A floresta de carvalho negros ou de carvalhos escuros era ao mesmo tempo aconchegante e sinistra. Os troncos grossos e as arvores baixas e folhosas deixavam a floresta numa forte escuridão. Assim que entramos tivemos que acender as tochas para poder ver.
- Minha árvore favorita para tirar madeira. - Disse José.
- Porque? - Perguntou Carol.
- Muita madeira numa árvore só. Dava para fazer um pac somente com algumas árvores.
- Eu concordo. - Disse José.
A floresta parecia uma selva de tão fechada. Um esqueleto saiu de entre as árvores e Myrelle o executou na hora. Seguimos por aclive, se que se podia dizer que era um aclive. A floresta de carvalho negros não dava espaço para muitas montanhas. Havia alguns penhascos e pedreiras enormes. Mas tinham apenas seis ou sete metros de altura.
- Será que a mansão está longe? - Perguntou Kamila.
- Bastante. São, basicamente, 50 quilômetros até lá. - Eu falei.
- Vamos chegar lá. - Falou Myrelle.
Caminhamos até anoitecer. Quando o sol se pôs, fizemos um abrigo de pedras e colocamos camas para dormir. Era perigoso fazer um abrigo no chão, então fizemos o abrigo na copa das árvores, a luz das estrelas.
- Eu fico o primeiro turno. - Disse José. - Eu e Anabele.
- Ok, tenha cuidado com os fantons. - Eu falei.
O abrigo era feito de madeira com varios pisos. Então era alto e havia uma parte em cima, como una torre de vigiar. Havia quatro camas por piso. A minha cama ficava no segundo piso junto com Pedro, José e Jonatha. José estava de vigia, então só estávamos eu, Pedro e Jonatha.
- Você acha que sairemos dessa vivos? - Perguntou Jonatha.
Ele era baixo, cabelo curto, e sempre com um sorriso no rosto.
- Eu não sei Jonatha. - Eu falei. - Eu espero que sim.
- Eu quero ver minha irmã de novo.
- Se houvesse uma forma de falar com eles.
- Só se, por acidente, alguém descobrir a seed desse mundo, mas pra isso acontecer...
- Muito difícil. - Disse Pedro.
- Somos apenas quatro homens. - Disse Jonatha.
- É, vamos tentar manter essas garotas vivas. - Eu disse.
- Mas fácil elas nos manterem vivos, mais braba que elas não tem. - Falou Pedro.
Nós rimos.
Eu me deitei fitando o teto de madeira. Coloquei as mãos atrás da cabeça e fiquei tentando ouvir o que as garotas diziam.
- Parecem falar de você. - Disse Pedro.
- Será? - Eu perguntei.
A vós de Myrelle era inconfundível. Elas falavam sobre, bem, coisas de garotas.
- Sei não, acho que aquela garota, Myrelle, gosta de você. - Falou Jonatha.
- Ah ta bom, eu vou dormir. Boa noite meninos. - E apaguei a luz de minha lamparina.
Durante o sono, eu estava numa caverna escura repleta de likens negros. Então uma grande boca cheia de dentes afiados apareceu e rugiu para mim, me congelando totalmente. Acordei de um salto.
- Ah, Phelipe eu estava indo acordar você. - Era Myrelle, ela estava perto da minha cama meio sem jeito.
- Já é minha hora? - Eu perguntei.
- Na verdade, o dia amanheceu. A gente deixou você dormir. Vamos.
Nós deixamos a casa e descemos para o interior da floresta. Caminhamos até achar um pequeno pântano. A agua barrenta soltava um cheiro pútrido de animais mortos. Havia lama embaixo sa água.
- Vocês estão vendo o mesmo que eu? - Perguntou Pedro.
Ele apontou para uma construção de madeira no meio do pântano. Simples alta do chão, com um bote de madeira ancorado a um pequeno pier. Havia uma mulher no pier. Cabelos sedosos, pele clara e olhos azuis. Tinha um chapéu segurando na mão. Ela acenava para a gente com um sorriso no rosto.
- Parece que aquela mulher está acenando para nós. - Disse José.
- Vamos ver. - Disse Pedro.
- Sei não, Eu estou com mal pressentimento. - Falou Anabele.
Mesmo assim fomos por dentro do pântano. Não era fundo, dava no meio da canela. A moça nos ilumonava com um belo sorriso, mas havia algo mais em seu rosto.
- Oi, oi, minha mãe disse que vocês viriam. - Disse ela. - Há sopas de cogumelo para todos.
- Nós subimos no píer. A casa era pequena, mal cabia todo mundo, então ficamos no pier. Eu entrei na casa dela. Tinha três cômodos, com bancada de trabalho e um caldeirão com alguma coisa escura nele. Havia um gato preto também.
- Você mora aqui? - Perguntou Carol.
- Sim, moro aqui no pântano. Antes a gente tinha uma casa minúsculo, mas agora temos uma casa maior.
A casa parecia familiar. Mas aonde eu havia visto um lugar como esse.
- É um lugar bonito. - Disse José.
- Eu tenho uma caverna, mas está cheia de esqueletos e zumbis. Vocês podem me ajudar e tirar eles de lá?
- Eu ajudo. - Disse José.
- Eu também. - Falou Pedro.
- Ok, vai nós três, dessa vez as meninas ficam e descansam. Jonatha, fica de olho nelas. - E cochichando no ouvido dele, disse. - Eu estou com mal pressentimento.
Ele acenou.
- Vamos, vamos no meu bote.
Nós quatro entramos no bote e a mulher nos guiou pelo riacho até uma grande caverna. Lá ela nos levou até terra, onde saímos e fomos caminhando até um grande buraco.
- E então. - Disse Pedro. - Cadê os zumbis?
- Bem lá embaixo, olhe.
Derrepente flechas voaram de todas as direções. Eu tentei fugir, mas um frasco caiu aos meus pés e então uma fumaça subiu. O mundo rodou e eu cai pesadamente.
Quando recobrei os sentidos eu estava amarrado a uma estaca levada por dois homens. Eles tinha a pele morena, eram baixos e o da frente levava um baner enorme.
"pillagers" - Eu pensei. Eu estava fraco. Um dele olhou para e meteu o murro em meu rosto. Então desmaiei de novo.
Quando eu acordei eu estava numa sela com porta de metal. parecia um calabouço escuro, feito de pedregulho.
- Phelipe. - Ouvi uma vós
- Myrele? - Eu perguntei.
- Sim sou eu. Parece que estamos no mesmo calabouço.
Meus olhos se adaptaram. Eu vi que todas as minhas coisas haviam sido tiradas.
- É, eles levaram tudo. - Disse Myrele.
- Como vocês vinheram parar aqui? - Eu perguntei.
- Depois que você saiu a casa foi atacada. Flechas de fogo. Tudo pegou fogo e então duzias de homens maus nos pegaram. Apenas Anabele escapou fugindo para a floresta. Você sabe onde estamos?
Eu olhei atentamente para o calabouço. Havia uma tocha do lado de fora, tênue, sua luz quase apagando.
- Sim eu sei., estamos na mansão dos pilagers.
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Atualizado até capítulo 72
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