Minha base no deserto não era só uma casinha robusta de arenito com telhado de pedra, é claro. Quando entramos, eu abri um alçapão de ferro e descemos até a real base, um grande salão contendo uma biblioteca enorme com altar de encantamento e bancadas de trabalho com baús.
Havia um painel de vidro a oeste onde lulas brilhantes nadavam num escuro mar subterrâneo.
- São vários andares até o rocha matriz. Infelizmente eu não iria lá embaixo, está cheio de mobs hostis.
- Isso não vai romper com a pressão do mar? - Perguntou Anabele.
-Isso é feito com blocos de vidro de um metro de espessura. tal feito só pode ser conseguido aqui em minecreft. Não acredito que no mundo real tenha feito blocos de vidro desse tamanho. A cozinha fica embaixo. Vamos descansar e depois seguir em frente.
Ainda era meio dia, então pegamos algumas coisas que faltava e depois seguimos em frente. Caminhamos pelo deserto arenoso e subinos altas montanhas.
- Você nunca encontrou um templo por aqui? - Perguntou Myrelle.
- Eu vasculhei por todo o lugar mas nunca achei.
- Talvez ela esteja enterraaaaadaaa! - Pedro gritou ao cair por um buraco.
Todos corremos. Ele havia caído num buraco na areia e estava no centro de um quadrados azuis e branco areia.
- Gente, acho que achei o templo. - Então ele se retesou. - E os zumbis também.
- Não são zumbis, são múmias. - Gritou de volta Myrele.
- E o que é uma múmia senão zumbis em faixas?
Myrele apontou a flecha e acertou uma múmia. Ao contraria dos zumbis, as múmias tinham faixas, tinha a cor cinza ao invés de verde e seu toque provocava náuseas.
- Gente - Gritou Pedro. - Uma ajuda?
Pulamos dentro do buraco, eu, Myrele, José e Geovanna. Não havia muitas múmias, mas ainda dava medo. Saquei a espada e cortei uma múmia ao meio. Tripas e órgãos internos cairam no chão. Myrele acertava com destreza outra múmia. Pedro arrancava a cabeça de outra com a picareta e José acertava o machado em outra. Geovanna retirou algumas tochas da bolsa dela e as colocou nos pilares, que, eram redondos? Bem ,não importava.
Outros zumbis verdes apareceram e demos cabos dele rapidamente. Estávamos costa com costa esperando por mais, mas a batalha havia terminado.
- Não há mais nenhum? - Perguntou Geovanna.
Uma flecha voou pelo meu ombro e acertou Myrele nas costas. Ela arqueou e caiu no chão. A flecha tinha ponta cinza.
- Myrele! - gritei.
- Phe, me sinto fraca, não consigo nem respirar.
Eu removi a flecha. Peguei o arco dela e acertei o caminhante que havia saído de um dos átrios. Ele se despedaçou.
- Phe, acho que estou morrendo. - Disse Myrele em respirada fortes.
Pedro, cave o chão e olhe os baús. Ve se consegue uma poção de força ou cura .Rápido.
Eu segurava a cabeça de Myrele em meu colo. Os olhos dela quase fechando. Pedro cavou, tomou uma corda da bolsa e amarrou num dos pilares. Então ele desceu.
- Cuidado com a armadilha. - Eu gritei.
Ouvimos o barulho de baús. Eu olhei para baixo.
- E então?
- Desculpa, não, nenhuma poção aqui. Mas achei uma maçã Encantada.
- Maçã. Geovanna, ainda tem Maçã dourada?
- Tem.
Mas Myrele ja estava desacordada. Geovanna retirou a Maçã e me olhou com o olhar triste. Eu olhei para Myrele e tentei acorda-la.
- Myrele, acorda Myrele!
Ela não conseguirá mastigar a Maçã.
- Espera. - Eu falei. - Há outra sala.
- Mas phe, ela está cheia de areia! - Falou José.
Eu peguei a picareta que Pedro deixou jogada no chão. Cavei o chão até revelar uma sala vazia com um pote e um único baú. Por milagre, ela não estava coberta de areia.
- Eu desço. - Disse Geovanna e desceu. De dentro do baú ela tirou um frasco com uma substância parecendo sangue.
- Cura! - ela disse.
Ela jogou para mim e eu coloquei um pouco na boca de Myrele. Ela engasgou e abriu os olhos tomando o longo suspiro.
- Nossa, isso é forte. - Ela falou.
Todos respiramos aliviados.
- Há mais alguma coisa aí embaixo? - Perguntei.
- Sim. - Pedro gritou de volta. - Há uma espada de diamantes, um peitoral e um capacete de ouro e ossos e teias de aranha.
- Ok, pegue todos.
Depois que ele pegou tudo nós o içamos de volta. A espada era de diamantes mas havia um encantamento nela. Eu não conseguia identificar, nem nenhum dos meus amigos.
- Parece muito afiada. - Disse José.
- Há também esse peitoral de ouro e esse capacete. Parecem encantados. - Disse Pedro.
- Deixe me experimentar. - Falou José.
Na hora em que ele foi colocar, Geovanna gritou:
- Não faça isso!!!
Mas já era tarde. Quando eu foquei na couraça e no capacete, eu entendi. Ambos tinha um encantamento que deixava uma aparência avermelhada neles. Uma maldição, que tornava o equipamento para sempre em quem o usava.
- A maldição do ligamento. - Disse Pedro, triste.
- Sim, so pode ser removida de você quando estragar ou quando...
- Quando eu morrer. Espero que quebre logo.
- É ouro, vai quebrar logo. - Disse Myrele.
Geovanna olhou para mim e em seus olhos eu vi que havia algo mais. alguma coisa que seu coração ocultava sobre a armadura de ouro.
- Há na couraça e no capacete.
Pedro jogou o capacete no chão. Eu peguei ele.
- Vou guardar no meu inventário, se na vila tiver um rebolo, podemos converter esses encantamentos em outras coisas.
- Há, isso me lembrou, vocês ja olharam seus pontos de experiência? - Disse Myrele.
- Não sei se há pontos de experimentar, - Disse José. - Não vejo nenhuma esfera verde sair dos monstros quando a gente mata.
- Mas se você olhar no seu tablet, você vai achar a barra de experiência.
Eu olhei no meu tablet de inventário e la estava ela. Eu havia chegada no nível 25 de experiência, um bom nível.
- Bom saber vamos sair daqui. Esse templo me da arrepios - Disse Pedro.
- Mas como? - Disse José. - Não tem como subir até a abertura.
- Vamos tentar as torres, talvez possamos cavar.
A turma se dividiu. Um grupo foi para o lado e outro para a outra torre. Eu fiquei olhando os pilares, vendo a escultura talhada do creeper em relevo nos pilares da pirâmide.
- Qual seria a história por trás dos creepers nessa versão de mundo? - Disse Myrele.
- Eu não sei. - Falei. - Eu vi uns vídeos que contava a história do creeper. La fala que o creeper surgiu de um experimento que deu errado com uma bomba. Que na hora da explosão um homem e o artefato se fundiram juntos.
- Apenas não explica como surgiram todos os outros.
Nós rimos.
- Achei. - Ouvi a vós de Geovana gritar da torre norte.
Nos corremos e vimos uma abertura coberta de areia com a luz do sol saindo por uma pequena fresta.
- cavem - Eu falei.
José e Pedro pegaram paz e cavaram até que a abertura estivesse completamente exposta. Saímos no sol da tarde.
- Ja está quase anoitecendo. - Disse Myrele. - Precisamos achar aquela vila antes dos monstros nos pegarem.
- Isso não é mais problema. - Disse Anabele, e apontou para o horizonte a norte.
Ali, no meio da confusão do deserto, se erguia a ponta de uma torre do deserto indicando uma vila.
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Atualizado até capítulo 72
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