- Se você vai, iremos todos juntos. - Disse Kamila. - Nós vamos aproveitar qualquer chance de voltar para casa.
- Tem certeza? - Eu falei. - Será uma caminhada árdua e podemos morrer.
- Eu aceito o desafio. - Disse Kamila.
- Eu também. - Disse Ketlem. - Eu quero voltar para casa.
- Ok, mas se preparem e se armem. Nós vamos para o deserto. As criaturas que habitam os desertos são piores que as que habitam as florestas.
- Piores quanto? - Disse Carol.
- Há uma espécie de zumbi que quando ele toca em você, ele te dá náuseas. - Disse Geovanna.
- Além do caminhante, uma espécie de esqueto que atira flechas embebida de veneno de lentidão.
- Além dos zumbis normais, aranhas e kreepers. - Falou Pedro guardando suas ferramentas de mineração que também usava como armas.
- Vamos partir ao amanhecer. - Eu disse.
Foi uma noite particularmente tranquila. Eu facilmente dormi e só vim acordar um pouco antes do amanhecer. Não sei como calcular o tempo, já que os relógios que usamos não tem realmente números, há apenas uma faixa escura com a lua para simbolizar a noite e uma faixa azul claro com o sol para sinalizar o dia. No momento em que acordei a lua está perto de sumir e a faixas clara já aparecia.
Quando eu olhei pela janela da estalagem eu vi uma faixa clara no horizonte a leste.
- Acordou cedo! - Disse Carol.
- E você parece que não conseguiu dormir. - Eu disse.
- Na verdade, eu apenas preguei os olhos. Eu ja tentei jogar minecreft, mas eu morria mais do que caminhava.
Ambos rimos.
- Logo o dia vai raiar, precisamos acordar os outros e partir.
- Eles já acordaram. Geovanna foi pegar suas poções. Kamila foi conseguir mantimentos. Pedro está nas minas e Myrelle foi afiar suas flechas. Ketlem está fazendo o que pode para ajudar. José, Diana, Jacke, Bianca, Anabele e Jonatas estão nas minas ajudando Pedro.
Antes mesmo do sol nascer, já estávamos de pé e prontos. Antes que partíssemos, o armeiro da aldeia veio até mim e me entregou uma espada negra. A superfície da espada brilhava com algum tipo de encantamento.
- Essa é Fio da Morte. - Ele disse. - Ah muito tempo um estrangeiro passou nessa vila e deixou essa espada guardada para caso uma emergência precisar. Ele foi o único que tratou todos os aldeões de forma cortês. Ele disse isso olhando em meus olhos.
- Como está o inventário? - Eu perguntei.
- Temos comida para vários dias. Se faltar algo, vamos conseguir pelo caminho. - Disse Kamila.
- Temos armas e armaduras suficientes. Mas não para todos, só o básico, mas conseguiremos sobreviver. - Disse José.
- Há muito material para construir um abrigo no caminho e nos proteger dos mobs hostis. - Disse Pedro.
- Temos poucas poções mas muitas maçãs douradas. Como ainda não conseguimos entrar no nether, algumas poções são difíceis de fazer. Mas as maçãs de ouro darão conta.
- Temos armas e flechas para mais de um milhão de monstros - Myrelle estava afiando sua flecha.
- Pedro, não vai querer uma arma? - Eu perguntei a Pedro segurando uma espada de ferro.
- Não. - Ele me mostrou a picareta com uma das pontas bem afiadas. - Essa coisa não serve só para cavar, serve só para matar também.
Carol estava segurando as rédeas do seu burro. Infelizmente não achamos cavalos, mas conseguimos 3 mulas onde colocamos tudo o que precisávamos. Uma criança dos aldeões chegou até ela com um machado de diamante na mão, simples mas afiado.
- Para proteger você. - Ele disse.
Ela aceitou e segurou a peça afiada numa das mãos.
- Obrigada. - Ela disse.
O machado além de ter uma lâmina que brilhava com o fio, também tinha um ponta na parte de trás. Tão afiada quanto.
- Ok, vamos.
O sol ja nascia quando partimos em direção a leste. passamos pelo pântano fedido, evitando as partes mais profundas. Cruzamos toda a floresta de carvalhos e abetos até chegarmos nas encostas de uma montanha. começamos a subir.
A medida que subimos o ar foi começando a ficar mais frio. O ar soprava congelante e deixamos a cobertura da floresta. A frente se estendia altas montanhas e picos negados.
- Chegamos numa cadeia de montanhas, sabe o que isso significa? - Disse Pedro.
- Sim. - Disse José. - Esse ligar está cheio de esmeraldas.
Eu tive um de ja vi, como se ja tivesse estado ali antes.
- Vamos continuar. - Eu disse.
- Esqueleto! - Alguém gritou.
Myrele entesou o arco e atirou. Uma única flecha, mas suficiente para reduzir o esqueleto a uma pilha de ossos. Seguimos em frente, em direção as altas montanhas. tentamos contornar elas e passamos para o lado, ao lado de una ravina profunda e enorme. La embaixo dava pra ver quedas de lavas e criaturas andando na escuridão.
Mas na frente paramos num lugar que me deixou estacado. Ali, na minha frente havia um buraco enorme, dez por dez, num quadrado perfeito. havia tochas ao redor por todo o buraco mas o fundo estava oculto por uma neblina. Uma escadaria de pedra descia por ele.
- Aonde vai dar esse buraco! - Disse José olhando para baixo.
- Na rocha matriz. - Eu disse.
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Atualizado até capítulo 72
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