De volta a escola, faltava alguns dias para a formatura. E infelizmente precisávamos cumprir a tabela de aulas que faltavam.
Estava próximo ao meu armário, arrumando minhas coisas. Quando Rebecca Lewis, se aproximou com seu grupo de amigas.
Eu sabia que era iria me provocar, como sempre fazia. Mas, não estava com cabeça para isso, não depois de tudo que aconteceu.
— Olha aqui está a menina prodígio… Ou devo dizer assassina? — Ela abre um sorriso malicioso — Eu soube que a escola ter sido fechada durante três dias é culpa sua e de sua família insignificante…
— Hoje não Rebecca — Respondi em um tom baixo.
Tento sair, mas ela e suas amigas me encurralam contra o armário.
— Hoje sim, Anna… Todos tem que saber quem realmente é. Se disfarça de uma menina tímida, santinha, mas suas raízes já falam por você… Matou ele não foi, de propósito… Eu tenho certeza que tinha raiva dele, raiva por ele ser uma pessoa medíocre, raiva por ter te obrigado a viver uma vida miserável! Quer saber eu tenho nojo de você! — Ela Cospe na minha cara.
Enquanto eu ouvia isso as lágrimas desciam pelo meu rosto, meus punhos se fechavam.
“Como ela pode me acusar assim?! Ela não sabe, ela não sabe de nada!!!”
— Cala… Essa boca… Sua vadia!!! — gritei furiosa.
Parti para cima da Rebecca, puxei seus cabelos com toda minha força e a joguei no chão. Em seguida montei em cima dela e comecei a dar vários socos no seu rosto, até quebrar seu nariz “perfeito”, além de deixar seus dentes brancos, sujos de sangue.
— Socorro!!! — Grita Rebecca desesperada.
As meninas que estavam em volta, tentaram nos separar, mas não conseguiram. Eu estava descontrolada, cheia de raiva… Raiva que estava colocando para fora pla primeira vez, desde a morte do meu pai.
— Anna, já chega — Grita Emme enquanto me importa para longe.
Quando voltei a mim mesma, vi a Rebecca caída no chão com o rosto quase desfigurado, o chão da escola estava sujo de sangue. Minhas mãos também estavam cobertas pelo sangue de Rebecca.
Assustada com que acabará de fazer, corri atravessando a multidão. Corri em direção ao portão da escola em uma tentativa de fugir, mas o porteiro estava lá, ele tentou me segurar, porém consegui joga-lo no chão e escapar.
Apos fugir da escola, vaguei pelas ruas da cidade, com as mãos cheias de sangue. Eu estava novamente sem destino, não sabia para onde ir. Até que por fim, descido ir até o cemitério onde meu pai tinha sido enterrado.
Era minha primeira vez, frente a frente com a lápide. Eu não sabia o que dizer, ou o que fazer… Só sabia que precisava colocar para fora o que estava sentido naquele momento.
— Me desculpe pai, eu sei que se tivesse aqui… Estaria furioso comigo… Mas foi mais forte do que eu — Levo minha mão esquerda e seguro meu braço direito — Quando percebi já tinha feito a besteira… Rebecca Lewis merecia isso? Sim, ela merecia uma surra por tudo que me fez passar, mas não era assim que deveria acontecer… Quase matei ela… Se não fosse pela Emme, eu realmente teria matado.
Olho para a lápide na esperança de ouvir a voz dele mais uma vez, algum conselho, um sermão… Mas nada, era apenas uma pedra com algumas letras escritas, nada além disso.
Já era tarde, quando sai do cemitério. Eu estava decepcionada, triste, cabisbaixa. Eu não sabia para onde ir… Não estava com coragem de voltar para casa, pois sabia que o colégio tinha comunicado o fato a minha mãe e eu não sabia como encarar ela nos olhos.
Novamente uma inesperada tempestade se abate sobre a Filadélfia. Enquanto isso andava pelas ruas, sem nenhum casaco, com frio e com fome.
“Preciso achar um abrigo”
Levantei meus olhos e vi um lugar perfeito, onde poderia ficar até a chuva passar.
Sem pensar duas vezes tentei atravessar a rua, foi um erro fatal… Quando percebi um caminhão estava vindo em alta velocidade, não dava tempo, nem para correr, nem para o motorista tentar frear.
As luzes brancas do veículo me envolvem, eu apenas fechos olhos e espero o impacto… Talvez minha morte.
Alguns segundos se passam e nada. Tomada pela ansiedade abri meus olhos para ver o que tinha acontecido, quando percebi estava em cima de um prédio e embaixo estava o caminhão parado, o seu motorista estava do lado de fora olhando freneticamente de um lado para o outro, como se estivesse procurando algo.
A seguir, pessoas que tinham ouvido o barulho dos freios saíram para ver o que tinha acontecido.
— Onde está? — Pergunta o motorista confuso.
— Onde está quem? — pergunta uma pessoa.
— Tinha uma garota bem no meio da estrada.
— Ele está bêbado! — grita uma pessoa indignada.
Mas eu sabia que não estava, aquela garota no meio da estrada era eu. Agora eu estava aqui em cima e não sabia como… Ou será que sabia?!
“Meus poderes… Isso já está virando uma piada!”
Meus poderes pareciam que tinham vontade própria, apareciam quando menos esperava e desapareciam do mesmo jeito. Foi por causa deles que perdi meu pai, se eles estivessem lá no momento que precisei nada disso estaria acontecendo.
“Já chega!”
Me afastei da beira do prédio e fui para o outro lado, onde tinham menos pessoas.
Eu estava prestes a fazer uma loucura. Eu precisava domar aqueles poderes, entender eles, talvez assim poderia ter mais controle sobre eles.
— Vamos lá… — Respirei fundo.
Peguei um pouco de distância, em seguida sai correndo e pulei o mais alto que eu podia. Na minha cabeça, pensei que poderia saltar de um prédio para outro, pensei que para os poderes serem ativados eu deveria mentalizar que precisava deles.
“Estava enganada”
Não consegui pular de um prédio para o outro, e para piorar quase caí de uma altura de 29 metros em queda livre.
Por sorte, no último momento os meus poderes chegaram a ser ativados, consegui fazer meu corpo grudar na parede. Inicialmente fiquei curiosa, afinal era um poder “novo”.
Comecei a escalar a parede do prédio como se fosse um inseto.
Porém o que é bom dura pouco, e segundos depois os poderes desapareceram novamente do nada e acabei caindo dentro de uma lata de lixo.
“Droga… Poderes inúteis!”
Mais tarde, voltei para casa. E antes que pudesse passar pela porta da minha casa, prometi a mim mesma que jamais usaria os poderes novamente por vários motivos, primeiro eu não tinha controle e conhecimento sobre eles, segundo eles me abandonaram quando mais precisava, terceiro eles são inúteis e só me trouxeram problemas.
“Se eu pudesse me livrar deles… Minha vida era boa antes deles, depois que surgiram minha vida só foi ladeira abaixo em todos os sentidos”
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Atualizado até capítulo 91
Comments
Marcia Cristina Carneiro
quando às coisas vão começar a melhorar 2/01/25/
2025-01-02
0
Mellika Duarte
coitada
2024-05-05
2
ARMINDA
VAI TENTANDO QUE VAI CONSEGUIR ANABELE.
2024-03-23
4