Eu tentei a todo custo seguir o conselho de minha mãe, mas infelizmente não consegui. Algo tinha mudado em mim, estava cada vez mais violenta, era como se não fosse mais a mesma pessoa.
Depois que Rebecca Lewis falou, toda a escola passou a falar que eu tinha realmente matado meu pai.
Para muitos com o raciocínio da minha mãe, isso era mentira. Porém, para mim eu sabia que era verdade… E o que me irritava nessa história eram as acusações constantes, como se não já passasse minha auto culpa.
Não tinha um dia em que não brigasse com alguém, não havia um dia que não batesse em alguém colocando toda minha raiva para fora. Agora eu frequentava a direção da escola, algo que não era comum para mim.
Minha consciência doía, mas não conseguia me conter, era mais forte do que eu era maior do que minhas forças. Era como se fosse outra pessoa no controle do meu corpo, uma pessoa raivosa, uma versão distorcida de quem era.
Faltavam apenas dois dias para a formatura. Estava a um centímetro de cair no precipício e ser reprovada por mal comportamento.
Mas novamente não me controlei e espanquei outra garota da escola. Eu tinha pegado ela no banheiro, falando sobre o que aconteceu, fiquei com raiva e… Eu tenho vergonha do que fiz, mas foi inevitável.
Se não dava para piorar, acabei me voltando contra Emme quando tentou me agarrar… A machuquei, inclusive cheguei a quebrar seu braço… Algo que não faria em sã consciência.
“Não entendo o que está acontecendo comigo”
Eu tinha certeza mais do que nunca que depois do que aconteceu, era realmente o meu fim. Consegui destruir tudo que eu lutei para ter em alguns poucos dias.
Eu estava de cabeça baixa, com minha farda completamente amassada e suja de sangue.
Escuto um barulho, olho para o lado e vejo a porta da enfermaria sendo aberta. Dela, sai Emme com o braço envolvido em tipóia. Nossos olhares se cruzam e pude ver o quanto ela estava decepcionada comigo, talvez ela nunca esperasse que fizesse algo contra ela.
“Na verdade nem eu mesma”
Não aguento olhar para ela e sentir o peso da culpa em minha consciência, então baixei minha cabeça novamente.
Alguns segundos depois escuto o barulho de outra porta se abrindo, era a porta da sala da direção, que ficava bem ao lado da sala da enfermaria.
Continuo com meus olhos fixos no chão, esperando o diretor falar.
— Então você é Annabeth?!
“Essa não é a voz do pai da Emme”
Ergo meus olhos para cima. Assim que eu vi a figura que estava diante de mim, meu corpo congelou, meus olhos se arregalaram e meu coração acelerou. Não era o diretor.
— Você… — Falei com a boca trêmula.
O homem de olhos azuis, cabelos loiros com alguns fios de cabelo branco e usando terno, se ajoelhou ficando próximo a minha altura.
— É bom te conhecer pessoalmente, minha sobrinha — Sorriu de uma forma tão gentil que acabou me quebrando por dentro.
— Tio Andy? — Perguntei confusa e ao mesmo tempo incrédula.
Mas é impossível… Mamãe disse que ele tinha morrido, como ele está aqui agora e vivo?
CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO....
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Atualizado até capítulo 91
Comments
Alisa TorYos
AFFF.....
Bando de julgadores.
Para quem são os assassino são eles isso sim, quem aponta é que quem tem mais culpa no cartório. Que se não tivesse ficaria quietinho na sua, eles é quem devem ser julgados e ir mofar na prisão....😡😡😡
2025-03-11
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Marcia Cristina Carneiro
péla descrição ele é o homem atrás de toda A tragédia 2/01/25/
2025-01-02
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Fátima Ramos
Será que esse tio é o vilão
2024-12-11
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