Os convidados se aproximaram nos parabenizando, às vozes era apenas era apenas um eco ao longe não conseguia prestar atenção em nada , apenas aceitava os comprimentos e elogios, na primeira oportunidade que tive me afastei, precisava de um lugar tranquilo para conseguir respirar.
Subi às escadas apressadamente, precisava ficar sozinha, entrei no quarto e fechei a porta. Queria chorar e gritar, mas me faltava fôlego.
Não demorou muito e a porta se abriu , não olhei pra ver quem era , senti braços gentis me cercando.
— Sinto muito por tudo isso. Diego disse de forma gentil.
— Não precisa se desculpar por algo que não está sob seu controle. Murmurei .
Não há razões para ele se desculpar, o meu irmão não tem culpa de nada disso.
— Por que ela estava aqui? Quem a convidou? Eu perguntei abraçando o meu irmão. — Ela não precisava ver isso, eu não queria que ela visse isso. Eu falei enquanto lágrimas quentes escorriam pelo meu rosto.
— A vovó achou que isso seria o suficiente pra que ela desistir de você de uma vez por todas . O Diego falou.
— Desistir ? Repeti a palavra como se fosse uma ferida aberta que queima ao mínimo toque.
— É Luiza, desistir definitivamente . O Diego confirmou . — Ela queria que a garota te odiasse o suficiente para desistir .
Definitivamente? Porque uma simples palavra dói tanto .
Desistisse então é isso, agora havíamos colocado um ponto final na nossa história.
— Ainda assim não precisava de nada disso, não iremos morar aqui, porque razão a nossa avó tem que se intrometer em tudo, ela não percebe que as atitudes dela só mágoa às pessoas.
— É claro que ela percebe Luiza, a questão é que ela não se importa. Ela sabe muito bem que a sua garota não desistiria tão facilmente de você, por isso ela a convidou, ela fez isso porque ela sabe que a única maneira de afastar ela de você é com ela te odiando. O meu irmão falou e eu sorri com escárnio.
— Eu sei que a magoei muito. Acho que tudo que eu fiz já é motivo o suficiente pra ela me odiar... Não sei qual a necessidade de trazer ela até aqui.
Já dei tantos motivos pra ela me odiar , agi como a pior de todas as pessoas. Terminei com ela , e quando ela exigiu uma explicação , quando ela pediu um único motivo pra tudo isso eu disse que não a amava , disse que estava noiva .
Obviamente que ela se sentiu enganada, traída, humilhada e é claro que discutimos palavras horríveis que pesavam toneladas foram jogadas ao vento como se fossem leves como penas, mas a verdade é que não medimos o quanto tudo aquilo nos machucaria, e machucou muito. Ela me magoou e eu a magoei.
Logo eu que lhe fiz promessas e que prometi que jamais a magoaria, logo eu que prometi um " para sempre" tinha lhe dado um ponto final na nossa história.
— Eu vi quando ela foi embora, eu tentei ir atrás dela ver se ela precisava de algo, mas ela disse pra mim voltar e disse que você iria precisar de mim muito mais que ela. O meu irmão falou e mordeu os lábios como se estivesse tentando evitar que às palavras saíssem de sua boca.
— O que mais ela disse? Eu perguntei e o meu irmão suspirou. — Por favor, Diego, o que mais ela disse? Eu questionei e o meu irmão levou a mão até o bolso tirando de lá um pequeno colar .
O colar fino tem um pingente especial, com um significado mais especial ainda. O coração é dividido ao meio, e quando as duas metades se unem, formam o símbolo do infinito no centro do coração. O pingente é delicado e elegante, feito de um material brilhante para realçar seu significado. Ao redor do coração, há algumas pedrinhas pequenas e delicadas que adicionam um toque de brilho sutil ao colar.
Este colar foi escolhido por sua simbologia única e profunda. A combinação do coração e do símbolo do infinito representa o amor eterno e incondicional, transcendendo as limitações temporais e físicas. O termo "ágape" é perfeito para descrever o significado deste colar, pois o ágape é um amor altruísta, desinteressado e que busca o bem-estar do outro.
A escolha desse colar não é pra demonstrar apenas um sentimento de amor, mas também um compromisso com a ideia de um amor que vai além das fronteiras convencionais. É um lembrete constante de que o verdadeiro amor é duradouro, infinito e capaz de superar qualquer desafio ou obstáculo.
— Ela disse pra você parar de prometer aquilo que você nunca será capaz de cumprir, afinal um simples mortal não se pode prometer algo que seja eterno . O Diego disse e eu senti aquelas palavras me acertarem em cheio como uma adaga .
Forcei um sorriso sem graça, tentando disfarçar o incômodo que eu estava sentindo naquele momento.
Com as mãos trêmulas eu apertei o colar nas mãos com a mesma força que eu estava sentindo o meu coração ser apertado nesse momento. Levantei o meu rosto e o olhar do meu irmão se encontrou com o meu, eu vi nos olhos dele o quanto ele lamentava a minha situação.
Coloquei o colar no meu pescoço e o meu irmão secou as minhas lágrimas, não havia mais razões pra chorar pelo que poderia ter sido, agora eu estava oficialmente casada. E é como o padre disse o que Deus uniu o homem não separa.
— Vamos ter que descer , não se esqueça que você é a dona da festa. Além do mais o seu marido já deve estar procurando por você.
— Infelizmente você tem razão, pode descer primeiro vou retocar a minha maquiagem e já desço, afinal agora já é tarde pra fugir.
Após me recompor, desci as escadas e me deparei com Ulisses, meu agora esposo, que veio ao meu encontro com um sorriso nos lábios. Ele segurou minha mão e analisou a aliança dourada em meu dedo, antes de me beijar suavemente.
— Como você se sente sendo uma De Lucca? — ele perguntou, com um brilho de expectativa nos olhos.
Eu suspirei, lembrando-me de todas as expectativas e responsabilidades que vinham junto com o sobrenome da família De Lucca.
— Não se esqueça que tudo isso não passa de um negócio. — respondi, lembrando-me de nossos acordos e contratos.
Ulisses sorriu gentilmente .
— Isso é somente da sua parte, Luiza. Eu estou disposto a fazer as coisas darem certo. O Ulisses disse me olhando fixamente.
Eu me mantive firme em minha posição , tínhamos um combinado e eu seguiria apenas o que combinamos.
— O mínimo que eu espero é uma boa convivência, nada além disso. Eu disse de forma firme e coerente, Ulisses sorriu e me lançou um olhar inquisidor.
Continuamos a andar pela festa, distribuindo sorrisos falsos como este casamento. Quando finalmente chegou a hora de ir embora, eu mal podia conter minha alegria. Finalmente poderia descansar.
— Está ansiosa para a nossa lua de mel? - perguntou Ulisses de forma sugestiva, enquanto íamos de carro em direção ao hotel onde passaríamos a noite antes de voar para a Grécia na manhã seguinte.
— Não estou nem um pouco ansiosa, e acho que você também não deveria estar – respondi, olhando pela janela.
Chegando ao hotel, fui direto ao banheiro trocar de roupa e me livrar dos saltos que estavam machucando meus pés. Ao retornar, vi Ulisses sentado na cama, com duas taças de champanhe nas mãos. Ele já tinha se livrado da gravata e aberto os primeiros botões da camisa.
Quando me viu, ele se levantou e me entregou uma das taças.
— Eu tenho uma proposta para te fazer – disse ele, com determinação na voz.
Ulisses olhou nos meus olhos, enquanto eu tentava decifrar o que estava por trás daquela proposta. Meu coração batia mais rápido, não sabia o que esperar, mas algo me dizia que aquela noite estava longe de terminar.
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Atualizado até capítulo 55
Comments
Bea Andrade
Que isso como assim
quero saber mais sobre elas
que vo essa afff
2024-04-24
4
Allan Ricardo Araujo
cara alguém me dá uma arma pra mim matar a avó, a mãe e esse esposo nojento 😡, ridículo isso casa uma pessoa por puro interesse 😡😡😡, mas espero que a Luiza se lhe desse casamento e vai atrás reconquistar seu verdadeiro amor que vai ser um pouquinho difícil
2024-04-03
1
A.Maysa
palavras e falta de atitudes machucam muito, ainda mais quando vem com promessas vazias...e a Luiza sabe que ela fez isso por conta da família que só está interessada em bens materiais e não com a felicidade do próximo
2024-04-02
1