(Narrador)
Tudo estava pronto, Annabeth estava presa dentro do porta-malas. Enquanto isso Leandro e Harry, caminhavam em direção às portas do veículo.
Tudo parecia bem calmo e tranquilo, o crime de sequestro parecia bem sucedido como todos os outros que o trio já havia realizado antes.
— Vamos logo! — Reclamou Joe enquanto apertava o botão da buzina.
— Já vamos seu cretino! — respondeu Leandro incomodado com a pressa, a qual ele achava desnecessária.
— Faz tempo que não vejo Joe assim… Que bicho será que mordeu ele? — Brincou Harry, enquanto abria a porta traseira do carro.
— Sério que você mandou essa?! — Gargalhou Leandro, enquanto abria a porta da frente do carro.
Leandro estava prestes a entrar, quando foi surpreendido por um soco muito forte que o derrubou no chão.
Harry, fica paralisado. Ele estava impressionado como aquele homem misterioso tinha derrubado Leandro com um só golpe.
Porém o homem não parou só em Leandro. Ele deslizou pelo capô do carro rapidamente, pegou Harry e deu uma sequência de socos tão forte que chegou a quebrar alguns dentes do homem.
Joe ao ver essa cena, não perdeu tempo, sacou seu soco inglês e saiu do carro.
— Seu desagrado! — grita raivoso enquanto parte para cima do homem.
Contudo ele não chegou a dar nenhum golpe, nem sequer a tocar no homem. Pois foi rapidamente derrubado com um único golpe.
O homem se aproxima e retira a chave do porta-malas do bolso de Joe, que estava se contorcendo de dor assim como seus companheiros.
— Desgraçado… Quem é você?! — Gritou em um tom raivoso.
— Quem sou eu não importa — Ele se abaixa — Mas se mexer com minha filha de novo… Eu acabo com a vida de vocês!!! — fala furioso.
Era Richard, pai da Annabeth. Após deixar sua filha na escola ele percebeu que tinha esquecido de entregar o lanche, especial que sua esposa tinha feito para sua filha, então ele resolveu retornar… Mas ao fazer isso ele não imaginava que poderia presenciar o sequestro de sua filha. Richard estava escondido, apenas esperando o momento certo de agir e salvar sua filha.
Ele chuta a cara do Joe, nocauteando o mesmo. Sem perda de tempo foi ao porta-malas e o abriu.
(Annabeth)
Abri meus olhos, quando percebi… Estava dentro de um lugar escuro, extremamente apertado e desconfortável. Tentei me mexer, mas não conseguia, tentei gritar, mas a mordaça em minha boca não permitiu.
Estava com medo, assustada. Eu não sabia o que aqueles homens pretendiam fazer comigo…
Eles possivelnente iriam me matar, mas cedo ou mas tarde. E era isso que me afligia, eu tinha tantos sonhos… Eu não queria morrer, não desse jeito!
“Essa é minha vida… E eu… Por mais que seja impossível… Vou lutar por ela até o fim”
Começo a me debater, na tentativa de soltar minhas mãos. Porém, não consegui e para piorar me machuquei bastante, pois o ambiente era minúsculo.
Escuto alguns barulhos do lado de fora, parecia que estava acontecendo uma briga lá fora. Talvez, aquele Joe esteja ainda furioso com seus colegas, por estarem seguindo as ordens do chefe deles.
De qualquer forma, um racha entre ele não iria me ajudar em nada. Minha situação continuará a mesma, só tenho um destino certo e esse destino se chama morte, seja pelas mãos de Joe, seja pelas mãos dos capangas que estão com eles ou pelas mãos do dono da máfia.
Em minha mente repasso as lembranças ruins de ontem. Me arrependi amargamente por ter feito aquela entrega, por não ter pego o dinheiro e saído quando tinha tempo para fugir.
Agora dentro do meu corpo guardo algo bastante preciso, e por causa disso minha vida não será mais a mesma. Mesmo que conseguisse fugir, eles virão atrás de mim… Quem estou tentando enganar? Minha vida acabou!
Porém, em minha visita às minhas memórias, acabei me lembrando de algo que também tinha acontecido ontem.
A câmara…. A câmara de vidro reforçado. Segundo Dr. David eu consegui quebrá-la. Se realizei mesmo aquilo… Me livrar dessas fitas adesivas será fácil!
Luto por uma última vez, mas nada acontece… Onde estava a força sobre humana que o Doutor tinha falado?
“Eu não consigo entender…”
Fiz várias tentativas, mas todas em vão. E com tantos fracassos, passei a duvidar se realmente tinha rompido o vidro da câmara. O Dr. David pode ter mentido para mim, talvez ele tenha me retirado da câmara, só não queria assumir isso.
“Então é isso… O fim.”
Escuto um barulho, quando menos espero o porta-malas está aberto. E a pessoa que abriu, foi meu pai.
Eu fiquei tão feliz ao vê-lo, e ao mesmo tempo estava cheia de perguntas.
“Ele realmente é meu herói”
Meu pai me tira do porta-malas, tira todas as fitas adesivas que enrolavam meu corpo e tirou minha mordaça. Nós nos abraçamos, as lágrimas escorrem pelos meus olhos como uma chuva pesada.
— Pai… — falei entre soluços.
— Sshh… Acabou — Ele desfaz o abraço e olha para dentro de meus olhos — Agora vamos para casa.
Concordo com a cabeça. Mas, antes de irmos, olho ao redor e vejo os homens que estavam tentando me sequestrar, completamente apagados no chão. Meu pai tinha dado uma baita surra neles!
Caminhamos para fora do beco, foi quando ouvi um barulho semelhante a fogos de artifício. De início não entendi nada, mas quando olhei para meu pai e vi seu peito sangrando… Eu entendi… Não eram sons de fogos de artifício, mas sim de tiro.
Olho para trás e vejo Joe apontando a arma na nossa direção, seu olhar era feroz e raivoso.
— Nunca ouviu falar? Nunca dê as costas para uma pessoa, principalmente se essa pessoa for seu inimigo! — falou ele enquanto se preparava para atirar novamente.
Joe atira duas vezes, foram dois tiros covardes, contra uma pessoa desarmada e de costas, sem chance alguma de defesa.
Olho para meu pai e vejo o sangue escorrer pelos seus lábios, em seguida ele cai de joelhos no chão.
Mas Joe não parou, continuou atirando. Seu olhar era frio e sombrio.
— Por favor… Para!!! — Gritei.
Joe não se importou e atirou até a arma descarregar. Após isso, puxou um novo cartucho e recarregou a arma, ele queria atirar mais no meu pai. Eu não poderia deixar…
Corri para frente e fiquei entre ele e meu pai, as lágrimas escorriam pelo meu rosto e meus olhos já estavam completamente vermelhos.
— Chega… Por favor… Pode me levar… Mas para!!! — Implorei pelo meu pai.
Joe olha friamente para mim, ele engatilha a arma. Ele iria atirar, tanto em mim quanto no meu pai, sem pena nem piedade.
Porém, no último momento Harry, que estava com o rosto todo machucado, segurou seu braço e o deteve.
— O chefe disse que queria a garota viva! — Gritou Harry.
Joe olha para seu companheiro, de forma fria. Inesperadamente ele dá uma cotovelada no nariz dele, e atira no próprio companheiro de crime o matando na hora.
A seguir, ele volta e olha na minha direção… Aponta a arma e se prepara para apertar o gatilho.
— Que se dane — falou ele.
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Atualizado até capítulo 91
Comments
ARMINDA
NOSSA JOE NÃO SABE PERDER .MATOU O PAI DE ANA ,MATOU O COMPANHEIRO E VAI MATAR ANA.🤨🤨🤨🤨🤨🤨🤨
2024-03-23
4
ARMINDA
UFAAAAA AJUDA CHEGANDO NA HORA CERTA . E REBENTANDO COM ESTES BASTARDOS.
2024-03-23
1