O homem à frente da jovem soltou uma risada sonora, como se tivesse sido presenteado com uma boa piada.
— HAHAHA! Que hilário! HAHAHA! — ele gargalhava, lutando para falar entre risadas. — HAHAHA, ela está em perfeito estado!
— É este o seu conceito de perfeição? Uma fruta petra com uma aura estranha emanando dela? — retrucou Lana, sua voz impregnada de indignação. — Se esse é o seu padrão, lamento informar, mas há abundância de alimento para seu paladar no lixão próximo à minha residência. Deleite-se!
O homem apenas ria, envolto em gargalhadas, deixando Lana furiosa, sem compreender o motivo de tanta hilaridade.
— Por favor, pare! Não é engraçado! — ela exclamou, sua voz carregada de nervosismo.
— Desculpe... Hahaha... parece que você é uma alma jovem e inocente.
— Mesmo que eu fosse anciã, acha que eu iria provar algo assim? Nem em dois mil anos!
— Essa fruta é uma manifestação da alma, está em perfeito estado. Sua aparência estranha é devido a um selo de corrupção, provavelmente terá o mesmo sabor que as minhas marcas!
Os olhos de Lana se dilataram ao descobrir que as marcas no rosto do homem, que ela havia presumido serem tatuagens, eram, na verdade, feitas da mesma substância que conferia a aparência estranha à fruta.
Ela se recusava a provar algo tão incomum; absorver uma marca involuntariamente era uma coisa, mas ingerir deliberadamente uma fruta com aspecto de deterioração era outra completamente diferente.
Mesmo estando imersa em um jogo, Lana conseguia sentir as sensações que seu corpo real experimentaria, e o medo do sabor da fruta a assombrava.
— Não, obrigada! — Lana cruzou os braços, mantendo a postura de desaprovação, e virou o rosto para o lado.
— Por favor, experimente. Eu juro que se minhas marcas não foram ruins, essa fruta também não será! — o homem tentou convencer Lana a provar a fruta.
— Retire-se da minha presença, serpente! Você fez Eva cair, mas não me fará cair também! — Lana exclamou com determinação.
— Eu não sou uma serpente! E quem é Eva? — o homem perguntou, com uma ingenuidade genuína.
— Ohh...— suspirou a jovem. —Esqueci que não estamos mais na Terra!
O homem olhava curiosamente para a menina, incapaz de compreender suas palavras.
— Você não va...— a garota começou a dizer, mas o som de seu estômago roncando a interrompeu mais uma vez.
'RONNNCCC!'
— Veja só, você ainda está com fome!— exclamou ele. —Não vai te fazer mal, eu juro! Você precisa se alimentar, uma alma jovem precisa nutrir-se dos frutos da alma da mãe para se desenvolver.— O homem insistiu mais uma vez.
— Por falar nisso, uma coisa que percebi é que, se eu sou uma alma nova e estou dentro do corpo da minha mãe, posso até entender. Mas por que você está aqui?
O homem fitou a menina, surpreso com a questão, reconhecendo sua profundidade. Por um momento, ele mergulhou em um silêncio contemplativo antes de soltar um suspiro profundo.
— Não sei como responder a essa pergunta, pois você não entenderia. Sendo uma alma nova, não está familiarizada com este mundo!
— Comece do começo! Tenho todo o tempo do mundo, não consigo me desconectar mesmo!
— Por onde eu começo? — Ele ponderava em voz alta, mergulhando em seus pensamentos enquanto se acomodava no chão, buscando na memória o melhor momento na história para iniciar. — Ah, já sei!
Lana observou o homem com atenção, sua curiosidade aguçada pelo que aquele personagem do jogo tinha a contar.
— Ela era linda, com seus olhos púrpuros e cabelos vermelhos... Ah, era o ser mais belo que já vi, tão cativante e cheio de vida, seu sorriso... Ah...— Entre suspiros, ele narrava. — ... Era verdadeiramente encantador.
Lana tinha plena consciência de que aquele mundo não passava de uma ilusão, a pessoa diante dela não era mais do que um conjunto de pixels, e a narrativa que ele compartilhava poderia ser apenas uma ficção. No entanto, o NPC (personagem não jogável) conseguia transmitir tanta emoção através de suas palavras que cativou completamente a atenção da jovem.
Lana era apaixonada por romances, e aquela história era uma narrativa de amor genuíno.
—... eu segui em busca dela, mas ela escapou de meus olhos... — o homem continuava com sua história, uma trama tão cativante, algo que Lana nunca tinha experimentado antes, tão intricada e meticulosa que ela até mesmo se desligou da realidade do jogo, sentindo-se imersa como uma planta enraizada no solo.
"Como sinto falta dos meus doces e salgadinhos!" — ela pensava consigo mesma, enquanto ouvia ao homem como se visse uma serei na TV.
'RONNNCCC!'
— Será difícil continuar com esse barulho, Hahaha! — o homem falou, interrompendo a história.
— Não pare. Continue, já já a fome passa! — Lana exclamou, tão encantada e emocionada com a história que sentiu ansiedade apenas com a breve pausa que o homem fez.
Ele sorriu suavemente e prosseguiu.
— ...foi tão triste vê-la daquele jeito, mas eu estava preso em uma...
" RONNNCCC, RONNNCCC, RONNNCCC!" — a barriga de Lana resmungava cada vez mais alto.
— Para alcançar um desenvolvimento mais rápido, é necessário que você se alimente! — o homem disse, interrompendo sua narrativa mais uma vez.
— Ahh! Justo quando estava ficando mais emocionante! Estou com os olhos marejados! Por favor, continue! — a menina implorou com fervor.
— Somente se se alimentar um pouco!
— Está bem, mas prefiro algo mais convencional. Me traga uma fruta comum, por favor.
O homem ergueu-se gracioso e dirigiu-se a um pomar próximo, colhendo algumas frutas antes de entregá-las a Lana.
Ao tocar nas frutas, um gosto desagradável invadiu a boca da menina, uma sensação horrível de um sabor indescritível tomou conta de seu paladar.
— Que gosto terrível! — ela reclamou, fazendo uma careta.
— Deixe-me experimentar! — o homem deu uma grande mordida na fruta. — Para mim está normal! — ele respondeu honestamente.
— Será que é porque eu não as como que sinto sabores diferentes? — Lana questionou.
—É possível, mas e agora, o que faremos? Você está me fazendo perder a linha de raciocínio, sua barriga ronca tão alto que parece uma pessoa gritando por socorro ai dentro! — o homem falou, sorrindo com um ar de sarcasmo.
"RONNNCCC, RONNNCCC, RONNNCCC"
— Coma! — o homem ofereceu novamente a fruta de aparência peculiar.
Dessa vez, Lana não hesitou, e com uma expressão de repulsa, tocou na fruta. No instante em que ela brilhou, um turbilhão de sabores invadiu a boca da garota.
— Mas que sabor... Me dê mais! — ela falou para o homem, que ria satisfeito e corria para buscar cada vez mais frutas.
— Veja só, você está crescendo! — observou o homem.
Lana cessou de absorver as frutas e notou que estava se elevando gradativamente do solo. De repente, sentiu algo puxando-a para trás, um peso terrível a fez cair de costas, com a cabeça batendo no chão.
— Ai! — ela resmungou, erguendo-se e virando-se para trás, mas não viu ninguém.
Enquanto o homem ria incontrolavelmente, ela o encarou com curiosidade.
— Qual é a graça? Foi você, não foi? — apontou para ele, surpreendendo-se ao notar suas pequenas mãos.
— Eu tenho mãos agora, veja! Eu tenho mãos! — ela ria encantada, admirando suas pequenas mãos.
Não obstante, a menina percebeu que agora também podia se mover. Ao olhar para baixo, viu seus pequenos pés. Isso a deixou radiante de alegria, mas logo algo surgiu em sua mente.
"Meus pés não estão um pouco próximos do meu rosto?" ela refletiu consigo mesma, enquanto o homem continuava sorrindo.
A menina correu até um pequeno lago nas proximidades, constatando o que mais temia.
"Não posso acreditar que tenho essa aparência!"
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Atualizado até capítulo 86
Comments
YuukiGnovel
aquela palavra né, nem tudo que é feio é ruim kkkkkkk
2024-09-18
1
YuukiGnovel
Sword art online alternative kkkkkk
2024-09-18
2
May♡Elis♡
kkkkkk
2024-05-29
2