Ah! Que enxaqueca terrível! Esta ressaca promete ser das bravas. Como vou encarar o trabalho?" — Lana resmunga em seus pensamentos.
"Pensei que passaria dessa para melhor, mas aparentemente o carro que vi foi apenas fruto da minha imaginação, porque se fosse real, estaria morta agora. E, pelo visto, estou mais viva do que nunca. Será que sou uma supermulher?" — Ela brinca consigo mesma, tentando se levantar, porém algo a mantém firmemente no lugar.
"Mas que inferno está acontecendo aqui? Onde diabos estou? Por que não consigo me mexer? E que calor infernal é esse?" — Lana percebe que está envolvida em uma espécie de saco mole e úmido. Ao tentar se mover, ele estica e logo volta ao normal, forçando-a a ficar encurvada em posição fetal, com a cabeça entre as pernas.
"Oh céus, fui sequestrada? Será que alguém descobriu que em breve serei famosa e já quer pedir resgate antes mesmo de eu ter dinheiro? Que azar o meu!"
Lana começa a entrar em desespero, além de não conseguir se libertar daquela bolsa elástica, tudo ao seu redor está envolto em escuridão e pegajosidade. O medo começa a tomar conta da jovem professora.
"Eles devem estar tramando algum tipo de experimento maluco comigo, mantendo-me presa nessa espécie de balão. Meu Deus, preciso urgentemente encontrar uma forma de escapar!"
Lana começa a se debater freneticamente, procurando desesperadamente uma saída daquele estranho balão. Finalmente, consegue se posicionar de forma mais adequada, quando de repente, uma pequena luz surge e vozes ao longe começam a ser ouvidas. Apesar do som parecer abafado, é nítido que alguém está gritando.
"Não posso seguir por ali, meus sequestradores devem estar lá. Que tipo de atrocidades estão fazendo com essa mulher para ela gritar tanto? Preciso encontrar outra saída." — Lana pensa consigo mesma, tentando se virar e evitar mover-se em direção à luz.
De repente, Lana sente alguém agarrar sua cabeça e puxá-la para fora daquele lugar. Ela grita e tenta desesperadamente se agarrar a qualquer coisa, mas é em vão. Tudo ali é liso e escorregadio, dificultando sua resistência.
Assustada, a jovem professora encontra-se agora em uma situação desesperadora. O medo a mantém de olhos fechados, enquanto lágrimas escorrem por seu rosto e gritos aflitos ecoam, parecendo ser em vão. Um frio intenso percorre seu corpo, e é então que ela percebe estar completamente nua. Lana começa a gritar ainda mais alto, consumida pelo desespero.
Lana percebe que a mulher não gritava mais, e o pensamento terrível surge em sua mente: "Meu Deus, a mataram, e a próxima serei eu!"
Incapaz de abrir os olhos por causa do medo avassalador, Lana se debate por alguns minutos, até que o cansaço toma conta de todo o seu corpo. Sentindo-se fraca, finalmente ela desiste de lutar e sua consciência se esvai, mergulhando na escuridão.
*************
"O que eles fizeram comigo? Me sinto tão pequena e impotente!" — Uma tristeza avassaladora começa a dominar Lana, e lágrimas silenciosas escorrem de seus olhos ainda fechados.
Uma voz suave, quase celestial, sussurra algumas palavras incompreensíveis nos ouvidos de Lana. Logo em seguida, ela sente-se sendo suspensa, como se estivesse no colo de alguém. Ela chora, mas gradualmente se acalma, envolta por uma sensação de aconchego e tranquilidade que toma conta de todo seu corpo.
"Eu devo ter morrido e estar nos braços de Deus agora!" — Lana pensa, resignada.
Depois de se acalmar e se sentir segura, Lana finalmente consegue perceber o delicado perfume de flores silvestres no ar. Ela ouve os passarinhos entoando suas canções com alegria e sente o vento acariciar as copas das árvores, produzindo aquele som típico do campo. Não muito longe, também pode ouvir o suave murmúrio de um pequeno rio correndo próximo dali.
"Isto realmente é o céu!" — Lana conclui, maravilhada com a serenidade ao seu redor.
Decidida a finalmente abrir os olhos e observar o ambiente ao seu redor, Lana se surpreende ao ver a figura que a sustentava.
"Deus, a Senhora, é mulher?" — Lana questiona, perplexa com a beleza daquela figura à sua frente. Uma mulher de cabelos longos e ruivos, com a pele branca rosada e olhos púrpuros que transbordam emoção quando se fixam em Lana.
— Finalmente você se acalmou, minha pequena! Está tudo bem agora! — a mulher fala, com sua voz doce e cheia de ternura.
— Ela acordou? — uma voz masculina pergunta.
"Eu reconheço essa voz!" — Lana pensa consigo mesma, ao ouvir a voz do homem.
— Sim, querido! Venha ver, ela abriu os olhos.
O homem se aproxima e, finalmente, Lana pode vê-lo. Ele era alto e muito bonito, com a pele bronzeada, cabelos azuis escuros quase negros e olhos rubros intensos.
— Mocinha, você deu trabalho para sair! — ele fala com um sorriso doce, olhando para Lana.
"No céu, só há beleza", — reflete Lana consigo mesma, observando as pessoas ao seu redor. — "Mas... eu reconheço essa voz e esse rosto, mas de onde?"
"Uaah! Que sono! Sinto-me exausta. Estranho, pensei que no céu não houvesse cansaço..." — O sono finalmente vence Lana, e ela mergulha em um sono profundo.
**************
Mais tarde, quando Lana finalmente desperta, percebe que a noite já caiu, e a lua banha sua janela com uma luz intensa, iluminando tudo ao seu redor. Lana mais uma vez tenta se locomover, mas é em vão; seu corpo parece não obedecer aos seus comandos. Ela olha ao redor e vê que está cercada por grades.
"No céu existe prisão? O que eu fiz para merecer isso?" — Lana se pergunta, perplexa.
Horas se passam, e Lana continua sua luta para se mover, mas é tudo em vão. Seu corpo está exausto e a fome começa a consumi-la por dentro.
"O que faço agora? Mal consigo me mexer, como vou pedir comida?" — Lana lamenta, sentindo-se impotente diante da situação.
Ela tenta chamar alguém, mas percebe que até sua língua parece pesada, recusando-se a obedecer aos seus comandos, deixando-a ainda mais frustrada e desamparada.
Lana começa a sentir uma tristeza avassaladora, uma vontade intensa de chorar. Seus olhos lacrimejam, e ela se deixa levar pelas emoções que a consomem.
"Eu nunca fui de chorar assim, me sinto tão sensível. Será que no céu as mulheres menstruam? Acho que estou no meu ciclo." — Lana pensa, entre uma lágrima e outra.
De repente, ao lado da grade, o homem de antes reaparece. Ele estende os braços e gentilmente segura Lana no colo, caminhando com ela pela escuridão em direção a outro quarto.
— Buaaá, buaaaá, buaaá...
Lana continua a chorar, soluçando entre lágrimas, até que finalmente ela percebe algo estranho.
"Ué, por que estou chorando como um bebê?" — indaga-se, confusa.
— Minha pequenina, você deve estar com fome! — a bela mulher, que antes aparecera, fala ao tomar Lana nos braços, num gesto de ternura e cuidado.
Lana sente-se confusa, com mil pensamentos correndo desordenadamente por sua mente. Ela tenta colocar tudo em ordem quando é surpreendida pela mulher, que coloca um de seus seios para fora da blusa, aproximando-o do rosto de Lana.
"ESTÁ LOUCA MULHER? CUBRA ISSO!" — Os pensamentos de Lana são abruptamente interrompidos pela cena diante dela.
— Ela é bem escandalosa. Hahaha — o homem comenta, sorrindo.
"CLARO, VOCÊ TÁ VENDO O MESMO QUE EU? DEIXA EU TE FALAR UMA COISA, EU GOSTO DE HOM..." — As palavras de Lana saem como pequenos balbucios, e antes que ela consiga terminar sua frase, a mulher coloca o seio em sua boca.
"Hmm, isso tem um gosto bom! Mas o que é que estou dizendo?" — Lana pensa, confusa com suas próprias reações diante da situação inusitada.
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Atualizado até capítulo 86
Comments
YuukiGnovel
anão véio kkkkkkkk
2024-10-02
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