Acordei na minha cama. Olhei ao redor e observei os médicos reais conversando com o meu pai. Do outro lado do quarto, minha mãe estava sendo consolada por meus irmãos e pelas minhas cunhadas. Alguns empregados e as babás dos meus irmãos andavam pelo quarto. Haviam flores na minha cabeceira e algumas cartas ao lado delas.
Tentei-me levantar, mas senti a minha cabeça girar.
— Princesa Stephany! — ouvi a Diana, uma das empregadas, gritar. — Não se levante! A senhorita ainda está muito machucada!
— Diana… pare de gritar, por favor! — resmunguei — a minha cabeça está a explodir!
— A sua cabeça deveria ter explodido quando aquele demônio do Martin lhe bateu! — O meu pai acelerou o passo em minha direção e parou na minha frente — Você quase nós matou, sua imunda!
— Stephan, pare já com isso! — A minha mãe o repreendeu — Ela só tentou ajudar!
— Ela? Ajudar? — o meu pai gargalhou — Ela é uma menina! É fraca e o meu reino nunca vai contar com ela para nos proteger, nunca!
O meu pai saiu furioso do meu quarto e bateu a porta com força. O meu coração estava doendo. Aquilo era doloroso de se ouvir. As lágrimas começaram a rolar no meu rosto.
— Ei... não ligue para o seu pai, minha princesa — minha mãe se sentou ao meu lado e abraçou-me forte. — Mas, por favor, nunca mais faça isso! Eu fiquei com medo de perder-lhe — Então, as lágrimas também rolaram por seu rosto que estava bem abatido.
— Todos nós tivemos medo de perder-lhe — Stephan disse e então todos os meus irmãos e cunhadas juntaram-se a um abraço coletivo.
— Perdoe-me! — chorei mais ainda, aflita.
Depois de um tempo eles soltaram-me. Logo acalmei-me.
— Então... vocês farão outra cerimônia? — perguntei ao meu irmão Stephan e a minha cunhada Abigail.
— Não, bobinha! — Ela tirou uma mecha de cabelo do meu rosto. — Nós nos casamos!
— Como? — perguntei surpresa.
— Bem, os médicos socorreram-lhe e o seu pai fez questão de ordenar ao pastor que encerrasse a cerimônia o mais rápido possível. E, agora, a cidade está sob toque de recolher às 16:00 horas! — Stephan explicou.
— Ah?...a nossa... — sussurrei e fiquei um tempo tentando raciocinar o que havia acontecido quando eu estava desacordada.
— Bem, vamos todos nos retirarmos do quarto e vamos deixar a Stephany repousar - a minha mãe disse ao perceber o meu transe.
— Aqui, Stephany, esses são os desenhos que o David e eu fizemos para você! — Stela entregou-me alguns desenhos — Bom descanso!
— Vamos saindo! — apressou, a minha mãe — Diana sirva comida para a princesa Stephany, ela deve estar faminta.
— Como a senhora adivinhou, mãe? — sorri.
— Você está a dias sem comer, é normal — ela riu e então, saiu do quarto.
— Como assim eu dormi por dias? Mãe? — ela já havia se retirado. Então, olhei para Diana esperando respostas. — Como assim...dias?
— Sim, princesa...a senhorita dormiu por 4 dias — ela disse ao me servir.
Eu não morri. Mas, adormeci por 4 dias...
— Diana, mais alguém se machucou no dia do casamento do meu irmão? — perguntei preocupada.
— Não, senhorita... — Diana respondeu com um sorriso solidário. — Apenas a senhorita.
— O que são essas flores e cartas, Diana? — perguntei ao pegar o buquê de rosas-vermelhas.
— O povo enviou-lhe todas essas flores e as crianças, as cartas, princesa — Diana fez reverência — Licença, preciso ir, princesa.
— Ok, obrigada, Diana — Agradeci enquanto cheirava aquele lindo buquê de rosas-vermelhas. Havia, também, um bilhete.
" Fique boa logo, princesa Stephany! Te amamos muito!"
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Atualizado até capítulo 56
Comments
Regiane Pimenta
Meu Deus a menina quase morreu e ele fala isso
2024-04-03
0
Jane Negrinha Joner
amei vamos ver como fica
2024-03-19
1
Rosária 234 Fonseca
ótimo livro autora parabéns pelo trabalho amei o capítulo. atualizar tá
2024-02-21
0