- Como você sabe que esse poço vai até a rocha matriz? - Perguntou Geovanna.
- Porque fui eu quem fiz esse buraco.
Todos permaneceram em silêncio. Myrele se chegou até a beirada do poço e tentou focar.
- Eu fiz esse poço para conseguir material suficiente para fortalecer uma vila aqui perto. E assim proteger ela dos mobs hostis e dos pillagers.
- Mas porque numa montanha? - Disse Ketlem
- Você sabe, mais material para pegar. Além das esmeraldas.
- Há esmeraldas lá embaixo? - Perguntou Pedro.
- Talvez você possa encontrar mais algumas.
- Eu vou descer. - Disse José. - Quem vai comigo?
- Eu vou. - Disse Pedro.
- Eu também - falou Myrele.
- Então descemos para o foço.
Os primeiros degraus foram moleza, e como eu falei antes, achamos algumas esmeraldas. Não muitas, duas ou três, por aí. A medida que que devíamos, o ar foi ficando mais denso, mais quente. Chegamos até a camada zero suando.
- Se nessa camada está assim, imagine na ultima camada. - Disse José.
Eu pensava o mesmo. Queria que houvesse uma poção de refrescancia. Os blocos de ardósia ja apareciam e aqui e acolá achávamos lápis azul, que Pedro minerava sem demora. Contudo, ouvimos um som lá embaixo, resmungos inconfundíveis de criaturas da noite.
- Zumbis. - Disse Myrelle e entesou o arco.
Eu não queria saber o que era, embora eu houvesse colocado tochas até o fundo. Quando descemos mais um pouco vimos o fundo, repleto de zumbis.
- Se Geovanna estivesse aqui, - Disse Pedro. - era só jogar poções nele.
- Não temos poções de cura. - Disse Myrele.
- De cura? - se assustou José.
- Sim - Eu disse. - São criaturas mortas, elas não se ferem com poções de veneno ou de dano. Apenas poções de cura podem matar los.
Uma flecha voou e se cravou na rocha bem em cima da nossas cabeças. Um esqueleto estava numa reentrância na rocha bem a nossa frente do outro lado do fosso. Myrele o acertou na perna e seus ossos caíram no ring de zumbis. Quando eles nos viram começaram a subir de um por um.
- Hora da luta. - Disse Myrele.
Nós nos revezamos acertando-os. Myrele os derrubava acertando flechas na cabeça. Eu os golpeava com minha espada afiada. Era como passar uma faca na manteiga, tão leve e tão fácil. Contudo eles eram muitos, era demais para somente quatro pessoas.
- Phe, eles são muitos, como vamos sair daqui? - Gritou Pedro.
Subir não é uma opção. Se corremos, vamos nos cansar antes de chegar ao topo. - Disse Myrele.
Eu pensei um pouco.
- Ali! - Gritei apontando uma porta no fim do fosso. - Há uma elevador de bolhas subindo naquela porta.
- Mas ainda temos que passar pelos zumbis. - Gritou Myrele.
Eu mirei o fundo e me atirei. Ouvi um nããããooo agudo, mas eu sabia o que estava fazendo. Quem sabe as leis da gravidade tenham mudado todas. Eu mergulhei entre os zumbis golpeando-os com agilidade. Logo uma clareira se fazia ao meu redor. Vi meus dois amigos pularem ao meu lado. Pedro com sua picareta e José com uma espada de ferro. Myrele também saltou. Num instante tudo o que havia eram corpos de zumbis.
- A porta é essa? - Perguntou Pedro.
- Sim, tenha cuidado.
Ele abriu, mas nada aconteceu.
- O Phe, precisa ver isso.
Eu entrei. Não sei se a configuração do jogo havia mudado ou alguém chegou ali e modificou tudo. mas depois da porta havia uma dala. depois uma escada levava a uma porta metal. havia uma alavanca. acionamos e a porta abriu com um silvo. entramos e ela se fechou. dentro do quartinho havia um alçapão. De metal também, com outra alavanca. Quando este abriu havia água embaixo.
- Então é isso. - disse Myrele. - A porta é hermética, impede que o ar saia e a sala se encha de água. Vamos, respirem fundo.
Primeiro Myrele pulou. Depois Pedro, então eu e José veio atrás de mim.
- Lá embaixo na agua fria eu vi a famosa areia de almas, tão quente que borbulhava debaixo d'água. havia uma construção de vidro ao redor da areia com uma porta de madeira. Ela abriu, se pôs nas bolhas e subiu rapidamente. Depois foi Pedro e então eu entrei.
As bolhas eram quente, me sentia um frango sendo cozido vivo. As bolhas me empurraram para cima com uma velocidade tremenda. Eu olhei para cima. A luz veio se aproximando ate que...
pufff
Eu cai num chão de metal com luzes de astes. Saímos de uma plataforma de metal de onde a agua borbulhava e caímos num corredor de metal.
- Você sabe onde estamos? - Perguntou Myrele.
- Sim.
José saiu como um torpedo de dentro da plataforma de metal.
- Esse troço.. - ele falou cuspindo água. - É doido! Quero tentar de novo.
Eu acionei um botão e duas barras de metal como as portas de um elevador se abriram revelando a luz do dia. Os outros estavam lá fora, na beira do buraco, observando-o.
- Ei! - Eu gritei.
Todos me viram e vinheram correndo. O sol ja estava se pondo.
- Onde vocês estavam, e que lugar é esse? - Perguntou Anabele.
- Ficamos mortos de preocupados - Disse Kamila.
- Bem estamos aqui, vivos. Isso foi um corredor que construí...
- Então você conhece esse mundo? - Disse Carol.
- Sim, Eu já joguei aqui antes. Vamos isso vai levar até a vila onde eu construí uma pequena base. La na vila pode haver comida, cama para dormir essa noite.
Enquanto seguíamos pelo corredor eu contei a todos o que havia acontecido.
- Espera, - Disse Diana. - Você disse que havia zumbis mesmo com luz lá embaixo.
- Isso é tecnicamente impossível Phe. - Falou Carol.
- Então, você acha que alguém colocou eles lá? - Disse Pedro.
- Eu penso sobre isso. - Disse Geovanna. - Quem sabe se o outro cara que ta atacando as vilas já sabe que estamos aqui e está tentando nos atrasar.
Foi um ponto a considerar. Enfim chegamos ao fim do corredor onde subimos uma escadaria de pedras e saímos na vila completamente iluminada e vazia.
- Eu pensei que haveria aldeões. - Disse Carol.
- Não, não há. Eu os retirei daqui para outro lugar e não os coloquei de volta. isso aqui ficou deserto e abandonado para sempre. Escolham uma casa para dormir e não se preocupem, está tudo cercado e bem iluminado, não haverá mobs hostis por perto.
Eu olhei os altos muros de pedras e subi na torre. Dali eu vi toda a vila que ajudei a proteger. Ou tentei. Eu jamais poderia contar a verdade sobre essa vila, isso estaria comigo para sempre. Me deitei na cama da torre mais alta e adormeci profundamente.
No outro dia acordei antes do sol nascer. Quando olhei para baixo vi que todos estavam acordados e já colocando os burros para andar. Ei desci até o nível do chão.
- E então. - Disse Carol - Se você conhece esse lugar ,pode dizer se estamos perto do deserto?
- Eu construí cada muralha com um tipo de tijolo diferente. Tijolos de pedra ao norte, de lama ao sul, de ardósia ao oeste e de arenito a leste.
E mostrei toda a muralha feita de tijolos de arenito com duas camadas de arenito talhado, que mostravam o rosto de creeper. Havia uma eacadaria que subimos. Eu acionei um botão e uma grande porta de abriu. Saímos logo de cara com um deserto alvo, branco como a neve.
- Há que maravilha - Disse José. - O deserto estamos perto.
E ele correu para as areias quentes e então desapareceu numa nuvem de poeira.
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Atualizado até capítulo 72
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