Capítulo três
William (Sombra, Dono do Morro)
Sombra - Dono do Morro
Já faz quatro anos que sou o dono do morro da Rocinha, esse cargo me foi passado após a morte do meu pai em uma invasão da polícia.
Desde então tento fazer a diferença no morro e estou conseguindo, desde que meu pai morreu trouxe diversas coisas diferentes pra cá, fiz aliados novos e fortes, já faz quase um ano sem invasão e isso é maravilhoso.
Tenho hoje 28 anos, gerencio esse morrão com meu irmão Pedro o vulgo Mamba de 25 anos, além dele tenho também meus dois braços direito, o BN e o Ctreze, que são nossos amigos a anos e confiamos neles de olhos fechados.
Eu e o Pedro moramos com nossa mãe Eloá e nossa irmã Pamela, que tem 22 anos. Graças a Deus consigo proporcionar tudo de bom para as duas.
— Irmão preciso da sua ajuda. — Pedro entra do nada na boca.
— Caralho, não bate mais não ? — encaro ele.
— Foi mal irmão. — Ele se senta na cadeira à minha frente.
— Já manda o papo que tô ocupado. — Digo dando atenção a ele.
— se lembra que fui beber com os cria a duas noites atrás né? — Ele pergunta e eu arqueio a sobrancelha e apenas confirmo. — Nesse dia vimos uma mulher no bar toda estranha, vestindo roupa de frio e óculos escuro, quando ela foi embora seu Roberto veio falar comigo pedindo pra eu conversar com ela, porque parecia que a mina não tava bem e disse também que viu um corte na boca dela.
— Tá e o'que tenho a ver com isso? — Digo apoiando os cotovelos na mesa e encarando ele.
— Ontem voltei com os meninos e ela estava lá, puxei assunto com a mesma e realmente vi o corte na boca e também um roxo no pulso dela, assim que ela percebeu que eu notei abaixou a mão rápido e escondeu. — Ele fez uma pausa e pegou um baseado que tinha no bolso. — Chamei ela pra sentar comigo e com os meninos e ela foi, em determinado momento ela foi entregar o copo pro Ctreze e de novo eu vi a marca. Não sei mais, algo me diz que essa mina está sofrendo alguma coisa.
— Porque se não chegou e já perguntou? Aí fica de enrolação e outro geral aqui sabe que agressão a mulher é morte na certa. — Digo já nervoso, odeio essas fita.
— Ela vai voltar hoje no bar, queria que você fosse comigo, pra ver a situação. — Ele dá um trago no baseado.
— Sei não irmão, tô cheio de coisa pra fazer e não tenho tempo pra historinha fiada. — Digo voltando a atenção para o notebook.
— Cara é só ir comigo e os cria no bar e falar com ela, simples, depois você volta pra casa. — Ele diz.
— Tá irmão, eu vou, agora vai trabalhar, tá chegando um carregamento no portão sul, vai receber com o BN e manda o Ctreze vir aqui. — Digo e ele apenas levanta e sai.
Mais um b.o pra eu resolver, Pedro quando coloca as coisas na cabeça, ninguém tira fácil, então é melhor eu já ir verificar logo o'que essa doida tem pra ele ficar em paz.
Passaram alguns minutos e logo Ctreze invade a minha sala.
— Vou ter que ensinar a vocês três a terem modos, porque não é possível, não sabem bater na porra da porta caralho. — Digo nervoso.
— Qual foi chefinho, fica bravo não, vim te ver e é assim que você me trata amor? — Ctreze fala com uma vozinha de mulher.
— Vai se fude, e sai com essa viadagem daqui.
— Pedro disse que tu mandou me chamar, fala ai. — Ele se senta no sofá que tem na lateral.
— Tem alguma informação do X9? — Pergunto.
Essa fita de x9 já tá tirando a minha paz, perdi a porra de uma carga a duas semanas atrás, e estava tudo certo, poucas pessoas sabiam que eu iria recebê-la, mas alguém vazou alguma informação e a carga foi pega no meio do caminho.
Quem sabia do plano era apenas eu e meu irmão, os meninos e uns quatro vapor. Mandamos investigar os quatro, porque os meninos eu sei que não eram.
— Eu já descartei dois vapor que sabiam do plano, agora estou na cola dos outros dois, mas na real algo tá me dizendo que quem tá envolvido é o Santos, aquele moleque não me passa confiança nenhuma e de uns dias pra cá vive saindo do morro, já botei um vapor atrás dele e tô esperando as informações. — Ctreze fala.
— Ótimo, agora me diz que fita é essa do meu irmão com a mina doida? — Digo e Ctreze cai na gargalhada.
— A mina realmente é doida, mas é gente boa, o Pedro tá achando que ela sofre agressão em casa, e realmente achamos isso, vi uns roxos no pulso dela e também no pescoço, mas ela esconde bem. — Ele diz e vejo que ele também se preocupa. — Hoje vamos ver ela de novo, se devia ir, ela é mó firmeza.
— Vou ver essa caminhada, se sabem onde ela mora? — pergunto.
— No beco da 12, perto do bar do seu Roberto.
— o Pedro e o BN foram receber uma carga, espera eles voltar e distribui pros pontos aqui do morro. — Digo e ele assenti. — E puxa pra mim quem mora com essa mina aí, e se o cara é conhecido nosso.
— Po ela falou que mora com o padrasto, mas não disse mais nada, ela meio que foge de qualquer assunto relacionado a ela. Só sabemos o nome dela que é Ayla. — Ele se levanta pra sair.
— Vou ir com vocês hoje pra ver essa fita. — Digo e logo ele sai da sala.
Não sei porque mais algo me diz pra ir ver o que está acontecendo, é melhor resolver logo, antes que essa mina acabe sofrendo algo pior.
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Atualizado até capítulo 67
Comments
Ivanir Fernandes Barbosa
Agora é que a história vai começar a ficar boa
2024-12-23
2
S Ramos
só tem homem bonito nos morro??? O quê que é isso hein??? Autora do céu!!!
2024-12-01
2
Joana Darc Rocha Carvalho
É muita covardia de um pilantra desse merece uma corça bem dada 😭🤣🤣😡💔
2024-11-29
1