Capítulo Quatorze
Eloá ( Mãe do Sombra, Pedro e Pamela)
Não conseguia entender porque essa pobre garota tinha que passar por tanto sofrimento assim, Ayla era uma moça tão boa, depois que chegou em casa, trouxe a felicidade para nossa família.
Meus filhos todos amavam ela, Paloma e Pedro consideravam a menina sua irmã, e meu querido William amava ela, mas ainda mal sabia disso, a aproximação dos dois era linda, meu menino sempre foi tão duro com tudo e todos, quando Ayla chegou mudou ele completamente e nem imaginava isso.
O médico me liberou para ficar com ela no quarto, e assim que entrei meu coração doeu de ver minha menina de novo nessa cama, ela estava ligada a vários aparelhos que ajudavam ela a respirar.
— Oh minha menina, volta pra gente, estamos com o coração machucado de ver você assim. — Digo segurando suas mãos.
Fiquei por um tempo ali com ela e logo ouvi a porta abrir devagar.
— Mãe. — Pedro aparece mancando um pouco.
— Oi, meu filho, como você está ? — Digo me levantando e indo até ele.
— Bem mãe. — Ele retribui meu abraço.
Pedro se afasta e olha para Ayla na cama, vejo uma lágrima escorrer pelo seu rosto e isso me parte o coração.
— Quando eu cheguei na casa eles estavam arrastando ela pra fora, tentei ajudá-la mais me deram um tiro, mesmo ela ali mal, ela gritava meu nome e pedia pra eu ser forte, ela mesmo ali se preocupou comigo e não com ela mesma. — Meu menino segurou as mãos de Ayla com carinho. — Volta pra gente irmãzinha, você não sabe o quanto faz falta.
Pedro ficou um pouco comigo e logo o médico veio chamar ele pra poder fazer mais alguns exames.
Acabei cochilando e quando acordei escutei um barulho chato vindo do monitor, na mesma hora vários médicos e enfermeiros entraram na sala e meu coração acelerou.
— Pegue o carrinho de reanimação! — um deles gritou.
Minha menina estava tendo uma parada cardíaca, fui para o canto da sala e me ajoelhei no chão e comecei a pedir a Deus para que ajudasse ela, ela não podia ir agora, ela não merecia perder a vida pela maldade do outro.
— Ayla eu tô aqui, fica comigo, nós vamos cuidar de você, somos sua família, fica conosco. — Disse em voz alta.
Continuei rezando e logo o monitor voltou a emitir o som normal.
— Conseguimos reanimá-la senhora. — Um médico diz.
— Obrigada doutor. — digo em meio às lágrimas.
Me recuperei desse choque e levantei, respirei aliviada e sentei novamente na poltrona e continuei rezando, pedindo para Deus dar forças a Ayla.
Acabei dormindo.
…
Acordei com um pouco de dificuldade de abrir os olhos, quando consegui abrir tudo estava embaçado, olhei para direção da cama de Ayla e vi uma figura cheia de luz, não conseguia saber exatamente o'que era, mais senti quando me olhou, achei que ficaria com medo, mas uma paz me invadiu.
— Cuide da minha filha, ela ainda tem muita coisa para passar antes de enfim a vida dela se acertar, por isso ela vai precisar do amor e do carinho de vocês. — A voz de uma mulher ecoou pelo quarto.
Apaguei de novo e minutos depois acordei, abri meus olhos e procurei pela figura e não havia nada no quarto.
Me levantei e fui até Ayla e quando ia falar com ela, a porta do quarto abriu e William passou por ela.
— Bom dia mãe. — ele me abraçou com carinho.
— Bom dia filho, conseguiu descansar? — Perguntei.
— Sim mãe, só demorei que tive que resolver umas coisas na boca, estamos tentando achar o Veneno e o Raul. — Ele diz e vejo raiva em seu olhar.
— Ela teve uma parada de madrugada, mas voltou para nós. — Digo e ele me olha assustado — William, depois que isso aconteceu e voltei a ficar do lado dela e acabei dormindo, quando acordei em determinado momento, vi alguém com ela, não conseguia ver bem pois minha vista estava embaçada, mas senti uma paz muito grande, a pessoa tinha uma luz forte em volta dela. — Parei e segurei a mão de Ayla. — Era a mãe dela, ela me pediu para cuidarmos dela, que nossa menina ainda passaria por muitas coisas até que sua vida ficasse tranquila.
— Nós vamos proteger ela mãe, nunca mais vou tirar os olhos de Ayla, não vou mais deixá-la sozinha em momento algum, oque aconteceu ontem foi um erro meu. — Ele diz e vejo tristeza em seus olhos.
— Não se culpe meu menino, o destino de todos nós está em uma linha só, tudo que aconteceu tem um motivo, a única coisa que me deixa triste é pelo destino de Ayla ser tão triste, ela não merecia nada que passou até agora. — Falo e puxo meu filho para um abraço. — Vou pra casa, fique com ela e a noite a Pamela disse que vai ficar.
— Tá bom mãe, pode ir lá, te amo. — Ele fala e me despeço.
Saio do hospital e vou direto pra casa.
William (Sombra)
Duas semanas depois
Ayla ainda não acordou, a uma semana atrás os médicos tiraram ela do coma induzido e desligaram todos os aparelhos, ela estava bem melhor então conseguia respirar sem eles. Agora estávamos esperando para que ela acordasse.
Veneno e Raul sumiram do mapa, botei meus homens irem atrás deles até o inferno, estou com três informantes no morro da Penha e contatei um aliado forte meu aqui do rio.
Só essa semana havia torturado uns dez caras que sabiam informações do Raul e do Veneno, eu estava com tanto ódio desses dois, que queria a cabeça deles o mais rápido possível.
Minha família estava triste, a cada dia que Ayla não acordava era uma dor para todos nós, até o BN e o Ctreze estavam mal.
Hoje eu ficaria com ela no hospital, estávamos revezando todos os dias.
Saí da boca e fui pra casa tomar um banho, me troquei e já desci direto pro hospital. No caminho encontrei Sheila.
— Oi meu amor, quanto tempo. — Ela fala me agarrando.
Empurrou ela pra longe de mim e a mesma me olha assustada. — Nunca te dei essa intimidade Sheila e não e agora que vou dar, sumi porque não quero mais nada, então aceitei e suma.
— Você só pode estar brincando né? — Ela começa a chorar. — O'Que aconteceu com você ? Certeza que tem dedo da vadia que você e sua família ficam indo visitar no hospital.
Na hora que ela fala isso explodo, vou pra cima dela e pego a mesma pelo pescoço. — Nunca mais abra essa sua boca imunda pra falar de alguém da minha família, você não passa de uma puta barata.
Larguei ela no chão com tudo e nem dei tempo de ela responder já sai cortando. Antes de entrar no hospital já mandei a fita pros meus homens ficarem no pé da Sheila, aquela ali é louca e pra surtar achando que é minha fiel e querer fazer mal a Ayla e rapidinho.
Entrei no hospital e não sei porque senti algo diferente, fui caminhando até o quarto e no corredor vi uma luz saindo do quarto de Ayla, me assustei um pouco e fui até lá, mas antes que eu chegasse se apagou.
Entrei no quarto assustado e vi Ayla ainda dormindo e meu irmão também capotado na poltrona. Mais que porra foi essa!.
Acordei Pedro e logo ele foi pra casa, me sentei ao lado da minha pequena e segurei sua mão com carinho.
— Boa tarde minha pequena, tô sentindo tanto sua falta Ayla. — Digo dando um beijinho na sua mão delicada. — Esses dias sem você me fizeram enxergar o quanto preciso de você na minha vida, me apaixonei por você, me apaixonei pela mulher incrível que você é minha pequena, quero que volte logo pra eu poder falar todos os dias o quanto amo você, o quando amo seu cheiro, amo sua risada. — Me levanto e apoio minha testa na dela. — Eu te amo Ayla.
— Eu…também…te…amo
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Atualizado até capítulo 67
Comments
lucelia lopes
kkkkkkkk
2024-12-30
2
Ivani Baldo
que linda sua mae esta ao seu lado protegendo e cuidando espiritualmente linda cena logo ela estara bem com todo amor e carinho que recebe de tofos so precisa agarrar aquele traste do padrastro animal vai pagar por tudo
2024-12-16
1
S Ramos
e pq não deu logo um tiro neles??
2024-12-01
1