Capítulo Dezesseis
Ayla
Depois do jantar o pessoal aos poucos foi indo embora, tentei ajudar Eloá a arrumar as coisas, mas não deixaram, fui até carregada por William para o quarto.
William me deitou na cama e aproveitou para ficar agarradinho comigo.
— Vim dormir todos os dias aqui, enquanto você estava no hospital. — Ele fala beijando meu pescoço. — Era o único lugar que conseguia dormir a noite toda, seu cheiro me acalmava.
— Queria estar aqui, pra ficar com você. — Digo um pouco triste.
— Agora você está minha pequena e se você permitir vou dormir todos os dias agarradinho com você. — Ele fala e beija meu ombro.
Me viro para ele e olho para seus olhos, abri um sorriso e sinto sua mão ir até meu rosto tirando uma pequena mecha de cabelo que estava caindo.
Ele se aproxima e sela nossos lábios com carinho, me aproximo mais do seu corpo e coloquei minha perna por cima dele, ele passa a mão pela minha coxa com carinho, oque me faz arrepiar toda.
Coloco uma das minhas mãos no seu rosto e a outra passo por seu peito e chego até o abdômen, sinto cada Gominho da sua barriga.
O beijo foi ficando mais quente e William começou a subir meu vestido, sua mão foi até minha bunda e apertou com força. Acabei me assustando e se afastando dele.
— Ei, desculpa pequena, não deveria ter feito isso. — Ele diz me olhando preocupado.
Não sei o porquê me afastei assim, mas me assustei com isso, eu fiquei tão traumatizada com tudo que tenho medo das coisas. Ao olhar para a preocupação de William me senti mal de afastar-me desta forma.
— Acho melhor a gente descansar, vou tomar um banho e te esperar pra dormir. — Digo olhando para ele forçando um sorriso.
Me levanto da cama e vou caminhando até o banheiro, sinto meus olhos queimarem, como Will vai ficar comigo, sendo que tenho tantos traumas, não consigo nem sentir o toque dele, sem me assustar.
Eu estava tão quebrada, por mais que achasse que estava bem e feliz, no fundo eu ainda tinha medo.
Tirei minha roupa e entrei no chuveiro, tomei um banho rápido e logo sai. Coloquei um shorts e uma camiseta, sai do banheiro e o William ainda não tinha voltado, apaguei a luz e liguei a televisão, me deitei na cama e me virei para o lado oposto da porta.
Fiquei esperando ele por um tempo, mas ele não apareceu, me senti tão mal, ele deve ter ficado chateado comigo. Chorei baixinho e acabei dormindo.
No meio da madrugada senti a cama afundar, e um corpo se grudar ao meu.
— Te amo minha pequena. — William sussurrou baixinho e me abraçou.
William
Ayla voltaria hoje para casa e Pamela inventou de fazer um jantar e pendurar uma faixa enorme de boas vindas, os meninos acabaram gostando da ideia e a casa virou uma verdadeira bagunça, se não fosse pela minha mãe, certeza que o jantar nem iria sair.
Buscamos Ayla e a trouxemos para casa e ela amou o'que fizemos, todos se reunimos e fomos jantar, Ayla se emocionou e agradeceu cada um de nós pela ajuda que demos a ela, todos na mesa também se emocionaram, ver Ayla sendo tão forte é muito gratificante para todos nós.
O jantar acabou e todos foram embora, levei Ayla para o quarto e ficamos juntos, as coisas estavam esquentando e eu acabei passando dos limites e apertando a bunda dela com força, ela acabou se assustando e se afastou, me senti péssimo pelo que havia feito.
Pedi desculpas, mas ela tentou disfarçar e foi tomar banho, sai do quarto dela e fui para o escritório, me sentia um idiota, sei bem oque Ayla passou, com certeza ela tinha medo, tinha que ir com calma com ela.
Me sentei no sofá e dei um gole de whisky direto da garrafa. Bebi mais um pouco e subi para meu quarto, tomei um banho gelado pra me acalmar, me sequei e saí do banheiro, coloquei uma roupa confortável e deitei na minha cama.
Não queria voltar no quarto dela, ela deveria estar triste com o que eu fiz, fiquei revirando de um lado para o outro na cama e não consegui dormir, droga, porque meu corpo dependia tanto dela.
Me levantei e caminhei devagar até o andar de baixo, fui até a porta do quarto dela e fiquei parado um tempo, devagar abri e ela está a dormindo, entrei no quarto e fechei a porta, fui caminhando até a cama e me deitei ao seu lado, sussurrei no seu ouvido que a amava e a envolvi em meus braços.
…
Acordei com a luz entrando pela janela, abri meu olhos e Ayla estava deitada ao meu lado dormindo que nem um anjo, puxei ela pra mais perto e dei um beijo em sua testa.
Ela se mexeu e foi abrindo os olhos, assim que me viu abriu um sorriso, dei um beijo em seus lábios e abracei ela.
— Bom dia meu amor. — Digo.
— Bom dia, Grandão. — Ela fala se acomodando em meus braços.
Ficamos um tempo ainda abraçados e logo ela levantou pra ir ao banheiro, aproveitei e fui para meu quarto fazer minha higiene, assim que terminei, desci e Ayla já estava preparando o café da manhã.
— O'Que minha cozinheira gostosa vai fazer hoje em ? — Pergunto abraçando ela por trás.
— Deixa eu pensar, que tal…. Panquecas? — Ela diz e dá risada.
— Seria um sonho meu amor. — Digo dando um beijo em seu pescoço e me afastando.
Fui até o outro lado do balcão e me sentei.
— Amor. — Ayla fala me olhando um pouco triste.
— O'Que foi minha pequena ? — Pergunto a olhando.
— Me desculpa por ontem, eu… eu não queria te deixar chateado, e que eu só….. — Me levantei e fui andando até ela de novo, a puxei para perto do meu peito e confortei ela.
— Você só não está pronta pra isso agora, e eu entendo meu amor, vamos levar as coisas devagar, sei bem dos seus traumas, não quero apressar nada e nem te machucar de alguma forma, eu que quero te pedir desculpas. — Digo abraçando mais ela.
Ela me olha com os olhinhos brilhando e me dá um beijo. Me separo dela e deixo ela fazer minhas panquecas favoritas.
Ela terminou e eu ajudei a fazer as outras coisas, arrumamos a mesa e todos desceram bem animados, tomamos café e era bom retornar a harmonia da casa.
Todos foram fazer suas funções e Ayla ia ficar sozinha em casa, então decidi levar ela comigo hoje.
— Eu não vou ver gente morta lá onde você trabalha não, né? — ela pergunta com os olhos arregalados.
Dou uma gargalhada com que ela fala. — Claro que não meu amor.
— Tudo bem então, te acompanho hoje. — Ela diz animada.
Deixo ela se arrumando e vou para meu quarto, tomei um banho e logo me troquei, peguei minhas coisas e desci as escadas. Assim que pisei na sala abri um sorriso ao ver minha pequena fazendo sanduíche na cozinha.
— Tá fazendo oque amor ? — Pergunto indo em sua direção.
Noto que ela está usando calça jeans, um tênis branco no pé, uma blusinha toda florida, seu cabelo está preso em um rabo de cavalo bem feito.
— Lanchinho para os meninos e você, para comerem se caso não conseguirem ir almoçar. — Ela fala tranquilamente, passando o patê no pão.
Fiquei olhando para ela e não deixei de sorrir, Ayla era um amor de pessoa.
Ela terminou os pães dela e ainda pegou uma garrafa de dois litros de suco de manga, sei nem da onde ela tirou manga.
Resolvi ir para boca a pé, pra ela poder ver um pouco do morro e também dar uma caminhada aqui fora, ela ainda não havia se recuperado totalmente, mas o médico pediu pra ela fazer alguns exercícios já que ela ficou na cama por duas semanas.
Desde que Ayla chegou ela não saiu, sempre deixei ela dentro de casa, mas isso iria mudar, ia tentar levar ela em alguns pontos do morro, ela não era nenhuma prisioneira.
— Aqui é bem bonito. — ela diz olhando a área de mata que tem próximo a boca.
— Lá atrás e onde chega minhas cargas, mais tarde vou te levar no pico do morro, de lá dá pra ver tudo. — digo puxando ela pela cintura e beijando sua testa.
Continuamos andando e logo estávamos na boca, o vapor que estava na contenção me encarou e quando olhou para Ayla abriu um sorriso que não gostei muito.
— Bom dia Chefia. — Ele diz e nem olha pra mim, ainda mantém os olhos em Ayla.
Me afastei de Ayla e me aproximei dele.
— Bom dia Pentelho. — Digo bem perto dele e seguro seu braço com raiva e ele me olha assustado. — Se continuar olhando dessa forma pra minha mulher vou meter bala na sua cara.
— Dês…culpa chefia, eu …..eu não sabia. — Ele diz se tremendo.
Solto ele e volto minha atenção a Ayla que nem percebeu oque aconteceu.
— Vamos amor. — Digo segurando sua mão.
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Atualizado até capítulo 67
Comments
Vivi Diazz
pior que pentelho sempre incomoda
kkkkkkkkkk
2025-03-22
0
Lene Souza
o vapor q não respeita a fiel fo chefe é balão
2024-11-26
0
Cida Lima
agora a vadia q ele trepava vai aprontar aff
2025-01-13
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