Sabe, eu to com um pouco de medo. - Ela disse. - Está jogando pela tela de um computador é uma coisa, mas aqui... E se a gente morrer?
- Vamos orar para que isso não aconteça a gente.
- Você não ta com medo?
- Ah, eu to sim, com muito medo.
Nós rimos. Eu passei o braço em volta dela. E quando nos aproximarmos mais, um grito estridente cortou o céu.
- Fantons! - Falei.
Olhamos para cima. Cinco ou seis criaturas aladas azuis cruzavam os ceu. dentes afiados e garras a mostras em cada asa. Eu preparei a espada em pumho, uma precária espada de pedra. Myrele entesou o arco e atirou. A flexa atingiu a cabeça de uma das criaturas e ela caiu de ponta no chão levantando um monte de terras. Outra deu um rasante sobre nós e eu brandi a espada cortando o abdomem da cruatura. Uma gosma verde caiu sobre nós. Mas a criatura saiu se arrastando pelo chão levantando uma cortina de poeiras. Contudo, o céu estava cheio deles, não tinha como vencer todos, só nos dois.
Então um grito forte oiviu se. A saber, parecia que uma das criaturas estava se queimando. Quando olhei k horizonte, o sol nascia, e seus raios se espalhavam por todo o céu. as criatura mais altos batiam as asas desesperadas tentando apagar as chamas. As mais baixas fugiram para algum lugar. Todo o que sobrou foi uma belíssimo chuva de fogo.
- Essa noite passamos. - Eu falei.
- Vamos ver a próxima. - Disse Myrele.
Quando descemos, todos ja haviam acordados. Algumas pessoas estavam na cozinha preparando lanche. Outros afiavam armas enquanto outros preparavam mochilas para caminhar.
- Gente! - Eu gritei. - Um minuto de atenção por favor.
Todos pararam o que estavam fazendo. Eu chamei o aldeão e falei tudo o que acontecera.
- Então, pedimos agora a vossa votação, sobre ir comigo até a vila ou ficar.
Todos votaram em ir. Pelo jeito todos pensaram iguais, vilas eram sinônimo de novos itens, poder fazer trocas com os aldeões locais, mais chances de sobrevivência.
- Então, iremos assim que estiverem todos prontos.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 72
Comments