Estou presa a três dias no meu quarto. O meu pai ordenou que não abrissem a porta de jeito nenhum. A minha mãe e os meus irmãos não podiam vir visitar-me. Apenas Diana que podia vir. Mas, apenas para levar as minhas refeições. As vezes ela levava cartas e bilhetes da minha mãe e dos meus irmãos, escondido.
O meu irmão mais velho, Stephan, e sua esposa, Abigail, saíram para a lua de mel. O meu irmão Estêvão é o único que ousa desafiar o meu pai.
Estava relendo as cartas e os bilhetes dos cidadãos do reino, isso fazia eu sentir-me amada. A minha atenção foi voltada para o lado de fora. Escutei um barulho alto de vidros de quebrando. Não era um simples copo ou um simples prato. Algo estava a acontecer. Ouvi os gritos de minha mãe e dos meus irmãos.
— Guardas? — gritei. Sem respostas.
— Guardas!? — gritei novamente. Eles não estavam ali.
Depois do que pareciam horas, ouvi passos apressados.
— Guarda? — gritei. — Pai? Estêvão? Mãe?!
Ninguém respondia. Mas, o barulho indicava que havia alguém ali fora.
O barulho dos passos sumiram. A porta estava a ser destrancada.
— Princesa Stephany, precisa vir conosco, por favor — dois guardas apareceram na porta do meu quarto, junto a um homem vestido de preto.
— Claro... — não pensei duas vezes. Algo ruim estava a acontecer. Talvez eles tivessem vindo buscar-me para evacuarmos o castelo ou algo do tipo.
Ao abrir a porta do salão principal vi David e Arthur abraçados na minha mãe e atrás deles, quatro homens de terno preto. Próximo a eles estava Estêvão sendo imobilizado por um homem de terno preto. Todos os empregados do palácio estavam cercados por homens vestidos de preto. O meu pai estava a falar com...o rei Martin...o rei do submundo...e ele estava segurando o braço de Stela.
— Mãe...pai...o que… - a minha voz falhou. - O que está acontecendo?!
— Stephany, corra! — gritou a minha mãe.
— Mas, mãe... — tudo estava confuso. — Alguém pode, por favor, dizer-me o que está acontecendo aqui?!
— Ora, ora, ora... então, ela não morreu? — o rei Martin disse ao se aproximar de mim. — Você é bem durona, princesa.
— Pode levá-la, senhor... — o meu pai disse ao apontar-me. — Stephany é a minha filha mulher mais velha. A Stela é muito nova, tem apenas sete anos. Stephany vai fazer dezoito em duas semanas. Logo, poderá se casar.
— Espere aí...como assim me levar? — perguntei histérica. — Pai... não faça isso...por favor...
— Não seja infantil! O rei Martin precisa descansar e está na hora do seu filho assumir o trono. Porém, o príncipe precisa de casar com uma mulher para assumir o trono. — Meu pai explica. — Você é uma princesa! Além de o seu casamento nos proporcionar uma aliança entre os dois reinos. Esse é o seu dever como princesa. Você será a rainha Yang!
— Mas, pai...eles são demônios! Eu sou a sua filha! — não pude conter as lágrimas. — Como você pode entregar a sua filha para ser a esposa de um demônio?! O rei Martin quase matou-me a dias atrás e você vai entregar-me para o filho dele?!
— Não seja idiota! Eles não machucaram você se souber se comportar! — o meu pai repreende-me. — Você vai calar a sua boca, casar-se com o príncipe do submundo criando a aliança entre os reinos e salvará a sua família e os seus súditos!
— Mas, pai... — solucei de desespero.
— Bem, Stephany...vou permitir que você escolha... — o rei Martin aproximou-se, puxando Stela para perto. — Ou você vai por bem..., ou sua irmãzinha de sete anos vai por mal...
— Não! — gritei no mesmo instante. — Eu vou por bem... só...por favor, rei Martin... não machuque a minha mãe e os meus irmãos...
— Trato feito? — ele estendeu a sua mão esquerda, soltando o braço de Stela.
— Trato feito... — concordei apertando sua mão.
Vi o meu pai abraçar Stela e os homens de preto espalhados pela sala sumirem. Tudo isso enquanto a minha cabeça girava e a aura negra do rei Martin se manifestava.
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Atualizado até capítulo 56
Comments
Regiane Pimenta
Meu Deus como pode ele fazer isso com ela
2024-04-03
0
Rosária 234 Fonseca
esse homem é um lunático
2024-02-21
3
Valda Martins
Isso não pode ser considerado pai
2024-02-12
0