Capítulo Onze
Ayla
Abri meus olhos e senti um frio insuportável, comecei a me tremer toda e percebi que estava em cima do William e debaixo de um chuveiro gelado.
Acabei piorando na madrugada, já não estava legal, creio que devo ter pegado uma gripe, William saiu do banheiro e sua mãe veio me ajudar, ela me deu um remédio pra febre e ficou um tempo deitada comigo na cama.
— Como você se sente? — Ela pergunta.
— Um pouco fraca. — Digo olhando pra ela.
— Se caso não melhorar até de manhã, te levo ao posto. — Ela diz se sentando na cama e dando um beijo na minha testa. — Precisamos mudar seu quarto lá pra cima.
— Não precisa, até prefiro ficar aqui, não quero ficar acordando vocês de madrugada com meus pesadelos. — Digo ficando um pouco chateada.
— Você está tendo todos os dias ? — Ele me olha com carinho.
— Sim, todos os dias, sempre os mesmos pesadelos. — Digo olhando para outro lado.
— Se quiser conversar sobre. — Ela diz colocando a mão sobre a minha.
— Um deles é minha mãe morta em meus braços e o outro Raul me encontra e ele me…. — Não consigo falar.
— Ayla, não se preocupe, você está segura aqui, ninguém vai te machucar. — Eloá me abraça com carinho.
— Obrigada Eloá. — Digo abrindo um sorriso.
— Bom, vou descansar, qualquer coisa não hesite em chamar alguém ? — Ela diz e eu apenas assinto.
Ela sai do quarto e fiquei sozinha, passo a mão pela minha testa e ainda estou bem quente. Olho ao redor e pego meu celular para ver as horas. Já eram 4 da manhã, precisava descansar, mas estava com medo de dormir.
Ouço a porta abrir e vejo William aparecer.
— Como se sente, pequena? — Ele caminha até minha cama e se senta ao meu lado.
— Acho que melhor, grandão. — Digo abrindo um sorriso.
— Tá com medo de dormir ? — Ele pergunta.
— Um pouco. — Digo olhando para minhas mãos que estão em cima da minha perna.
— Vou te ajudar a dormir. — Ele fala se levantando e vai até a porta e apaga a luz.
Sinto a cama afundar novamente com o peso dele e sinto sua mão tocar meu corpo.
— Vem pequena, vamos dormir. — Ele diz me puxando.
Me deito na cama e sou envolvida pelos braços dele, na mesma hora sinto uma corrente elétrica percorrer meu corpo, sentir a pele dele sobre a minha me deixa toda arrepiada, sinto sua respiração quente no meu pescoço. Por Deus eu não queria mais sair dali, senti uma paz tão grande nos braços desse homem.
Droga Ayla, lembra que você não pode criar sentimentos, ele te vê como uma irmã, nunca te verá como algo mais.
Tento afastar meus pensamentos e fecho meus olhos, não demora muito e eu apago.
…
Acordo e ainda sinto William deitado ao meu lado, abro um sorriso de felicidade ao sentir ele ali ainda comigo. Saio dos seus braços devagar para não acordá-lo e vou para o banheiro fazer minha higiene, assim que chego noto que estou bem suada, a febre deve ter passado graças a deus, aproveitei e passei uma água rápida no corpo.
Coloquei um vestido leve e fui para cozinha, coloquei meus fones e comecei a preparar o café da manhã, hoje eu ia fazer panquecas de novo.
Peguei os ingredientes e comecei a preparar tudo, peguei algumas frutas e cortei em cubinhos e espalhei em cima de cada um dos pratos, peguei mel e joguei por cima de cada uma delas.
Comecei a montar a mesa para o café, aproveitei para fazer um suco com algumas laranjas que tinham na cozinha. A mesa já estava posta então fui rapidinho quarto pra acordar o Will.
Quando entrei ele estava sentado na cama e assim que me viu abriu um sorriso.
— Está fazendo panquecas Ayla? — Ele pergunta e abro um sorriso.
— Como sabe grandão? — Pergunto colocando a mão na cintura.
— O cheiro das suas panquecas é único, senhorita Ayla. — Ele diz se levantando e vindo em minha direção. — Bom dia, pequena. — Ele me dá um beijo na testa e sai do quarto.
Abro um sorriso bobo e volto pra sala, começo a organizar a cozinha que estava um pouco suja e aos poucos o pessoal vai descendo, quando todos estão na mesa, me junto a eles.
— Você está nos acostumando mal demais com esses cafés da manhã magníficos. — Eloá fala saboreando sua panqueca.
— Nem me fala, já tô bem mal acostumado. — Pedro fala e eu dou risada.
Durante o café notei que William me olhava de uma forma diferente, sentia um arrepio toda vez que meus olhos se cruzavam com o dele.
Queria tanto afastar esse sentimento que estava sentindo por ele, mas era tão forte.
Era melhor eu tentar me afastar se não, isso não ia acabar bem…
Duas semanas depois
Me sentia tão bem, meu corpo estava 100 %, os hematomas já haviam se recuperado e com a ajuda das pomadas que o médico receitou a maioria das manchas no meu corpo estavam sumindo.
Depois do dia que William dormiu comigo, tentei me afastar um pouco dele, por sorte ele estava trabalhando demais então quase não nos víamos, a não ser no café da manhã e às vezes no almoço e na janta.
Mesmo com tudo isso, parecia que oque eu sentia por ele só crescia.
Acordei cedo e coloquei um vestido branco com alguns girassóis desenhados, deixei meus cabelos soltos porque havia acabado de lavar. Coloquei uma rasteirinha e fui para cozinha, coloquei meus fones de ouvido e fui preparar algo para o café.
Como acordei mais cedo, resolvi fazer um bolo. Tirei o bolo de chocolate do forno e o cheiro dele invadiu a casa inteira, deixei ele um pouco em cima do fogão e fui arrumar a mesa, hoje fiz tapioca e deixei algumas guarnições na mesa pro pessoal comer.
Voltei para a cozinha e desenformei o bolo e joguei a calda que havia feito, ficou tão perfeito.
Coloquei ele no meio da mesa e enquanto o pessoal não descia, fui limpar e organizar a cozinha, aproveitei também para tirar a mistura que eu ia fazer no almoço.
O pessoal desceu e tomamos café da manhã, todos elogiaram o bolo e fiquei feliz por isso. Eloá e Pamela saíram para ir ao asfalto, o Pedro foi para o trabalho e pelo que ouvi William estava de folga hoje.
Tirei a mesa com a ajuda dele e em nenhum momento conversamos um com o outro, mas às vezes sentia seu olhar sobre mim.
Terminei de arrumar tudo e fui para meu quarto, quando ia deitar na cama, ouço a porta abrir e vejo William entrar.
— Ayla? — Ele me chama.
— Oi Will, precisa de alguma coisa? — pergunto olhando para ele.
— Ia te chamar pra ver um filme comigo. — Ele diz.
— Pode ser. — digo indo em direção a porta.
Passo por ele e vou andando até a sala, me sento no sofá e noto que ele ainda não veio, então aproveito e ligo a televisão e começo a olhar as opções de filmes que tem.
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Atualizado até capítulo 67
Comments
Lene Souza
já li e tô lendo de novo muitas coisas vai acontecer
2024-11-22
0
Lene Souza
acho q ele quer da a chance de se entregar pra ele sem os medos do passado dela
2024-11-22
1
Maria Daguia
Ambos estão prontos...preparados e querendo...
2024-11-18
0