Já tem quase um mês que estou no reino do submundo. Então, vou aproveitar e passar um bom tempo com os meus irmãos mais novos.
— Fany, está pronta? — Stela pergunta, me tirando do transe.
— Claro, vamos! — Digo sorrindo.
David, Stela, Arthur e eu saímos para dar uma volta no vilarejo. Todos os cidadãos pararam-me para me cumprimentar, estavam felizes por verem-me bem.
— Rainha Stephany! — algumas crianças me param. — posso te dar um abraço?
— Claro, pequenos! — as crianças abraçam-me, uma atrás da outra.
— Príncipe Arthur, me dá um abraço? — uma linda menina se aproxima de Arthur.
— Ah... claro... — a menina o agarra pelo pescoço e lança um beijo na sua bochecha. Os meus irmãos e eu rimos. Os guardas precisaram intervir para que a menina soltasse o Arthur. Ele estava vermelho e sorridente.
— Pelo visto, alguém gostou do beijo... — Stela brinca e Arthur, envergonhado, resmunga.
Continuamos a caminhar e as pessoas nos param para me parabenizar e desejar-me felicidades. Sinto-me mal por eles estarem enganados. Eu nunca poderei ser feliz com ele e nem com ninguém, já que ele planeja matar-me.
Alguns cidadãos dão-me presentes para o bebê e eu sinto-me emocionada. Espero que o Fernando permita que eu conheça a minha querida filha ou filho.
— Rainha Stephany, acredito que deveríamos voltar para o palácio... — um dos guardas diz. — A senhora está grávida e não é bom que faça muito esforço.
— Você tem razão... — concordo triste por não poder aproveitar mais o passeio. — Vamos voltar!
......................
— A rainha Stephany Yung e os príncipes Arthur, Stela e David estão de volta, majestades! — o guarda anuncia.
Paraliso quando vejo que o Fernando está sentado com os meus irmãos e os meus pais.
— Aí, está ela! — O meu pai diz ao se levantar. Recuo dando um passo para trás.
— Fany, você está bem? — Arthur pergunta preocupado.
— É, Fany, você está bem? — Fernando pergunta ao se aproximar.
— Estou bem, só um pouco cansada... — respondo sem olhar para o Fernando. — Devo recolher-me nos meus aposentos.
— Exato! Fernando...digo, rei Fernando, leve a sua esposa para casa! — o meu pai diz ao tocar o meu ombro.
— Temo que esteja muito cansada para voltar para casa... — digo retirando a mão do meu pai do meu ombro. — Ficarei aqui esta noite!
— Então, devo ficar aqui para lhe fazer companhia, querida! — Fernando diz ao tentar beijar-me. Viro o rosto, evitando o seu beijo.
— O povo precisa do seu rei com eles, mas não precisam de uma rainha, querido! — digo a olhar nos seus olhos.
— Se você não vier comigo, levarei os seus irmãozinhos para se divertirem no palácio do submundo comigo! — ele sussurra apertando o meu braço.
— Hoje?! — respondo em voz alta. — Você vai me levar para sair hoje?
Fernando olha-me com raiva. Ele fecha os olhos e suspira.
— Tudo pela minha amada esposa! — ele sorri. — Vamos?
Em questão de um segundo estamos no quarto.
— Ué...e o passeio? — pergunto com uma voz meiga.
— Quem permitiu que você olhasse as minhas coisas?! — ele grita estressado me encurralando na parede. — E quem te deu permissão para sair desse quarto?!
— Não grite, amor...vai acabar acordando o nosso bebê — digo com uma voz meiga fitando-o nos olhos e colocando a sua mão na minha barriga.
— Você... — ele se afasta. — Quando essa criança nascer eu vou matar-te, garota!
— É...eu sei que vai... — digo a olhar para o livro jogado no chão. — Você deixou isso bem visível no livro...
— Você...leu ele todo? — ele pergunta parecendo sem graça.
— Não, eu não li! — os meus olhos se enchem de lágrimas. — Ou você queria que eu morresse de desgosto antes do meu filho nascer?
— Onde você parou? — ele pergunta confuso.
— Na parte em que você diz que descobre a gravidez... — respondo.
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Atualizado até capítulo 56
Comments
Rosária 234 Fonseca
como ele é cruel o filho dele vai ficar sem mãe vc não tem mãe não sabe como doe em quer que seu filho passe o mesmo
2024-02-21
3
Valda Martins
Marido babaca
2024-02-12
2